2008 - Entrevista com Jon Schaffer
Fonte: Metal Experience
Tradução por Antonio Neto e Cristiane McBrain.

o Iced Earth é uma banda Americana de heavy metal que combina influências de thrash metal, power metal, metal progressivo, opera, speed metal e NWOBHM. É conhecido por ter uma inconstante e volátil formação, da qual somente o fundador, compositor, e guitarra base, Jon Schaffer, é o único membro original remanescente, tomando conta de quase toda as composições e comandando a banda. O atual vocalista, Matt Barlow, e o primeiro guitarrista solo Randall Shawver são os membros que mais permaneceram na banda depois de Jon. Barlow entrou em 1994 e permaneceu até 2003, quando foi motivado pelo 11 de setembro a deixar a banda e virar um oficial da lei.

Entretanto, ele voltou ao grupo no fim de 2007. O vocalista Tim "Ripper" Owens virou o novo cantor do Iced Earth em 2003 após sair do Judas Priest (para a entrada do vocalista original Rob Halford). Seu primeiro disco com a banda, o "The Glorious Burde"" (2004), é uma passagem por vários aspectos de guerras e militares famosos que modelaram o mundo moderno. Vai desde a declaração da independência Americana, passando pelo 11 de setembro, até Napoleão Bonaparte.

Em dezembro de 2006, Jon anunciou que lançaria dois discos com o conceito do Something Wicked. Ele também anunciou que a trilogia "Something Wicked", original do disco de 1998 "Something Wicked This Way Comes", seria regravada em um EP com uma nova música, "Ten Thousand Strong". Em setembro de 2007, Iced Earth lançou seu oitavo disco, "Framing Armageddon (Something Wicked Part 1)" e três meses depois Schaffer anuncia o retorno de Barlow á banda. Isso atrasaria o lançamento do Something Wicked Part 2. Isso encerra a passagem de Tim Ripper Owens pelo Iced Earth.

O novo disco, "The Crucible of Man (Something Wicked Part II)" continua de onde o disco de 2007, "Framing Armageddon (Something Wicked Part I)" parou. "The Crucible of Man" traz o retorno do cantor Matt Barlow, quem cantava no disco que trouxe o conceito da saga "Something Wicked" em 1998, em um trio de músicas que encerrava o disco, o "Something Wicked This Way Comes".

Enquanto o disco de 1998 dava uma visão geral da história que Schaffer havia criado, a saga toma vida com o lançamento com os discos "Framing Armageddon" e "The Crucible of Man". Enquanto os dois dão respostas sobre os mistérios que os lançamentos anteriores trouxeram, a relação com a linha temporal da história e os eventos atuais de nosso mundo vai deixar as pessoas refletindo.A habilidade de Schaffer em converger os temas centrais da história sem sempre dizer o porquê das decisões dos personagens e como os eventos acontecem vai manter os fãs da saga no mistério enquanto o enredo "Something Wicked" é revelado.

Há muito a falar sobre isso e então a Metal-Experience foi a Amsterdam para entrevistar o mentor do Iced Earth, Jon Schaffer. Aqui você pode ler o que ele tinha a dizer.

Metal Experience: Boa tarde Jon, obrigado pelo encontro! Gostaríamos de perguntar algumas coisas sobre o novo disco, "The Crucible Of Man - (Something Wicked Part II)" já que ele está para ser lançado em 8 de Setembro (pela Steamhammer/SPV). Como foi compor o disco?

Jon Schaffer: Esse e o "Framing Armageddon (Something Wicked Part I)" foram compostos ao mesmo tempo. Comecei em fevereiro de 2006. Comecei a gravar as baterias depois, em fevereiro de 2007, e então gravamos umas 35 músicas ao mesmo tempo. Então as músicas estão prontas faz um ano. Depois da tour do "Framing Armageddon" na Europa, voltei e compus as letras e melodias vocais. É tudo sobre a mesma história, então foi tudo criado ao mesmo tempo.

Metal Experience: Quais eram os objetivos quando você tinha tudo na cabeça e começou a compor esses discos?

Jon Schaffer: Bem, é uma história bem complexa, então eu tive que descobrir um jeito de contar tudo de um modo musical, porque só dá pra fazer isso com as letras e sem a musicalidade, como um narrativa, o que não seria muito legal. Ao compor uma música você quer ter visões pessoais daquilo para poder colocar na música diferentes texturas, e para elas poderem ser firmes por si só, fora do conceito. Isso traz desafios diferentes. Eu escrevi a história faz 10 anos e o plano sempre foi de usar instrumentos mundiais misturados á música, para dar uma textura diferente, para dar um sentimento tribal de união mundial nisso tudo. Há muitos tipos de texturas com as guitarras. É o primeiro disco onde eu usei vários amplificadores para dar a sonoridade necessária. Fiquei muito tempo trabalhando para conseguir isso.

Metal Experience: Quem foi o responsável pela produção?

Jon Schaffer: Eu e Jim Morris.

Metal Experience: Você teve tudo ao seu controle para preservar a sonoridade do Iced Earth?

Jon Schaffer: Sim, eu estive envolvido em cada coisa que fiz nos últimos 20 anos, então não é novidade alguma. Mas eu acredito que algumas bandas precisam mais de produtores que outras bandas. Algumas tem idéias mas precisam de ajuda para transformá-las em músicas, e isso não acontece com o Iced Earth. Eu tenho uma visão precisa e clara do que eu quero. O trabalho do Jim é de engenharia e co-produção. O que eu deixo ele fazer é porque confio na opinião dele. Além da minha, a opinião dele é a única no mundo em que eu confio sobre algumas coisas em minha música. Então sua opinião certamente me importa. A melhor coisa nele é que ele tira a melhor performance da gente, e me ajuda a tirar de dúvidas teóricas que tenho encontrando a harmonia exata pra uma melodia vocal ou para uma guitarra. Jim conhece muito de teoria musical, então ele me ajuda com isso.

Metal Experience: Dá pra perceber a presença dele no disco?

Jon Schaffer: Bem, ele tocou algumas guitarras nele. Mas acredito que seja algo subjetivo para o ouvinte. Alguém pode ter ouvido uma outra produção do Jim e vai perceber a produção técnica ou algo assim, mas não é algo que eu vá saber. Quero dizer, eu sei o que o Iced Earth é porque é uma criação minha. Surge na minha cabeça antes de estar gravado. E o trabalho do Jim e também o meu é fazer o que está na minha cabeça se tornar realidade. E isso pode ser desafiador.

Metal Experience: Você trabalharia com um produtor externo se a gravadora pedisse?

Jon Schaffer: Não. Vai ser sempre minha decisão.

Metal Experience: Você teve alguma dificuldade com a volta de Matt Barlow á banda?

Jon Schaffer: Não. Porque, ao contrário do que as pessoas acham, compor não depende do cantor. Não do jeito que eu trabalho ou com algum compositor que eu conheça. Qualquer cantor do Iced Earth tem que ter um certo nível ou não vão conseguir acompanhar os shows porque o Iced Earth é uma banda dinâmica, temos muitas músicas diferentes. Então um cantor monotônico que tem uma voz apenas não se encaixaria no Iced Earth. Você tem que ter um alcance grande, para deixar as músicas do jeito que elas foram compostas. Quando você tem pessoas talentosas como Tim (Owens), Matt, Hansi Kürsch (Blind Guardian), com quem eu já trabalhei, esses caras podem fazer quase tudo o que é humanamente possível com suas vozes. Então como um compositor que faz coisas dinâmicas, desde coisas melancólicas e limpas até coisas bem pesadas e rasgadas, coisas altas e limpas, ou médias e fortes, é assim que eu componho. E o cantor tem que poder fazer isso ou ele não estará no disco em primeiro lugar. Então eu componho, e o cantor tem que fazer a parte dele, e não o contrário. Eu não componho de acordo com as habilidades de alguém, isso seria tolice, isso limitaria a música.

Metal Experience: Ok, eu nunca tinha pensado assim.

Jon Schaffer: Uma coisa legal sobre a música é que as pessoas ouvem elas de maneiras diferentes. Tem pessoas que só ouvem a voz, outras que só não ouvem a voz, tem quem preste muita atenção nas letras, e tem quem não faz isso. Muitas só ouvem as guitarras e a bateria, todos ouvem de um modo e isso é muito legal. Mas do ponto de vista de um compositor, eu nunca limitaria minha música por causa das limitações de outras pessoas. A música tem que criar vida, o que está além do cantor, que é apenas outro instrumento nessa mistura. Nas minhas músicas eu escrevo as letras e as melodias vocais, a bateria, o baixo, tudo o que você ouve. Então eu tenho uma visão específica, precisa. Se eu compor as músicas e Matt escrever as letras e as melodias vocais, iria ficar diferente do que eu faria. Porque ele vai fazer o que ele ouve. É um processo diferente, e a maioria do catálogo do Iced Earth foi eu quem compôs sozinho, e eu não posso limitar minha música pelas outras pessoas. A música tem que ser a música.

Metal Experience: Não é difícil para os músicos te acompanharem e acompanharem suas músicas enquanto você evolui como compositor?

Jon Schaffer: Já foi difícil no passado, especialmente no começo, porque as músicas estavam crescendo rapidamente, mais rápido do que a habilidade de alguns músicos, então tivemos que fazer algumas mudanças. Mas o que acontece com o Iced Earth é que mesmo com todas as mudanças de músicos nesses anos, é bem fácil pra alguém colocar um disco nosso pra tocar e ver que é nosso. Você pode perceber nas primeiras notas, e isso, acredito eu, é a definição de estilo próprio, como o AC/DC tem seu estilo, e o Judas Priest tem um estilo, e o Black Sabbath e Metallica e Iron Maiden. Todos esses caras estão estabilizados, eles tem um estilo específico. Todos fomos influenciados por tudo desde os Beatles, mas é sua personalidade e seu caráter que realmente faz isso se tornar individual e chegar a um patamar maior. É um dom que tive, de criar uma banda com estilo específico. Você pode ouvir nossas influências mas temos nosso som. E isso pode deixar as pessoas invejosas e fazer elas falarem muita merda. E é assim porque existem muitos músicos frustrados por aí. Entendo isso mas por outro lado também temos muitos fãs devotos.

Metal Experience: Quanto Matt contribuiu para esse disco?

Jon Schaffer: Nesse, quando ele chegou, era tarde demais. Essa históriam é minha, mas Matt ajudou com as letras de algumas músicas. Porque eu estava bem cansado depois de tudo, sempre compondo, por um ano e meio, então fizemos uma tour de uns meses, e quando voltamos continuamos a compor. Literalmente, foram uns 4 ou 5 dias de descanso em dois anos, então foi difícil. Eu confio nas habilidades do Matt em escrever letras, há pouquíssimas pessoas em quem eu considero a idéia de compor junto comigo. Na verdade, não tem ninguém exceto Hansi (Kürsch). Matt sabe disso e ele conhecia a história desde quando a criei, no "Something Wicked This Way Comes". Eu só dei alguns títulos e pontos chave e sobre o que teriam que ser as músicas e coisas que teriam que estar nas músicas porque eram do jeito que elas estavam ficando. Ele veio com letras ótimas para o disco. Acho que ele compôs 4 ou 5 letras.

Metal Experience: O quanto é importante as pessoas prestarem atenção nas letras das suas músicas?

Jon Schaffer: Não é tão importante. Espero que extraiam algo da música, qualquer que seja. Seja a música que fez alguém se sentir de um jeito ou se foi a letra. Não importa o que eles captem, desde que eles peguem algo. Se eles pegam algo especial das músicas, isso é ótimo, atingimos nosso objetivo. Se é um garotinho que realmente quer virar um guitarrista, e se foi por causa do modo que eu toco guitarra, é ótimo. Se é alguém que gostou da voz do Matt, ótimo. Tudo bem enquanto as pessoas gostarem.

Metal Experience: Foi em 1998 que você compôs "Something Wicked Trilogy", você realmente tinha planejado fazer tudo isso?

Jon Schaffer: Ah sim, foi planejado há anos.

Metal Experience: Porque você optou por lançar "Framing Armageddon" e "The Crucible of Man" separadamente, ao invés de um CD duplo?

Jon Schaffer: Porque é muito trabalhoso lançar como um único trabalho. É algo que a gravadora não permitiria. E, sinceramente, eu sentiria enganado, porque as pessoas não sabem o trabalho que foi colocado nesse disco. E literalmente 90% do tempo eu estava sozinho no estúdio fazendo tudo sozinho. Esse trabalho é fruto do meu amor. E é assim que eu prefiro trabalhar. Quando posso me concentrar e estar isolado e sozinho, sem ser interrompido. Então eu trabalho até que eu acabe. Especialmente quando é algo definido como esse trabalho, uma visão precisa e a história é tão exata que preciso fazer do meu jeito.

Metal Experience: “Se quer fazer direito, faça você mesmo”, não é?

Jon Schaffer: Sim, é assim na maior parte do tempo. Se eu não tinha certeza sobre alguma coisa, ou se eu soubesse que tinha feito algo legal mas não conseguia dar prosseguimento àquilo e precisava de outra pessoa para desenvolvê-la, é uma coisa. Isso aconteceu em algumas músicas. Mas na maior parte do tempo, se eu tenho um tema para uma música, e estou decidido sobre aquilo, prefiro fazer tudo sozinho. É muito mais rápido deste jeito. Quando se trata de criatividade, eu sou o tipo de cara com quem você vai falar. Mas isso não quer dizer que os outros caras não têm nada a dizer, pois eles têm. São caras inteligentes e muito gente boa.

Metal Experience: Pode me falar sobre a história do "The Crucible of Man"?

Jon Schaffer: É uma história muito complexa, então é meio difícil resumi-la. A premissa é que a humanidade na verdade é alienígena ao planeta Terra, e que viemos aqui em busca de um conhecimento supremo, que os seres chamados Setians possuíam. Eles foram os verdadeiros habitantes da Terra e são os descendentes diretos de Deus, ou do grande arquiteto do universo. Então eles tinham todo tipo de respostas sobre o porquê das coisas serem do jeito que são. E os seres humanos vieram atrás deste poder ilimitado, então eles vêm ao planeta Terra e basicamente eliminam a civilização dos Setians, isso tudo está no "Framming Armageddon", e essa história se passa desde a invasão até o nascimento de Seth.

A primeira parte compreende um período de 10 mil anos. Antes da invasão, os Setians vêem o que vai acontecer, em uma profecia. Então eles mandam 10 mil escolhidos entre seu próprio povo para se esconder e sobreviverem aos ataques dos humanos. Este evento é chamado “The Clouding” (O Ofuscamento), que é quando a Terra passa por uma transformação envolvendo grandes desastres, como a inversão das propriedades magnéticas dos pólos, vulcões, terremotos e tempestades, o planeta vira uma loucura. Neste ponto, os humanos acreditam que eliminaram todos os Setians e passaram pelos dias do ofuscamento.

Quando tudo isso passa, eles se esquecem de onde vieram e porque estão aqui. Toda a frota de aviões e navios que vieram para a invasão estão enterrados no deserto. Então um dia eles acordam e o que era uma terra verde e fértil virou um deserto. Então os 10 mil saem do esconderijo, e agora eles se parecem com seres humanos, mas tem características diferentes: eles podem se morfar e se modificar para ficarem exatamente como humanos. Outra coisa que acontece depois do Ofuscamento é mais ou menos como a história da torre de Babel: somente os humanos que têm cor da pele iguais conseguem conversar com os outros. Isso cria muita confusão, porque agora os brancos conseguem conversar entre si e os vermelhos também, mas não conseguem falar com pessoas de cores diferentes, então eles começam a se separar. Esta é uma maneira de manter as pessoas divididas. É tudo parte do plano do Ofuscamento.

Quando os Setians voltam e se misturam com os humanos, eles se tornam líderes e se espalham pelo planeta. As sociedades crescem, mas por todo o tempo, estão sendo manipulados por líderes Setians. Eles constroem a Ordem da Rosa ("Order Of The Rose"), que é como uma organização filantrópica, que deveria ser diferente, fazer o bem para o mundo e para a humanidade. E durante todo o tempo eles estão na verdade planejando a destruição da humanidade. Todos os impérios que nascem e caem, tudo é planejado. Você poderia dizer, por exemplo, que o surgimento e a queda do Império Romano foi planejado pelos Setians, e todas as religiões do mundo também, porque todas essas coisas ajudam a manter a humanidade dividida. Eles exploram as fraquezas do homem para nos levar ao nosso fim. Dez mil anos se passam e então nasce o salvador chamado Seth. Ele nasce 6 meses antes de Cristo e é pessoalmente responsável por sua crucificação e pela nova religião chamada Cristianismo.

É tudo muito profundo, eu poderia falar disso por horas a fio, pois tem muita coisa. Mas o grande lance é que a primeira parte trata do período da invasão, até exatamente antes do nascimento de Seth. E a segunda parte começa de seu nascimento, como em “Behold The Wicked Child”, passando por sua juventude, quando dizem a ele o que ele é o que se tornou, até os conflitos que ele tem com isso e como ele finalmente se aceita.

Então ele passa por testes, toma a coroa e finalmente aceita que é basicamente o Anticristo para a humanidade, mas o salvador da sua raça. Essa coisa realmente não termina, porque todo o universo do “Something Wicked" é muito maior do que dois álbuns do Iced Earth. O modo que escolhi para terminar o álbum é que chegam os dias atuais. Então temos 2 mil anos da vida do Seth, na parte 2, e a única maneira pela qual os seres humanos conseguirão sobreviver a isso é se nós verdadeiramente evoluirmos como espécie. O que significa que teríamos que realmente começarmos a sermos honestos. E este é o problema da humanidade. Nunca vai acontecer, e eles estão usando isso, é a grande arma contra nós. É como a letra de “Come What May” fala, nós morávamos em cavernas e fomos ao espaço, fizemos todas essas coisas grandiosas, mas a natureza da humanidade não evoluiu nada.

Metal Experience: De onde tudo isso vem?

Jon Schaffer: Da minha mente perturbada! (risos) Eu não sei. Nem mesmo me lembro como tudo aconteceu. Só me lembro que a primeira imagem de Seth que veio à minha mente era de um Deus egípcio. Não sei de onde veio, simplesmente veio.

Metal Experience: O que aconteceu com os planos de gravarem um vídeo promocional para o single?

Jon Schaffer: remos fazer, mas tivemos alguns problemas com a SPV, então estamos resolvendo isso. Queremos definitivamente fazer um vídeo.

Metal Experience: Como vocês vão conseguir capturar esta história em um único vídeo?

Jon Schaffer: É difícil, você tem que pegar somente uma parte da história. Nós íamos fazer o vídeo para “I Walk Alone”, e pode ser que ainda façamos. As imagens seriam do ponto de vista de mostrar Seth em um mundo inter dimensional, pois ele também é um viajante do tempo, pode manipular o espaço e o tempo, e isso permite que ele volte e mude as coisas, então acontece todo esse efeito dominó. A idéia era tê-lo nesta área entre as realidades onde ele está manipulando, como no filme Minority Report, quando tem todas aquelas telas. Ele está olhando para tempos diferentes, como a explosão de Hinderburg e o Kennedy sendo assassinado. O vídeo de “Ten Thousand Strong” também foi difícil, pois queríamos dizer muita coisa. Acabou que foi mais sobre a invasão, e mostrando a performance da banda. Este vídeo seria similar, com um modo semelhante de contar a história. Queremos até usar o mesmo diretor, vamos ver o que vai acontecer.

Metal Experience: O que mais podemos esperar do Iced Earth no futuro?

Jon Schaffer: Fizemos muito mais shows este verão o que era esperado. Temos muitos shows planejados para este verão e uma turnê norte-americana em setembro e outubro, então vamos para a Nova Zelândia, Austrália e Japão em novembro. No começo de 2009 provavelmente faremos uma turnê na Europa como “headliners”.

Metal Experience: Que tal tocar a saga completa em um show?

Jon Schaffer: Isso poderia acontecer, sim. Adoraríamos fazer isso, é só uma questão de os fãs quererem que aconteça. Acho que eles provavelmente irão querer, mas precisamos esperar. Quando voltarmos em 2009, não vou querer fazer isso porque teremos muitas músicas em nosso catálogo. Com um catálogo de 20 anos é bem difícil fazer um repertório que agrade a todos. Sair e tocar só coisas novas poderia ser desapontador e não queremos desapontar nossos fãs. Então acho que isso vai acabar em uma turnê bem especial se tudo sair como eu imagino que vá acontecer.

Metal Experience: Aguardaremos ansiosos! Obrigado pelo tempo cedido.

Jon Schaffer: De nada, foi um prazer.