2006 -
Entrevista com James MacDonough
De forma exclusiva e em primeira mão, a Brazil
Under Ice conseguiu uma entrevista com o ex-baixista do Iced Earth, James
MacDonough. Confiram!
Conte-nos um pouco de sua
carreira antes de entrar no Iced Earth.
JAMES MACDONOUGH: Eu toquei em várias bandas em Jacksonville, Florida;
Brutal Assault, Mad Axe, Prodigy, e Odyssey. Você pode ver o site dos meus
melhores amigos em
www.kentsmedley.com. Kent era meu professor de teoria e é fenomenal.
Trabalhar no Iced Earth deve ser complicado, devido á tantas mudanças de
formação. Como foi sua passagem pela banda?
JAMES MACDONOUGH: Eu entrei na banda em 96 e viajei pra Tampa para
ensaiar, então me mudei para Indiana para que pudéssemos atacar os mercados
principais mais fácil. As mudanças de formação existiam mas eram necessárias
para o progresso da banda.
O que você achou do Matt ter saído do Iced Earth? E o que achou da entrada do
Tim na banda?
JAMES MACDONOUGH: Eu sempre gostei do Matt, ele é um grande cantor e a
melhor pessoa que você poderia imaginar. Fiquei muito triste ao ver ele sair.
Por outro lado, quando ouvi que o Tim queria entrar, entrei em êxtase. Eu amo
sua voz e tudo o que ele fez com o Judas Priest. Tim é outro grande cara. É raro
encontrar cantores como Matt e Tim, pessoas com boas cabeças e sem ego.
Qual é o seu disco favorito do Iced Earth? E, se possível, gostaríamos que
comentasse cada disco que gravou com a banda.
JAMES MACDONOUGH: Meu CD favorito provavelmente é o Something Wicked this
Way Comes. Days Of Purgatory foi uma coisa rápida, gravamos faixas com material
já pronto, Brent e eu apenas fizemos a bateria e o baixo. Something Wicked this
Way foi muito legal porque começamos do nada, escrevendo juntos em um local para
treino e então o Jon escreveu o resto sozinho. Tive sorte de ter sido creditado
como compositor em uma faixa. The Melancholy EP foi legal, apenas 2 dias no
estúdio. Alive In Athens foi um dos meus favoritos para gravar, ficamos um tempo
na Grécia com muitos amigos quando gravamos. A energia era demais e isso é
mostrado na gravação. Dark Genesis é um box set então não tive a ver com aquilo.
Tribute to the Gods foi um período bem divertido, coverizar algumas boas músicas
que inspiraram a todos nós. The Glorious Burden foi legal de trabalhar, músicas
muito boas e eu fiquei muito feliz com o resultado final, o grande atrativo
desse disco foi a voz de Tim.
Por que você não participou da gravação do Horror Show, se você tocou com eles
na tour do disco?
JAMES MACDONOUGH: Essa é uma pergunta pro Jon, acho que o Steve fez um
trabalho ótimo nessas músicas e eu amei tocá-las ao vivo, o baixo, em Dracula,
sem traste foi muito divertido.
Como você descreveria o The Glorious Burden com as vozes iniciais do Matt Barlow?
Você tem essas gravações?
JAMES MACDONOUGH: Ouvi algumas faixas do começo das gravações e achei que
estavam muito boas, e eu não tenho nenhuma dessas gravações.
O que achou do show e do público do show do Megadeth aqui no Brasil?
JAMES MACDONOUGH: As melhores palavras para descrevê-los são
"inacreditável e espetacular". Recebidos de braços abertos e tratados como reis.
A América do Sul é demais.
Qual foi o seu melhor momento com o Megadeth e qual música você mais gosta de
tocar?
JAMES MACDONOUGH: Meus melhores momentos com o Megadeth foi na Gigantour
em Montreal e o show na Argentina. Houve outros grandes momentos, mas esses
foram os principais para mim. Fiz meu melhor show em Montreal. O coliseu estava
lotado e foi do jeito que eu sempre imaginei um show quando era jovem.
Qual foi o motivo de sua saída do Megadeth?
JAMES MACDONOUGH: Eu realmente apenas não me encaixei, pra dizer a
verdade. Desejo ao Drovers e a Dave tudo de bom. Eu sei que o disco novo vai ser
muito bom.
Quando poderemos ouvir suas composições? Em que linha você compõe?
JAMES MACDONOUGH: Eu não sei, você deverá ficar ligado para isso! Algo
pode estar em andamento enquanto conversamos...
Quais são suas influências e qual é o equipamento básico que você usa?
JAMES MACDONOUGH: Steve Harris e Geddy Lee são minhas principais
influências. Meu equipamento: baixos ESP, amplificadores Gallien Krueger, cordas
DR, palhetas Dunlop, cabos Monster.
Ficamos sabendo pelo seu site oficial que você vai tocar com o Nevermore e com a
banda Speed Kill Hate. Como você foi convocado, o que você acha sobre essas duas
bandas?
JAMES MACDONOUGH: Eu fiz algumas coisas com o Nevermore há algum tempo e
foi muito divertido, conheço esses caras há tempos e amo o som deles. O esquema
com o Speed Kill Hate não deu certo devido a nossas agendas.
Quais os seus planos para o futuro depois dos shows com o Nevermore? Existem
outras propostas de bandas para tê-lo como membro permanente?
JAMES MACDONOUGH: Não tive ofertas permanentes ainda, nessa época do ano
todos tem suas formações de tour. Estou com outro amigo também em algumas
semanas do Ozzfest. Vou estar com o Strapping Young Lad no fim da semana
seguinte por um tempo curto e vai ser demais. A música do Devin é uma mudança
bem vinda do que eu tenho feito ultimamente, e isso abriu meus olhos para um
novo spectrum. Byron Stroud teve de sair para fazer uns festivais com o Fear
Factory na Europa então eu vou ficar só um tempo, não é nada permanente. Tenho
algumas gravações para fazer no mês seguinte e quando for oficial colocarei no
site. Obrigado pelas perguntas e seu tempo, paz.........James
Traduzido por
Antonio Neto.