2007 - Entrevista com Jon Schaffer

Lucemfero: Olá, como você está Jon?. Tudo bem?.

Jon Schaffer:
Sim, estou bem, cara. E você está bem?.

Lucemfero: Sim, eu estou bem. Tudo bem se eu começar as perguntas agora?.

Jon Schaffer:
Sim.


L
ucemfero: Você pode me dar uma visão geral da história do “Something Wicked”, e sobre o que é e assim por diante?.

Jon Schaffer:
Bom, uma visão geral é realmente bem difícil, porque ela é tão complexa. Basicamente a história que eu escrevi no final de 1997, um álbum chamado “Something Wicked This Way Comes” terminou com a trilogia. Esta trilogia foi um ponto no tempo da história que eu escrevi, então sempre houve um plano de fazer esse álbum conceitual gigante. Nós tivemos que deixá-lo de lado enquanto havia mudanças de gravadora, mas há mais ou menos um ano e meio atrás eu senti que era hora de levar isso adiante, foi o que eu fiz. É uma grande história de fantasia, orientada pela ficção científica. Basicamente a história vem da idéia de que a humanidade é alienígena aqui no planeta Terra, e que havia uma cultura na Terra antiga, uma cultura que já estava aqui antes de nós. Os que sobreviveram à humanidade estão atualmente manipulando, e manipulando tudo que nós fazemos agora com a criação da religião, divisão da humanidade, e blá, blá, blá. É uma história grande que cobre um período de 12.000 anos, e foi isso que eu quis dizer quando disse que poderíamos falar sobre isso por horas e horas. Não há maneiras de dar a você uma visão geral da história.

Lucemfero: Você originalmente planejava fazer a história com o Matt, antes dele sair é claro?.

Jon Schaffer:
Sim. Eu ia fazê-la originalmente depois do “Something Wicked This Way Comes”, e iría ser o próximo álbum. Quando eu decidi que eu não iría assinar com a “Century Media”, eu coloquei o álbum em espera. Matt não teve nada a ver com isso. É a minha história, minhas melodias, então não era realmente relevante se ele estava na banda ou não. Era uma questão de tempo.

Lucemfero: Você enfrentou algum obstáculo jurídico por parte da “Century Media” para atrasar os álbuns conceituais para que não fossem lançados juntos ou algo do gênero?.

Jon Schaffer:
Não, definitivamente não teve nada a ver com isso. Eu só não queria dar a eles um álbum. Eu não conseguiria fazer um álbum simples e contar a história inteira e estávamos deixando a gravadora. Eu não ia assinar com eles de novo, então eu não queria dar a eles um trabalho tão importante da minha carreira. Por isso lançamos “Horror Show”. Quando assinamos com a SPV, eu queria ver como a SPV funcionava e como seria a relação com eles antes de dar-lhes isso. Isso porque a coisa toda é muito especial. Eu sabia que ela podia crescer e no que ela poderia se tornar, e eu só queria ter certeza de que eu estaria envolvido com pessoas que pudessem lhe fazer justiça. Por isso atrasamos tudo, não tem nada a ver com a “Century Media”, eles não tiveram absolutamente nada a ver com isso.

Lucemfero: Você sente que o conceito foi beneficiado porque você teve muito anos para ponderar sobre ele?.

Jon Schaffer: Os fundamentos do conceito estão lá trás, então não era uma questão de ter tempo de sentar para ponderar e contemplar. Eu comecei a colecionar instrumentos do mundo e coisas assim, porque eu sabia que seriam texturas disso, lá trás 7 ou 8 anos, então isso não é realmente uma coisa nova. Era Fevereiro de 2006 quando eu construí meu estúdio e adquiri o “Pro Tools” e deixei tudo pronto, e foi quando eu comecei a escrever. Por um ano inteiro eu basicamente só trabalhei nisso e folguei mais ou menos 4 dias nesse ano. Nós começamos a editar as faixas de bateria em Fevereiro de 2007, então eu venho trabalhando duro nessa coisa toda há bastante tempo.

Lucemfero: Você sente que o fato de você ter trabalhado com real afinco e arduamente beneficiou os álbuns?. O seu trabalho todo valeu a pena?.

Jon Schaffer: Sim, eu penso que todo o esforço está valendo a pena com certeza. Eu estou realmente feliz com isso tudo, cara; é o mais intenso, em escrita épica profunda que eu já fiz. Eu estou muito, muito feliz com isso e eu me sinto muito bem sobre isso. Eu tenho que terminar, você sabe, eu ficarei muito aliviado quando lançarmos a segunda parte.

Lucemfero: A Segunda parte já está pronta então?.

Jon Schaffer: Não, não está terminada. Todas as faixas rítmicas já foram gravadas, a bateria, o baixo e as guitarras base. Eu fiz a maioria das melodias da guitarra principal, mas eu ainda tenho que escrever as letras e as melodias vocais. Então eu tenho que pegar todas essas partes gravá-las e mixá-las, então nós ainda temos algum trabalho a fazer.

Lucemfero: Já há alguma letra escrita para o segundo álbum?.

Jon Schaffer:
Não, mas eu sei os temas das músicas e os títulos e todo o resto. Eu desenhei a música em torno disso, mas eu realmente não parei, sentei e comecei a trabalhar nisso. Isso vai acontecer depois do Wacken, durante o Wacken e a tour que começara em Outubro. Eu terminarei de escrever todas as letras e vocais e então nós faremos a turnê pelo Reino Unido com Heaven and Hell. Então nós voltamos, entramos no estúdio e terminamos de gravar o álbum.

Lucemfero: Você pode me dizer algo sobre algum desses temas? Você disse que tem alguns temas para o segundo album em mente, você pode falar sobre eles?.

Jon Schaffer: Sim claro existem temas. Não eu não posso dizer, porque eu não quero dizer muita coisa, mas eu posso dizer que a parte 1 acaba com a música “When The Stars Collide”. Oh, na verdade acaba com “The Awakening”, mas a música “When The Stars Collide” prepara para o que vai acontecer na parte 2. Basicamente a parte 2 começa com...

Lucemfero: Há alguma coisa que você possa me dizer sobre a parte 2?.

Jon Schaffer: É o que eu estou fazendo, cara (risos), e o que eu estava me preparando para te dizer. A parte 2 abre com “The Ritual” que é o nascimento do “Set Abominae”. O que você deve fazer é olhar no site e ver os tópicos que estão lá, eu já os postei lá.

Lucemfero: De onde veio a idéia original que inspirou a história?.

Jon Schaffer: Veio de dentro de mim. Não veio de qualquer outro lugar exceto de uma coisa que  veio à minha mente, então eu não faço idéia de onde veio metade da merda toda que eu penso vem. Acho que vem da minha alma.

Lucemfero: Essa história pode acabar em um livro ou algo assim?.

Jon Schaffer: É possivel. Eu estou trabalhando em uma história em quadrinhos.

Lucemfero: Ela vai complementar os 2 álbuns? Essa história em quadrinhos?.

Jon Schaffer: Ela será lançada depois dos dois álbuns.

Lucemfero: Sim, mas será como um acompanhamento e um complemento desses dois álbuns, por assim dizer?.

Jon Schaffer: Sim. A arte inteira estará no encarte dos CDs.

Lucemfero: Você disse “é mais ou menos como Guerra nas Estrelas”. Você pode explicar isso?.

Jon Schaffer: Não, não é como Guerra nas Estrelas em sentido algum. A única exceção é que é uma história épica que cobre um longo período de tempo, e isso é a única coisa que é como Guerra nas Estrelas.

Lucemfero: Quais as razões para estender a história além das 3 músicas que apareceram em 1998?.

Jon Schaffer: O plano sempre foi esse, eu já disse isso. O plano sempre foi esse.

Lucemfero: Eu estava pensando porque você colocou apenas 3 músicas no “Something Wicked This Way Comes”, ao invés de fazer um álbum completo baseado na história logo de uma vez?.

Jon Schaffer: Porque isso era uma introdução à história.

Lucemfero: Era para dar aos fãs um gostinho do que viria?.

Jon Schaffer: Sim. Exatamente isso.

Lucemfero: Você pode me dizer qual a sua música favorita do “Framing Armageddon”?.

Jon Schaffer: Realmente não. Eu gosto de todas elas, mas eu diria provavelmente que é a “The Clouding”.

Lucemfero: Você pode me dizer porquê?.

Jon Schaffer: Porquê?. Porque ela é provavelmente a faixa mais diferente para Iced Earth, e tem uma sonoridade meio que de “Pink Floyd”. É muito mal, então é como uma grande faixa épica e é quase duas músicas em uma. Esse é o porque.

Lucemfero: É progressivo então?.

Jon Schaffer: Eu não acho que seja progressivo. Na verdade é realmente etérea e muito melosa.

Lucemfero: Qual é a letra dessa música em especial? Qual parte da música ela conta?.

Jon Schaffer: Essa é a música onde a humanidade perde a memória de onde nós viemos. Como resultado, é um evento global, cataclísmico onde a Terra entra em erupção e o magnetismo diminui... É como terremotos, tornados, tempestades de areia, vulcões, tudo isso. Nesse período a raça humana que invadiu o planeta Terra perde a memória de onde eles vieram. Então “The Clouding” é um ponto chave na história da parte 1. A música, quando começa, é da perspectiva humana.

Lucemfero: Embora seja uma história de fantasia, ainda há temas que você pode aplicar ao mundo moderno, por assim dizer?.

Jon Schaffer: Hum.. Bem...

Lucemfero: Como significados sutis escondidos?.

Jon Schaffer: Realmente não existem qualquer significado escondido. É uma história de fantasia, mas claro existem paralelos. Isso porque a coisa toda é baseada em uma idéia que tudo que acontece na história humana é ditado por essa cultura que já estava aqui e eles estão preparando tudo para que nos exterminemos. Então tudo, da ascensão e queda do Império Romano ao assassinato de Abraão Lincoln e JFK, a crucificação de Cristo e seja lá o que for, é um sinal desse tempo.

Lucemfero: Esses momentos chaves históricos que você citou foram fonte de inspiração para a história?.

Jon Schaffer: O que?.

Lucemfero: Bom, você mencionou o assassinato de Lincoln e outros episódios históricos, então eles inspiraram a sua história em algum sentido? Ou alguma parte dela?.

Jon Schaffer: Na realidade não, porque é só uma idéia. A música original “Prophecy” diz: “Jesus Christ to Kennedy, the Domino Decree” (algo como “De Jesus Cristo a Kennedy, o decreto dominó”, e “Domino decree” era o compromisso deles com o que iria ocorrer. O efeito dominó é quando um evento leva a outro e é o que vai levar à queda da raça humana, então não é necessariamente um evento isolado. Eu só mencionei alguns na trilogia original para ajudar a contar a história, então não é como se esses eventos tivessem inspirado a história. Não inspiraram. Eu só coloquei eles na história, e esses foram uns poucos momentos na história que eu mencionei. Eu não consigo fazer uma música sobre o levante e a queda do Império Romano porque isso é tão grande que você poderia escrever a porra de um álbum inteiro sobre esse assunto. Esse é o ponto, então eu pude colocar as principais coisas na parte 1; que tenta contar a história da invasão humana, o que eles fazem, que é quase cometer genocídio nessa cultura da Terra e o que essa cultura faz para armar uma retribuição pensando em si mesmos. Então deste ponto em diante é quando “Set Abominae” aparece, que acontece ao mesmo tempo do nascimento de Cristo. O que acontece daí até os dias modernos é o que conta a parte 2, cobrindo desde 2000 anos atrás até hoje.

Lucemfero: Você diria que é biblico?.

Jon Schaffer: Biblico?. Só no sentido de que a idéia de religião é uma das coisas que divide a humanidade, então os Setians estão por trás da criação... bem, não a idéia. Na história eles são os verdadeiros descendentes dos grandes Arquitetos do Universo, então eles são os verdadeiros descendentes de Deus. A humanidade é extremamente alienígena, criaturas realmente não evoluídas que são muito egoístas, então eles sabiam que se eles criassem a religião seria uma boa maneira de nos manter divididos. Eles criaram o Cristianismo, Budismo e todas essas diferentes crenças existentes pelo mundo, porque eles sabiam que tememos o que não entendemos.

Lucemfero: Então há muitas implicações religiosas envolvidas?.

Jon Schaffer: Sim, definitivamente há sim.

Lucemfero: Há muito de suas idéias filosóficas sobre religião no álbum?.

Jon Schaffer: Não, na verdade não. É só a idéia que é uma coisa muito segregadora se você continuar a discutí-la.

Lucemfero: Você acha que esses álbuns provocarão debates sobre o tema (religião) e a história etc...?.

Jon Schaffer: Não, eu acho que não. Eu acho que é, a fundo, uma história de ficção cientifica muito legal, então eu acho que não há nada para... Eu te falo uma coisa! Que seja cara. Cuzões. Esses caras com esse tipo de opinião são cuzões, e sempre haverá pessoas com alguma coisa a dizer sobre isso. A idéia é entretanto é que você desfrute a história pelo que ela é, uma história de ficção cientifica muito legal, que o tirará da realidade do mundo. Se eles esperam que nós toquemos uma música politizada e que criemos controvérsia, então eles precisam procurar uma outra banda, porque essa não é o Iced Earth.

Lucemfero: Você fica irritado quando as pessoas vêm mais nas letras do que realmente há?.

Jon Schaffer: Só quando ocorrem em casos como o álbum “The Glorious Burden”. As pessoas tentaram transformá-lo em um álbum político, quando na realidade era um album de história militar, então acontece de eu não ser um grande fã dessas pessoas que tentaram transformá-lo nessa coisa política o que não era o caso. Isso me irrita muito, pois nem mesmo os fãs pensam assim. Isso é a merda que os jornalistas forçam. Eles estão tentando achar uma porra de uma linha cheia de cor e peso, então eles podem incitar a merda toda e tentar vender revistas ou o que quer que seja. Este é o único ponto que me deixa furioso, embora os fãs sejam livres pra interpretar as letras da maneira que quiserem o que é a beleza disso tudo. Eu posso escutar uma música e ter um sentimento quanto a ela, entretanto, você pode ter outro sentimento sobre ela. Isso é uma parte da arte. Se alguém tenta mudar minha intenção e dizer aos outros, “isso é o que você quis dizer quando escreveu a música”, então eu fico muito irritado porque eles não tem a menor idéia do que eu quis dizer.

Lucemfero: Você parece realmente irritado com a imprensa.

Jon Schaffer: Eu fico irritado com a imprensa. Não sempre, mas sim, há certas coisas. Muitos deles são...

Lucemfero: Você aguentou um monte de merda deles nos seus anos como músico?.

Jon Schaffer: Sim. Tive que passar por cima de um monte de merda.

Lucemfero: Você diria que muitas das merdas que você teve que passar por cima é injusta?.

Jon Schaffer: Hum... Sim, eu diria sim, na verdade eu diria sim. Qualquer um que realmente me conhece, sabe disso.

Lucemfero: Fica mais fácil lidar com isso com o passar do tempo? A merda que você tem que aguentar da imprensa?.

Jon Schaffer: Agora fica, eu acho. Entre “The Glorious Burden” e agora eu tive uma filha, e isso é mais importante do que qualquer outra coisa, na verdade é a mais importante. Na verdade eu não deixo esses assuntos me afetarem tanto quanto eu deixei afetarem antes, mas se eu digo que eu não vou ficar irritado? Bem... Se alguém disser uma mentira descarada sobre mim ou algo assim, então, sim, eu vou ficar irritado. Entretanto, se eu vou deixar isso me afetar e ficar irritado por um longo período? Definitivamente não, porque eu tenho coisas mais importantes na minha vida agora.

Lucemfero: Certo. Eu notei que você focou no álbum “The Glorious Burden”, então havia uma certa revista que escreveu um falso “rewiew” do álbum?.

Jon Schaffer:
Havia muitas coisas diferentes lá, coisas que disseram sobre aquele álbum que não eram verdade, assim...

Lucemfero: Isso te afetou como músico afinal?.

Jon Schaffer: Hum... Eu acho que não, embora eu não saiba realmente. Eu não acho que tenha me afetado como músico, mas me afetou como ser humano. Não necessariamente como... Isso não me mudou, então não fez nada disso. Eu acho que isso me fez, imediatamente, perceber coisas que eu já sabia.

Lucemfero: Você diria que está mais na defensiva com a imprensa atualmente?.

Jon Schaffer: Mais defensivo?.

Lucemfero: Sim.

Jon Schaffer: Hum... Não, eu sempre fui o mesmo. Eu não sou um puxa-saco, você sabe o que eu quero dizer? Eu sempre fui mais ou menos assim. Se as pessoas entenderem isso, então elas me entenderão. Se eles pegarem isso está bem também, mas eu não... Pra mim, isso realmente nunca foi um campeonato de popularidade. Eu sei que não vou agradar a todos, então eu nem me incomodo de tentar. “Iced Earth” é quem nós somos, eu sou o que sou e a banda é o que somos. Nós fazemos o que fazemos.

Lucemfero: Você acha que a história se estenderá além desses dois álbuns?.

Jon Schaffer: Bem certamente poderia, mas isso será com o “Iced Earth”? Eu não sei... Eu não sei, mas na verdade eu duvido. É possível, mas eu duvido.

Lucemfero: Você gostaria que ela se estendesse ou não?.

Jon Schaffer: Eu te disse, cara... Até o momento eu não gostaria, embora eu não consigo pensar tão longe assim. Eu só estou pensando o que meu instinto de sujeito me diz, nesse momento eu não quero fazer isso, mas em um período de dois anos eu posso mudar meu pensamento. Quem sabe? Eu não tomo decisões imutáveis.

Lucemfero: Você teve que fazer muita pesquisa para essas músicas?.

Jon Schaffer: Não, eu não pesquisei nada. Eu só pensei bastante com minha própria mente.

Lucemfero: Como você descreveria esses dois álbuns vindouros em termos musicais?.

Jon Schaffer: Eles são muito melódicos, muito pesados, muito atmosféricos e épicos. Eu também acho que eles são novos em muitos aspectos, porque definitivamente existem elementos neles que eu nunca ouvi misturados com uma banda de Heavy Metal, embora não esteja dizendo que nunca foi feito. Eu nunca ouvi, eu nunca ouvi alguém usar instrumentos mundiais no contexto que eu usei.

Lucemfero: Isso é alguma coisa muito diferente para o “Iced Earth”?.

Jon Schaffer: Eu acho que de algumas formas é sim, mas o principal continua o mesmo. Há algumas cores bem diferentes, mas a raiz é “Iced Earth”. Sempre foi e sempre será.

Lucemfero: Porque “Ten Thousand Strong” foi escolhido como o primeiro single?.

Jon Schaffer: Bem, parecia ser o certo. Soa basicamente como Iced Earth; Tem um coro gigante, e uma grande gancho com isso. É muito cativante e é curta. Não é uma música longa, então funciona. Parecia ser a certa pra ser lançada.

Lucemfero: Esta música é um reflexo do álbum novo?.

Jon Schaffer: Em parte, mas tem muito mais no álbum, mais cores e profundidade. “Ten Thousand Strong” é uma música de Metal bem direta, embora o álbum tenha muitas cores e atmosferas. É um passeio de montanha russa.

Lucemfero: Você acha que há algo (no álbum) para todo mundo?.

Jon Schaffer: Absolutamente. Eu acho que há algo lá pra cada fã de Metal, e há algo para todo mundo lá.

Lucemfero: Se eu não me engano, vocês gravaram um vídeo para essa música. Eu estou certo?.

Jon Schaffer: Nós gravamos, sim.

Lucemfero: Você pode me falar sobre o vídeo?.

Jon Schaffer: O vídeo foi feito na Suécia. Nós fizemos tudo em tela, e a maior parte do trabalho foi feito na pós-produção. Parece quase animado, tem um visual muito legal e se ajusta perfeitamente. Muito do trabalho foi para isso, mas não está terminado ainda. Então cara, eu tenho que ir. Parece que estamos prontos.

Lucemfero: Como você gostaria que a sua história fosse lembrada no futuro?.

Jon Schaffer: Eu quero que as pessoas se lembrem dela como uma coisa muito legal, e como um álbum especial. Eu espero que a Parte 1 e 2 vistos como o ponto alto no catálogo do Iced Earth e é o meu objetivo fazer deles o nosso “Dark Side of The Moon” ou “The Wall” ou seja lá o que for para o Iced Earth. Então esse é o objetivo e talvez as pessoas vejam isso como uma coisa realmente especial. A própria história, além da banda, e o que quer que se desenvolva... Bom qualquer coisa. Eu não vou ficar fazendo previsões.

Lucemfero: Certo. Obrigado pela entrevista.

Jon Schaffer: OK, cara. Aí está.

Lucemfero: Certo, se cuide.

Traduzido por Mauro B. Fonseca