2005 - Entrevista com Jon Schaffer
Jon
Schaffer tem sido um cara ocupado por um longo
tempo. Mais conhecido pela sua excelência no
Heavy Metal como o fundador do Iced Earth, o
guitarrista finalizou o DVD “Gettysburg”, que
é um grande complemento ao CD “The Glorious
Burden”. Este CD foi muito bem aclamado pela crítica
e apresenta Tim Owens, do Judas Priest como
vocalista. Além disso, Jon terminou o último épico
do Demons & Wizards, um projeto Power Metal
com Hansi Kursch do Blind Guardian. Graças á SPV
Records, eu consegui sentar com Jon e discutir
sobre isso e outros assuntos. Segue a transcrição
da conversa.
Ken – Jon, é uma grande honra sentar com você
e trocar uma idéia. Hoje eles serão o Iced Earth
e o Demons & Wizards, e algumas coisas que
estiverem em sua cabeça. Deixe-me começar
perguntando como está a sua saúde ultimamente,
especialmente com relação ás suas costas, já
que sabemos que você teve todos aqueles problemas
com a cirurgia e tal.
Jon – Sim, estou melhor do que antes. Acho que
quando estávamos na turnê, durante a primeira
parte da “Glorious Burden tour", eu
realmente estava sofrendo e quando acabaram os
shows americanos e prestes a começar o festival
Europeu que fizemos, estava muito mal, então eu
sofri outra cirurgia, em novembro de 2004, e eu
tive que fazer muita fisioterapia, e acho que
estamos quase nos recuperando. É um longo
processo, e isso é (pausa) uma coisa a dizer é
que não é só tocar que acaba prejudicando, mas
tudo que envolve as apresentações prejudica o
meu problema. Você sabe, viajar de ônibus e
balançar por aí toda noite em um leito não é
muito sossegado. Nunca é quando você está em
turnê, então você sabe que esse é o problema,
tudo parece inflamar quando saímos de turnê e
torna tudo mais difícil. Mas eu acho que o que
estou fazendo agora e o tipo de terapia que estou
praticando é a coisa certa e tudo isso obviamente
não está relacionado com o meu pescoço. Aquele
foi um problema diferente de quando eu me
machuquei em 1996 em Berlin, e eu operei em 2000.
Aquilo, na verdade, está indo muito bem, estou
muito bem com aquilo. O problema na parte de baixo
das minhas costas começou alguns anos atrás e
foi progressivamente se tornando um grave
problema. Ainda assim, acho que estamos no caminho
certo. Tive muitos meses onde tive muito mais
conforto do que eu estava tendo, e isso é muito
bom. Então, vamos ver, tenho que continuar com a
terapia.
Ken – É bom ter você e recuperando, mas quero
dizer, com você precisando se retirar e se
recuperar; eu estava imaginando se você teve
alguma onda de criatividade, considerando todo o
material atual. Pergunto isso porque o lançamento
do DVD estava apenas sendo planejado, e agora
saiu, bem como o disco do D&W. Eu me lembro de
estar com o Bobby Jarzombek uma noite e ele me
disse que estava falando com você sobre o disco e
logo um tempo depois estava recebendo uma cópia
promocional pela SPV Records. Então, tudo aquilo
resultou nisso, estar parado um tempo te deu o gás
para terminar mais coisas?
Jon – Bem, não sei se foi isso, isso me deu
tempo para fazer apenas um pouco disso. Obviamente
que não estar na estrada me permitiu estar mais
concentrado nos trabalhos em estúdio e tudo mais.
Mesmo assim eu diria que o lance do Demons já
estava sendo feito por um tempo. Você vê que o
maior problema do Demons & Wizards é a agenda
do Iced Earth e a do Blind Guardian. Então nós
temos que fazer quando podemos, e estando parado
esse período me deu tempo pra compor para o
D&W, e basicamente concluir a composição com
o Hansi. Quero dizer, estivemos trabalhando em
algumas músicas durante os últimos anos. Você
sabe, de pouco em pouco, e então, até enquanto o
DVD “Gettysburg” esteve sendo produzido. E
quando você assiste a entrevista no DVD que Mark
e eu e Mark estamos fazendo, era janeiro de 2004.
Foi quando fizemos a entrevista.
Ken - Uau !
Jon – Agora posso olhar aquilo e dizer
"cara, eu parecia fodido e cansado" e eu
estava, porque era pra aquilo ser o “making of
de Gettysburg”, algo que era pra estar no DVD, e
é por isso que Marky estava na minha casa e eu
estava para entrar em processo de gravação e
mostrar as pessoas como eu coloco a canção junto
com tudo, e ocorreu uma enchente em meu porão. A
enchente destruiu o estúdio, e foi algo em torno
de 40,000 galões de água. Tinha 5 pés de
altura, em mil pés de área.
Ken – Meu Deus, como isso aconteceu?
Jon – O encanador fodeu com tudo. O que foi
destruído eram 20 guitarras, duas baterias, tudo
isso, quase tudo; fora demos, e coisas que nunca
lancei. Era muita coisa, foi um desastre.
Ken – Então, um monte de coisa do Iced Earth se
foi.
Jon – Sim, aquilo se foi pra sempre. Sobraram
algumas fitas, mas temos que levar para
profissionais ver se dá pra salvar, o que seria
muito legal, pois tem muita música não publicada
lá. Coisas desde a metade dos anos 80 estavam
naquelas fitas. Você nunca imaginaria que teria
uma enchente de cinco pés de altura no eu porão.
Uma coisa é ter seis polegadas de enchente, com
nada no chão, mas aquela merda chegou tão alto
que ferrou com tudo, então o Marky já tinha
reservado passagens de avião e aquilo aconteceu
uma semana antes de fazermos a entrevista, e ele não
sabia o que fazer para completar o espaço, a não
ser fazer uma entrevista. Enquanto estávamos lá,
pudemos apenas discutir como as coisas foram
acontecendo. O DVD Gettysburg realmente deveria
ter saído seis ou oito meses atrás. Mas foi
ficando cada vez maior e tomando cada vez mais
tempo do que imaginávamos.
Ken – Se você me viu sorrindo antes, foi porque
quando você falou da entrevista, tive de rir de
quando o cachorro entrou e começou a fazer
barulho, e eu esperava que você dissesse “saia
daqui”, como faço com gatos quando estão no
caminho. Eles sempre aparecem quando você precisa
se concentrar ou atender ao telefone.
Jon – Sim, o Mark perguntou “quer cortar
aquilo?” e eu disse que não, aquele é a Bailey,
e as pessoas que têm acompanhado a banda devem
ter ouvido dela, e ela apareceu e foi engraçado.
Deixou a coisa mais humana.
Ken – Então, agora eu tenho que, por causa da
sua saúde, se foi uma decisão difícil parar a
turnê, já que a banda está recebendo críticas
positivas e esse disco está sendo considerado básico
para se ter em uma coleção de discos de metal.
“Se você quer conhecer o Iced Earth, você deve
comprar o "The Glorious Burden". Foi uma
escolha difícil?
Jon – Sim, foi barra. Foi uma decisão difícil,
e eu sabia que era uma coisa que iria nos custar
caro. Foi bem frustrante, porque estávamos
embalados e ainda estamos, mas não sei. Se a
oportunidade certa aparecer hoje, iríamos sair em
turnê. Se fosse a coisa certa, porque para nós,
sair e ser a atração principal se tornaria
redundante, pois não é mais especial. Mas, se
tivéssemos a chance de alcançar novos fãs, como
abrir pro Metallica ou para o Maiden ou outra
grande atração, onde o público fosse gostar do
nosso som. Faríamos isso num piscar de olhos. Eu
teria ido pra estrada e sofrido como fizemos no
passado, se tivéssemos uma oportunidade como
essa, mas, para nós, continuar como atração
principal não faz tanto sentido. Mais importante
é cuidar de toda a bagunça e nosso agente está
trabalhando constantemente para abrirmos para uma
grande banda. Faríamos a qualquer hora. É que
tem um monte de política nisso, e parece não ser
o nosso destino. Iced Earth abriu para duas bandas
na história. Blind Guardian, na Europa, anos atrás,
e no fim da carreira do Megadeth, quando fizemos
uns 10 shows com eles. Tocamos em ginásios no
meio de Wisconsin. Quer dizer, não teve muito
sucesso a turnê, mas enquanto estávamos
expostos, valeu a pena. Então, temos sempre que
viajar mais, de uma maneira que faça sentido,
porque se você é a atração principal você não
está crescendo, e precisamos tocar pra quem nunca
ouviu falar da gente.
Ken – Eu realmente queria ver vocês tocando com
o Judas Priest, mesmo que fossem a primeira de três
bandas, porque acho que com meia hora, ou quarenta
minutos de material, temos bastante coisa do Iced
Earth que pode ser mostrada aos possíveis futuros
fãs em um set de meia hora.
Jon – Com certeza, sem dúvida.
Ken – Gosto muito do Queensryche, e eles não
precisam abrir pro Priest, e como eu gosto do
Priest, eles poderiam ter arriscado um pouco nessa
turnê. Continuando com você sofrendo pelos
shows, queria dizer que eu estava no show no BB
Kings, onde você estava incrivelmente doente e não
cancelou o show, o que me admirou muito. Era sua
primeira vez em NY depois de muito tempo, não
era?
Jon – Foram vários anos entre as visitas. A última
vez que estive lá foi para a turnê do Horror
Show.
Ken – Então, o que você acabou tendo aquela
noite?
Jon – Cara, não sei, acho que foi algo que
comi, pois eu gastei o dia todo vomitando, e foi
horrível.
Ken – Você estava verde.
Jon – Foi horrível, eu até saí pra vomitar
numa hora. Foi muito ruim, e eu tava tão fodido
porque esta é a minha cidade favorita para tocar,
está entre as 3 melhores. Gosto muito dos shows
nos EUA, mas tem lugares que são os melhores. Você
sabe o que pe isso, quando tocamos em NY, na turnê
do Horror Show, foi logo depois do 11 de setembro,
e nós abrimos com "Star-Spangled Banner",
e naquela turnê nós tocávamos mesmo, não como
agora, que é uma gravação. Quando começou
aquilo, a platéia foi ao delírio. Eu estava com
os olhos cheios de lágrimas, emocionado.
Ken – Deve ser bem tocante.
Jon – Foi muito poderoso, e NY é sempre um
lugar legal de tocar e eu estava bem ansioso para
o show, e eu acabei me sentindo mal. Por que bem
naquele dia?
Ken – Perguntei isso porque dias depois, eu
entrevistei Tim Owens no quarto onde você estava
morrendo, e eu peguei pneumonia, e todos os meus
amigos ficavam me zoando dizendo que você devia
ter pego pneumonia. (Schaffer ri)
Jon – Passou depois de umas 24 horas. Acredite
em mim, o dia não foi legal com aquela coisa
acontecendo com o meu corpo.
Ken - Tim tinha dito "é, o Jon tá bem
doente" quando conversamos e eu passei mal.
Quando te vi no palco, você estava verde. Te
admirei por aquilo. Quando vi o Tim entrar no
palco e começar a cantar as coisas antigas pela
primeira vez, como foi pra você, como criador
daquilo tudo? Você visualizava aquilo, tipo, como
você sempre quis que seu material fosse?
Jon – Tem canções que definitivamente Tim
deixa melhor do que eu imaginava como criador da música.
E certamente, quando ouço ele cantando coisas dos
primeiros discos, como "Stormrider",
"Travel In Stygian" e "Angels
Holocaust”, "Pure Evil" e tal. Essas músicas
foram escritas com a voz do Tim na minha cabeça,
e mesmo músicas como "Iced Earth" e as
outras do disco. É simplesmente animal ouvir o
Tim cantar aquilo. Realmente. Todo cantor tem uma
coisa especial, você sabe, que eles podem passar,
e tem certas coisas que depois de um tempo que o
Matt entrou na banda, que eu percebi, eu podia
fazer com que ele fizesse coisas que eu nunca
imaginei que ele fosse capaz de fazer só de
inspirá-lo no estúdio. Mesmo na pré-produção,
quando estávamos gravando. Espero por esse tipo
de coisa com o Tim, porque ele veio pra banda e não
teve participação no processo de criação, a não
ser nas letras de "Red Baron”. Quando ele
veio, tudo estava composto e ele fez os vocais,
ele estava regravando os vocais, na verdade, então,
quando fizermos um novo disco com o Tim, vai ser
arrasador.
Ken – Vai ser demais! Como eu disse antes, eu
estava ouvindo "Dracula" e "Melancholy",
que são minhas canções favoritas antigas, então
você deveria estar preocupado sobre o público
aceitar Tim, ou você pensava “ei, ele tá na
banda e é isso, aceitem, é tudo o que podem
fazer, essa é minha banda”, etc.
Jon – Não, não me preocupei com isso.
Ken – No show de NY, tive uma conversa
interessante com alguém que estava perto de mim
que disse ser um fanzasso do Barlow. Ele disse que
não suportava o fato de que o Tim estivesse na
banda, então eu disse que ele deveria ir embora
então.
Jon – É, você está aqui então...
Ken – Então ele disse “bem, não vou gostar
do Tim”. Então eu disse “ele estava no Judas
Priest, então ele não pode ser tão ruim, pense
nisso”. No fim da noite, ele estava cantando com
todo mundo e eu perguntei “você gosta dele
agora?”, e ele disse “sim, gostei muito”.
Jon – As pessoas se apaixonam por ilusões, é
basicamente isso. Eles não sabem das coisas sobre
o Matt Barlow, ninguém dessas pessoas sabe. Elas
se apaixonam pelo cabelão ruivo, que seja, mas na
verdade, o que importa é que o que acontece no
mundo real e o que acontece nas suas fantasias são
coisas completamente diferentes, e eu não posso
interferir na fantasia das pessoas, então nem
ligo se estão aceitando o Tim ou não. Tim é
parte dessa banda, é um cantor fantástico, e
vamos fazer grandes coisas com juntos, e se as
pessoas não conseguem lidar com isso, elas que vão
ouvir os discos antigos e ir embora. Vamos ganhar
novos fãs, isso é normal. Ouço essa merda toda
sempre que muda algo na banda, o Tim é o quarto
vocalista a entrar na banda, e sempre ouço essas
coisas. É isso o que você tem que fazer quando
lidera uma banda, porque você é o visionário,
que vai sempre em frente e não se preocupa com os
do contra que só reclamam, você não pode se
preocupar com eles.
Ken - Jon, uma das coisas que eu disse ao Tim
quando nos encontramos foi que eu gostei dele no
Priest, e que eu continuava apoiando eles, mas eu
gostei quando ele se aconchegou no Iced Earth. Na
minha opinião, isso foi melhor, e foi fantástico.
No “The Glorious Burden” você colocou muito
conhecimento histórico nele, o que me agradou
bastante, e não vi ele como um disco político, e
você já fez várias declarações sobre isso.
Então eu tenho que perguntar se você pensa em
usar a história como fonte para o próximo disco.
Eu sei que você tem um amor profundo pela história
americana, pela loja e tudo mais.
Jon - Certamente eu vou, mas não sei se no próximo
disco ou não. Foi meio que uma saída, porque
quando você vê canções como "1776"
ou "Ghost Of Freedom", elas estão
relacionadas com a história militar, de algum
modo, mas o "The Glorious Burden" foi a
verdadeira dedicação para essa coisa toda. Eu
precisava estar inspirado de um jeito diferente
como compositor, e eu senti que era a hora certa
na minha vida de encarar isso.Por enquanto, não
acho que o próximo disco vai ter disso, mas o
outro sim poderá ter. Ou o terceiro. Não sei
dizer agora. Tenho que ser (pausa), aí é que está,
se eu fosse lançar um disco que liricamente não
me satisfaria, eu poderia prever toda a porcaria
política e a controvérsia que o disco iria
criar, e se eu tivesse dito - não que eu mudaria
isso - estou criando um falso cenário aqui, se eu
fosse prever aquilo e então não fazer o “The
Glorious Burden”, porque vai ter um monte de
merda, vou escrever outro disco sobre “fantasias
de terror”, não seria o disco que é. Não
teria sido verdadeiro, não seria uma vibração
honesta de o que estava dentro de mim no momento,
e é isso que faz um disco ser forte. O mais
importante é ser verdadeiro. Isso deixou alguns fodidos,
mas fodam-se. No fim do dia, eu acho que isso
inspirou um monte de gente e tocou um monte de
gente. Isso é importante e é por isso que é
honesto. Tenho que ir com o que eu tenho dentro de
mim.
Ken – Eu acho bom ferrar alguns um pouco porque
cria debates e faz as pessoas pensarem um pouco
mais. Se todo mundo ama, isso vai embora. Penso em
coisas como o vídeo para a "When The Eagle
Cries" e como a MTV fez a merda toda sobre se
recusar a tocar. Imaginei sua opinião sobre a MTV
ser relevante ou não no cenário atual do metal,
quer dizer, eles não fazem muito pra isso, só se
preocupam com rap ou com quem tem a casa ou o
carro maior, ou reality shows sobre 8 jovens num
cenário não realista. Você acha que ela oferece
algo que valha a pena pro metal?
Jon - Não. Eu realmente não acho, nós existimos
e sobrevivemos por muitos anos por causa de nada
mais que nossa atitude e ajuda dos fãs. Nunca
tivemos ajuda da MTV que tenha feito diferença.Foi
legal ver que os headbangers pediram pelo vídeo
da “The Reckoning", e eu e o Tim fomos e
fizemos a entrevista, e tudo isso é legal, mas não
tem nada a ver, e eu acho que todo mundo sabe
disso. Nesse mundo, nessa época, eu acho que uma
banda como o Iced Earth, de algum modo, está um
pouco fora da essência. Isso porque está
mudando, toda a indústria está mudando. O que
eles fazem agora é apenas lançar uma banda e
tentar ganhar grana, algo que parece fazer muito
sucesso mas acaba falhando, e não parece que a
indústria quer construir uma carreira mais. Não
é como se eles olhassem pra banda e imaginassem
ela depois de 25-30 anos ou esse tipo de coisa. É
uma mentalidade totalmente diferente. Todo os negócios
mudaram.
Ken – Pensando em alguma das mudanças, o que
acha das rádios vias satélite, elas são boas, já
que muitas dessas estações de música a cabo que
permitem você escolher entre, Metal, Metal
Extremo ou Tradicional, etc. Eu gosto de dizer
metal tradicional metal, mais do que metal old
school, que eu não gosto muito. Você percebeu
algum ganho para o Iced Earth nesse aspecto?
Jon – Eu acho que tem algumas estações que estão
tocando isso, quer dizer, não sou contra algo se
está ajudando a promover a banda, mas eu não
gasto muito tempo me preocupando com isso. Existem
outras pessoas que cujo trabalho é fazer isso e
minha proposta em tudo isso é dirigir o bote e
tem outras pessoas que estão trabalhando na
organização seja na gravadora ou produzindo,
onde é seu trabalho se preocupar sobre fazer
essas coisas acontecerem. Para mim, apenas preciso
ser o capitão criativo do barco e ser o cara que
mantêm a integridade e a visão da coisa toda.
Ken - Você, como o capitão criativo, pode dizer
aos navegantes no bote do metal alguma coisa sobre
o próximo trabalho do Iced Earth, ele está sendo
desenvolvido?
Jon - Bem, está tudo em estágios muito
preliminares, já que tudo está começando a sair
da minha cabeça.
Ken - Alguma pista?
Jon - Bem, na verdade, isso depende da decisão
que a SPV fazer em uma semana ou duas. Há uma
grande chance de que vai ser uma continuação do
"Something Wicked", com um "parte
um e dois", um tipo de álbum conceitual. Se
aceitarem, isso vai ser, talvez, a coisa mais
ambiciosa que eu vou fazer como escritor. Seria
uma viagem.
Ken - Eu queria perguntar sobre uma das músicas
do Horror Show, a "Phantom Opera Ghost",
que tem uma garota cantando. Queria saber quem é
ela, pois não pude encontrar seu nome.
Jon - Ela está nos créditos. Yunhui Percifield,
de uma banda local, não contratada ou algo do
tipo. Perdi contato com ela depois que ela se
mudou pra LA, acho.
Ken - Indo para os companheiros de banda. Com a
formação atual, acha que teremos a versão
definitiva do Iced Earth? Tendo Bobby Jarzombek na
bateria e Tim cantando?
Jon - Acho que tivemos muitas boas versões do
Iced Earth, e todo mundo que esteve na banda tem
tido uma particular... (pausa), quer dizer,
obviamente você está falando sobre o Matt, ele
era alguém muito carismático e realmente um bom
cantor. Quando você fala de cantores, vai sempre
ter pessoas que dizem "oh esse cara detona
aquele outro". Tudo isso é besteira, basta
apenas a voz da pessoa te agradar quando ouve.
Posso dizer que trabalhei com alguns dos melhores
cantores que existem e todos eles têm suas
individualidades que os tornam especiais. Matt era
um mestre em ser dramático e isso tinha muito a
ver com o jeito que Jim e eu produzíamos em estúdio.
Nós forçávamos ele a ser um pouco William
Shatner, sendo super expressivo quando fazia as
partes essenciais, e isso quase faz parecer
piegas, porque se você está enxergando, um ator
se torna piegas, ou tudo o que eles têm é o som
da sua voz, então você exagera e tal.
Matt era muito bom nesse tipo de coisa. Hansi é
muito foda, e é como o Freddie Mercury do Metal.
Ele é provavelmente o cantor mais talentoso
quando se fala em construir partes vocais com quem
eu já trabalhei. Simplesmente porque ele é um
mestre nisso. Ele tem um conhecimento verdadeiro
de música e teoria e ele pode pegar a voz dele e
fazer parecer com outras pessoas, e é como o Tim
soando como um demônio que acabou de sair do
inferno, e ele também tem alcance incrível. Seu
alcance é quase perfeito, e nesse quesito, o Tim
é o melhor com quem eu já trabalhei. Tanto
quanto seu alcance é bom, sua força também é,
isso pe surpreendente. Todo mundo tem uma coisa em
que são excelentes, então eu não vou dizer que
essa é a formação definitiva. Agora, quando você
pergunta do Bobby, ele tem pegada surpreendente e
seu tempo é impecável, e eu diria que Bobby é o
melhor baterista com quem eu já toquei, e eu acho
que Mark Prader era, mas ele era mais do tipo músico
de estúdio mesmo. Ele nunca esteve realmente na
banda, ele era um cara alugado para fazer as gravações
enquanto estávamos em estúdio. Continua sendo um
mestre na harmonia e até tocar com o Bobby, eu
pensei que Mark era o melhor, mas Bobby é quem é.
Agora, Mark não é nem mais um baterista de
metal, mas ele pode ser, porque ele ele tem
capacidade pra isso. Bobby, por outro lado, tem
todas as harmonias, ritmos, balanços, e ele tem a
técnica acima de tudo isso. Ter ele como parte do
Demons & Wizards me deu uma idéia de como vai
ser ele no disco do Iced Earth e foi muito legal.
Ken - Foi uma ótima surpresa ouvir isso, quando
eu ouvi, fiquei embasbacado.
Jon – Sim, Bobby e eu nos entrosamos bem, e
estou muito animado com isso. Atualmente, não
gastei o tempo para ocupar os outros cargos da
banda, e enquanto tem alguns caras que querem
essas posições, estamos recebendo fitas para
possíveis audições, nem mesmo comecei a fazer
isso. Tem muitos caras disponíveis, então isso
me faz querer ser injusto com as outras formações
e dizer que essa é a definitiva, já que todas as
outras tiveram coisas especiais, e eu não teria
alugado eles se isso fosse mentira.
Ken - Nós falamos um pouco sobre o DVD
anteriormente, e eu queria dizer parabéns por
trazer um pouco do History Channel pra dentro do
metal, eu sentia que precisava ver algo diferente.
Considerando a turnê pelo campo de batalha de
Gettysburg, que eu achei bem interessante, estive
surpreso por ver que um guia foi usado. Eu pensei
que era você quem ia andando sozinho e explicando
tudo para o espectador.
Jon - Bem, eu não tenho o conhecimento que o Ted
tem, quer dizer, eu tenho muito conhecimento, se
compararmos com alguém que não sabe nada, mas não
sei nada comparado ao Ted. Ele tem estudado não só
a batalha de Gettysburg e a Guerra Civil desde que
tinha sete anos, e ele está na casa dos 50 hoje.
É algo que você pode estudar eternamente, e você
continua aprendendo. Eu pensei que seria uma boa
adição ter nós apenas conversando sobre coisas,
e estou entrevistando Ted, e mesmo eu sabendo
quase tudo o que ele vai dizer, seria muito melhor
do que apenas ter eu andando e falando coisas. Eu
achei que aquilo poderia ficar ultrapassado, então
nós adicionamos personalidade, e podemos nos
revezar, e então, na verdade, vai haver pessoas
que vão comprar isso que estarão mais
interessadas na batalha do que na banda, e eles não
vão estar nem aí pra quem está falando. Mesmo
Ted pode ir além desse conteúdo com seu
conhecimento, então essa entrevista/passeio pelo
campo de batalha não é realmente para um fã
comum de metal, mas sim para as pessoas que querem
realmente saber o que ocorreu lá. E eu vou dizer
que há provavelmente um número pequeno de
pessoas que realmente se importam e isso é
triste, mas é a verdade. Então, tem pessoas que
estão nisso e estão aprendendo constantemente,
eles vão aprender muito mais do Ted do que
comigo. Meu trabalho com a coisa toda é começar
a inspirar aqueles que querem aprender através de
um entretenimento musical. Talvez nem fazendo eles
lerem livros, porque eles foram inspirados pelo
entretenimento, quer dizer, eu teria que gastar
uns 20 anos de estudo pesado apenas para chegar ao
nível do Ted.
Ken - Ele com certeza sabia do que falava, mas eu
queria ver o desfecho.
Jon - Você sabe, se você sair num passeio com
Ted, o que eu recomendo a todos, se forem a
Gettysburg, precisarão contratar ele, pois ele
vai te emocionar. O cara é tão apaixonado pelo
assunto que eu não ficaria surpreso se ele esteve
na batalha e sofreu o destino horroroso lá.
Muitas vezes no dia, se você gastar o dia com
ele, ele vai ficar com lágrimas nos olhos de
tanta paixão que ele tem com isso, e é um lugar
muito especial mesmo. É muito pesado e mágico,
ao mesmo tempo. Ted tem um grande carisma e é um
grande cara, e eu queria que as pessoas pudessem
ver isso. Ted é um grande companheiro meu e eu
queria que ele fizesse parte disso.
Ken - Foi muito bem feito.
Jon - É cru, na verdade, e a razão disso é que
o campo de batalha não vai permitir você a
colocar microfones e equipamento muito pesado para
gravações lá, então usamos uma câmera normal.
É por isso que é tão cru e tem barulho de
vento.
Ken - Eu imaginei isso.
Jon - Não pudemos fazer uma gravação realmente
profissional porque não permitiriam isso. Eu acho
que é por que se eles deixassem, qualquer um
poderia e então fazer um documentário e eles não
querem transformar o campo de batalha num lugar
cheio de câmeras e tudo mais. Eles têm de ter
regras sobre isso, parece meio vago mas é isso.
Ken - Já que esse DVD já saiu, o que os fãs
podem esperar de um show lançado ou algo do tipo?
Jon - Vai acontecer, é que tudo isso tem mais a
ver com contratos do que com qualquer outra coisa,
e estamos muito perto de quando poderemos gravar
as coisas antigas do Iced Earth ao vivo. Se
fossemos fazer isso agora, só poderíamos ter
tocado as músicas do "The Glorious Burden",
ou o DVD deveria ter saído pela Century Media.
Então, em 2005 eu poderei gravar os shows sem
problemas contratuais.
Ken - Então você não pode gravar as coisas
antigas no show? Pensei que não eram permitidos
apenas relançamentos.
Jon - Não, isso também acontece. Então, se nós
tivéssemos gravado um dos shows da turnê do
"The Glorious Burden", não poderíamos
usar as faixas do catálogo da Century Media. Se
ainda estivéssemos na Century Media, isso não
seria necessário, mas não estamos mais, então
preciso esperar até que os direitos voltem a me
pertencer, o que vai ocorrer logo.
Ken - Eu tenho uma porção de perguntas sobre o
Demons & Wizards. A série The Dark Tower como
inspiração é uma boa idéia, pois combina
elementos de fantasia e de horror, ao mesmo tempo
que essas são características marcantes das
respectivas bandas. De quem foi a idéia em usar
isso?
Jon - Isso foi idéia do Hansi, eu não li a série.
Eu costumava gostar de algumas coisas antigas do
Stephen King, eu acho que dizer que eu era "fã"
seria um pouco forte, mas eu gostava de alguns
livros dele. Não consigo lembrar, mas teve alguns
que eu tentei ler anos atrás e eu não conseguia
nem passar das primeiras páginas. Então, não é
meu negócio, mas Hansi foi quem veio com a história
de fazer o tema baseado nisso. Existem apenas três
músicas baseadas nisso, e o resto não é. Temos
"Seize The Day" que é baseado em
"Senhor dos Anéis" e isso foi minha idéia
na verdade, acredite ou não, já que é Hansi o
grande fã de "Senhor dos Anéis". Essa
música eu escrevi durante o Horror, e eu estava
passeando de Harley um dia, e eu tinha aquilo na
minha cabeça. Eu voltei pra casa, gravei a demo e
deixei tudo daquele jeito, eu nunca pensei nessa música
como uma música que tivesse vocais. Eu meio que
senti que ela seria instrumental. Mesmo sendo
legal e tendo uma vibração boa, eu percebi que não
tinha a ver com o contexto do Horror Show, então
eu larguei ela por um tempo e é isso. Encontrei
com o Hansi anos atrás e disse "sabe, acho
que seria legal escrever sobre o Frodo e Sam
viajando através das regiões desertas para
chegar não sei aonde", sabe, não sou tão fã
de Senhor dos Anéis então esqueci.
Ken - Mordor é pra onde eles estavam indo.
Jon - OK, então eu sugeri aquilo à ele e ele
gostou da idéia, e foi isso que acabamos fazendo
e ainda tem muitos assuntos.
Ken - Eu acho que o CD ficou muito bom, e sinto
que ele oferece aos fãs de Iced Earth e Blind
Guardian mais um ótimo trabalho de Metal. Queria
saber se você acha que a popularidade desse disco
vai gerar perguntas como "vocês irão tocar
ao vivo" ou "o Iced Earth vai tocar
alguma música ou o Blind Guardian vai"?
Jon - Bem, nós nunca, eu digo, Iced Earth não
iria tocar uma música do Demons & Wizards
porque não há sentido. Quero dizer, já temos
muita coisa nossa pra tocar, e não sei porque o Blind
Guardian faria isso também. O que fizemos antes,
quando Hansi e eu fizemos os primeiros shows do
D&W, foi tocar músicas do Iced Earth e do Blind
Guardian, acho que foram "Welcome To Dying",
"Travel In Stygian" e a "Question
Of Heaven", e essas são canções de nossas
bandas, que compomos, então fizemos umas covers e
então o disco todo do Demons & Wizards,
quando fomos a atração principal na Europa em
2000. Eu acho que agora que temos 2 discos, nós
poderíamos tocar uma canção do Iced Earth ou do
Blind Guardian, ou uma de cada, mas agora temos
material para o show inteiro.
Ken - Então houve discussão sobre fazer uma turnê
do D&W?
Jon - Bem, nos ofereceram para ser a atração
principal nos maiores festivais da Europa e Hansi
tem o Blind Guardian pra começar pré-produções
do próximo disco, e eu tive recentemente uma
filha, e é demais, não quero largar isso. Não
tenho intenção em sair para turnês nos
primeiros seis meses de vida dela.
Ken - É muito legal, você não quer perder nada.
Parabéns.
Jon - É a minha primeira criança, então é
justo e não quero fazer isso. Tivemos a
oportunidade, então pode acontecer de novo mais
pra frente nesse ano, mas não agora.
Ken - Acho que seria legal, pois tem muita coisa
boa nesses discos, e é tão agradável ver metal
criativo se saindo bem e recebendo apoio, porque
tem muita porcaria saindo ultimamente. Isso me
deixa curioso sobre o que Jon Schaffer ouve para
inspiração ultimamente ou o que está em seu
porta CDs todo o tempo.
Jon - Bem, eu não ouço coisas pra me inspirar. A
própria vida é uma inspiração pra mim,
enquanto eu escrevo eu não ouço música, e
quando você chega num certo ponto quando, se
torna um músico profissional, de algum modo eu
perdi aquele sentimento de quando sai um disco
novo do Iron Maiden tipo "nossa isso é muito
foda", e eu não sinto assim desde os 14
anos. Eu acho que o último disco que me deu
calafrios foi o primeiro disco do Sanctuary "Refuse
Denied", e eu pensei "porra, isso é
demais". Eu simplesmente amo aquele disco e
aquele foi provavelmente o último disco que me
deu calafrios. Então, quando eu ouço música, eu
estou em meu carro, e geralmente são bandas com
quem eu cresci.
Ken - OK, quem seriam eles?
Jon - Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest,
KISS, ACDC, tudo isso, tudo o que está no
"Tribute To The Gods".
Ken - Eu ia dizer "Tribute To The Gods"
se você não tivesse dito.
Jon - É apenas minha opinião disso, porque música,
pra mim, não é um hobby, música é um estilo de
vida, e tem pessoas que muitas vezes não entendem
isso, porque vêem pelo lado do fã, e eu crio
assim porque é minha vida. É como se eu fosse um
carpinteiro, que mexesse com casas o dia todo, eu
iria voltar pra casa e dar um jeito na minha também?
Não, eu provavelmente gostaria de ouvir música
quando chegasse em casa. Acontece que eu preciso
de tempo pra me refazer, e eu também não quero
ser influenciado por algo que está na moda, e eu
não quero saber qual é o som do mês ou o que a
mídia está socando goela abaixo dos jovens. Eu não
quero ser parte disso, e nem ser influenciado por
isso.
Ken - A cena do metal europeu parece ter pegado o
que o Judas Priest e Iron Maiden moldaram, que
funcionou das influências do Black Sabbath e Led
Zeppelin, e apenas seguiram com isso. Também essa
parte do mundo mantêm som similar, mais
tradicional, como o Iced Earth está fazendo, você
acha que os EUA vão voltar a fazer esse som? Você
acha que nós vamos achar mais bandas tirando os
DJs de suas formações? Eu conheci uma banda uma
vez, e um dos caras veio e me disse que era o DJ,
eu queria mandar ele passear e ir conversar com o
guitarrista.
Jon - É, eu não sei, mas as coisas mudaram tanto
que eu não sei se nós vamos ver as bandas de
metal sendo atrações principais nas maiores
arenas novamente, mas é legal ver que isso está
novamente surgindo, e eu acho que o Iced Earth tem
uma parte nisso, por causa do trabalho que fizemos
em 1997-98, sabe, levando a banda para o
meio-oeste e fazendo os EUA perceberem quem éramos
fazendo turnês e, na verdade, pavimentando o
caminho para bandas como o Blind Guardian e todas
essas bandas européias que começaram a vir pra cá
e eu acho que fomos responsáveis por isso.
Nevermore fez isso sendo uma das bandas que
tocavam metal puro e isso ajudou. Vai ser como
era? Não sei, acho que não.
Ken - Você está surpreso com tantos gêneros, ao
invés de apenas um termo simples?
Jon - Sim, semana que vem vai ter o "Country
Ska Metal" ou algo assim e isso é ridículo.
As pessoas dizem que somos Power Metal, Speed
Metal, Tradicional, mas eu apenas digo que somos
uma banda de metal.
Ken - Aqui está uma boa pra você. Eu
recentemente fui ver uma banda chamada Mudvayne e
eles pareciam se encaixar na definição
"Nu-Metal". Então eu tive um tempo e
fiz um review e quando postei, alguém que gostava
da banda disse "não não, Ken você está
errado, Mudvayne não é Nu Metal, eles são Matemática".
Jon - Matemática? Uau.
Ken - Sim, aparentemente, se tem muitos complexos
rítmicos, tudo isso se encaixa nesse critério.
Então, tecnicamente, se você fizer um disco histórico
logo após o "The Glorious Burden" você
vai começar o "History Metal".
Jon - Sim, History Metal
Ken - Então podemos ver também "Metal
Colegial" e começar todo uma tendência
escolar. Mas, terminando, qual é a opinião de
Jon Schaffer sobre a situação do Metal
atualmente? Estamos em boas mãos e não vamos ser
enterrados na poeira do Ídolo Americano?
Jon - Bom, é como eu disse, as coisas acontecem
em círculos e ciclos, e como eu disse, eu não
sei se o Metal vai ser tão grande como já foi
mas é bem agradável ver todos os jovens que
pensam por si mesmos no colegial, o tipo de vida
que tínhamos antes, ouvindo metal de novo. Eu
gosto de ver a multidão mais jovem com camisetas
do Iron Maiden e tudo mais, e isso é demais. E
quando saímos em turnê, vemos o público cada
vez mais jovem aparecendo. Então, isso é
promissor, já que é algo que está acontecendo.
Vamos encarar: o Metal nunca vai sumir, mesmo
quando ele estava seus dias mais obscuros, quando
estávamos apenas começando, sempre teve uma
perspectiva, e isso acontece porque é um meio de
vida. Agora isso parece crescer ao ponto onde
pessoas não podem ajudar a não ser perceber isso
e falar sobre isso de novo. Quero dizer, quem são,
significando que estamos em boas mãos?
Ken - Os fãs.
Jon - Eu acho que os fãs vão ser tratados bem
pelas bandas que têm estado aqui por um tempo e
tiverem provado, como nós, que estamos fazendo
isso por um longo tempo, e que não precisam se
preocupar se a gente vai lançar um disco de Rap
Metal. Os fãs nem se imaginam com isso, e o mesmo
acontece com o Blind Guardian. Eles certamente não
vão ser abandonados pela gente, mas eu acho que
na América vai dar certo.
Ken - Muito obrigado pelo seu tempo, Jon, boa
sorte com tudo!
Jon - Obrigado cara. Se cuida.
Traduzido por Antonio
Neto.