2005 - Entrevista com Bobby Jarzombek
Quais
são suas expectativas agora que você está no Iced
Earth?
Bem, estou feliz de estar no Iced Earth, pois a
banda sempre foi algo verdadeiro dentro do Heavy. A
banda nunca se vendeu ou mudou a direção musical e
acho que isso é importante para uma banda que está
a tanto tempo quanto o Iced Earth. Eu espero que
continuemos a gravar cds e fazer turnês.
Nesse período de tratamento de Jon Schaffer o
que você planeja fazer?
Eu acabei de gravar minhas partes de bateria no novo
cd do Demons & Wizards. As músicas estão ótimas!
É um pouco difícil de dizer o que farei entre
Janeiro e 5 de Abril, pois tem algumas coisas que
estão se formando que ainda não estão
confirmadas.
Você tem alguma idéia de quem possa ser o novo
baixista e guitarrista do Iced Earth? Como é o
processo de escolha?
Não tenho certeza. Eu sei que Jon e Tim tem alguns
caras em mente.
Como foi tocar com Halford?
Foi ótimo! Rob foi o melhor cara para se trabalhar.
Gravamos 2 álbuns de estúdio, um ao vivo e conheci
países que nunca tinha ido.
Como você se sentiu tocando para 250.000 pessoas
no Rock In Rio com a banda Halford?
Eu acho que o Rock In Rio foi o final perfeito para
uma turnê. O único porém foi que no final a banda
saiu sem mim e tive que andar muito para chegar ao
camarim. Duas vans iriam nos levar para os camarins
que eram localizados (acreditem se quiser) atrás da
platéia. Como a banda se dividiu nas duas vans,
cada motorista pensou que eu estava na outra. Então
tive que carregar minhas roupas através da sujeira,
vidro quebrado, e etc até o camarim.
Você está participando em algo relacionado a
novos lançamentos do Iced Earth?
Jon me falou de algumas idéias para o próximo álbum.
Um conceito e apenas isso. Agora que o Demons &
Wizards já foi concluído ele irá se focar no
material do Iced Earth.
Como você entrou no Iced Earth?
Como
foi o processo de aprendizagem das músicas para
turnê?
Eu não tive tempo de aprender todas as músicas,
mas deu certo, pois tínhamos uma semana de folga.
Eu aprendi metade antes da folga então eu ia mais
cedo no estúdio e trabalhava no que não sabia, e
daí eles apareciam e tocávamos tudo que tinha
aprendido até aquele ponto. Quando eles iam embora
eu ainda ficava praticando o que ainda não havia
aprendido.
Como
é trabalhar com Schaffer e Halford?
São pessoas bem diferentes. Rob é mais sossegado.
Ele senta, escuta, dá sugestões, mas sempre deixa
para mim o que quero e não quero tocar. Se você
observar na carreira de Halford, você verá que os
bateristas sempre foram bem diferentes. Holland (groove
e simplicidade), Binks (um pouco Funky, grande
passagens), Travis (um pedal duplo poderoso). Rob
basicamente confia no baterista adicionar
personalidade a suas músicas.
Jon é muito intenso, musicalmente o Iced Earth é
construído pela sua guitarria rítmica e palhateda.
Como um baterista, tenho que entender (e ser hábito
a tocar) essas partes rápidas pois a horas que ele
pede para eu tocar em unisom com ele. O mais engraçado
é que Jon não lê música. Tocas aquelas
palhetadas loucas vem de sua cabeça. É extraordinário!
Conte-nos sobre sua carreira.
Comecei a tocar com 10 anos de idade. Minha primeira
banda foi com meus irmãos Ron e Ralph. Tocamos músicas
próprias e cover de Judas Priest, Rush, UFO, etc.
Minha primeira gravação foi com o Juggernaut.
Gravamos 2 álbuns com a Metal Blade e excursionamos
na área do Texas. Depois entrei no Riot e gravei vários
cds com ele e excursionamos muito. Foi ali que
ganhei muita experiência. Minha participação no
Riot basicamente meu levou ao Halford.
Durante meu começo fui influenciado por Neil Peart,
Terry Bozzio, e então Deen Castronovo, eu fiquei
bobo com sua músicas com o Wild Dogs, Cacophony, e
Tony MacAlpine. Agora escuto vários outros para idéias,
como Danny Carey, Virgil Donati, Mike Mangini e
Marco Minnemann.
Há planos para show na América do Sul,
especialmente no Brasil?
Nada planejado até agora para o Iced Earth ou outra
banda que eu toque.
A
Banda Halford foi dissolvida por causa da volta do
Judas Priest, a algum chance da volta da banda?
Bem, foi anunciado que começaremos a escrever e
gravar algum material em 2005. Nos encontramos
alguns meses atrás e conversamos sobre isso, mas
falando a verdade não sei muito além disso. Seria
legal trabalhar com Rob, Mike, Davis e Roy Z de
novo. Mas a única coisa é que o Halford não é
prioridade para nenhum de nós agora. Rob está com
o Judas Priest, Mike com o Painmuseum e Testament,
Roy Z sua banda Tribe Of Gypsies e está sempre
ocupado produzindo.
Você será o baterista para o novo cd do Demons
& Wizards? Nos diga algo sobre a gravação ,
com está indo etc.
Eu falei com Jon semana passada e as guitarras e
baixo já foram feitas e Hansi já fez os vocais.
Essa gravação será bem rápida.Há muita
variedade. Coisas loucas, melodias fortes e ótimas
bases, e algumas baladas bem profundas.
Definitivamente é um álbum aonde os ouvintes vão
passar muito tempo prestando atenção devido sua
dimensão, que faz o cd ter muita personalidade.
Qual seu álbum favorito, dentre os que você
gravou?
Essa é boa. Eu não posso escolher um dentre
todos, mas mencionarei alguns e porque gosto deles.
RIOT - "The Privilege Of Power":
Estávamos tentando nesse cd, deixar nossa marca
como banda e músicos. Eu toquei muito coisa louca
nesse CD.
RIOT - "Nightbreaker" and "Sons Of
Society":
Ambos cds são similares para mim no fato que Mark (Reale)
e o resto da banda estava concentrado em escrever
coisas melhores para o álbum. O cd soa muito maduro
mas não conservativo.
HALFORD - "Live Insurrection":
Acho que todos os músicos crescem sonhando em tocar
as músicas de seus heróis com seus heróis.Tocar
as músicas do Judas Priest e Fight ao vivo com Rob
e a banda Halford foi uma experiência incrível,
gravar esse cd duplo foi demais. Eu toquei com várias
bandas covers durante os anos e aprendi muito de
feeling, grooves de outros bateristas. Não é
apenas saber que nota vai aonde, mas prestar atenção
nos pequenos detalhes. Quanto aberto está o chimbal?
A caixa está soando bem?, etc... Quando escuto o
Live Insurrection eu fico com orgulho em ver que as
músicas de Dave Holland soam como ele tocando e
etc.
SPASTIC INK - "Ink Complete" e "Ink
Compatible":
Esses são os únicos cds que toco com meu irmão
Ron. Foi uma tarefa difícil lançar esses cds.
Trabalhamos nele por um ano. Foi praticamente meio a
meio em colaborações nas letras. Eu vinha com a
parte de bateria e Ron criava algo dali ou escrevia
algo, gravava e me passava para eu criar algo em
cima. Nesse cd toquei 6 das 9 músicas. Eu queria
ter tocado todas mas estava em turnê com Halford
então Ron chamou outros bateristas para gravar as
restantes. Levou 4 meses para aprender e gravar
essas 6 músicas. Provavelmente nunca mais gravarei
algo tão difícil assim.
PAIN MUSEUM - "Metal For Life":
Essa é a gravação mais pesada que já fiz. Foi um
grande desafio para mim. Estava escutando muito
Death e Arch Enemy enquanto aprendia essa músicas.
Que
bandas você tem escutado ultimamente?
Tenho escutado ambos cds do Mnemic, o último do
Lamb Of God, todos do Death, e Strapping Young Lad.
A alguma possibilidade de novos álbuns com o
Riot ou Spastic Ink com você?
Provavelmente não com o Riot. Eles tem trabalhado
com vários bateristas por vários anos, e não
retornaria se não houvesse planos sérios de turnê
ou novo material.
Spastic Ink? – Talvez, o problema na banda é que
Ron tinha que fazer tudo e não quero que ele passe
por isso de novo. Eu não o culpo. Mas no estado que
a indústria da música está, é diíicil gastar
tanto tempo em algo não viável monetariamente, não
importa o quanto você ame!
Você poderia mandar alguma mensagem para seus fãs
brsiileiros e especialmente os usuários do site
Brazil Under Ice?
Grite para mim Brasil!! Estou brincando! Eu mal
posso esperar para tocar aí de novo. Eu tive ótimos
momentos visitando e conhecendo os fãs. Os fãs
mais verdadeiros e dedicados estão no Brasil e América
do Sul.
Brazil Under Ice continue espalhando o metal para os
fãs. Precisamos de mais sites de Heavy Metal como
esse!
Obrigado.
Bobby
Entrevista por Johnny Z.
Traduzida por Paulo Fornazza.
Exclusividade Brazil Under Ice.