2011 - Entrevista com Jon Schaffer
Por:
Bill Murphy (Iced Earth Official Facebook)
| Tradução: Fábio Hirata
Edição: Johnny Z.
JON SCHAFFER: Quero, antes de mais nada,
deixar claro para as pessoas que a "Dante's Inferno" seria regravada com
ou sem a saída do Matt. A gente não estava tentando ofuscar a original. É porque
precisamos conseguir tocá-la ao vivo. Esse é o motivo. Temos que conseguir
tocá-la ao vivo. Tivemos que fazer isso. Não poderíamos regrava-la, a marcação
das batidas foi apagada das fitas master. Precisávamos dela antigamente. Então
esse é o jeito que podemos tocar a Dante's Inferno ao vivo. Eu falava sobre até
mesmo antes de o Matt anunciar que sairia da banda. Sabemos que as pessoas
querem ouvi-la. A última que ela foi tocada ao vivo foi no Alive in Athens, e
tinha um tecladista junto, o Rick Risberg. Tivemos que fazer isso para poder
tocá-la. E vi comentários por aí dizendo "Bom, o Stu não consegue cantar com voz
grave, e é por isso que tiraram o coral" (risos). Primeiro, o Matt não gravou a original. (risos) Alguns de nós cantamos nela,
mas as vozes que mais apareciam eram a do Jim e do Tom Morris. A voz deles é de
baixo. Eles podem cantar bem grave. As vozes deles são as que mais aparecem
naquelas partes. O resto de nós estava meio que fazendo um canto gregoriano, uma
oitava acima deles. De qualquer forma, não foi o Matt. O motivo de uma parte
estar faltando é porque eu fiz besteira. Eu esqueci dela, e não gravei. Nem
tinha pensado nela. Para mim, eu não estava acessando a faixa original. Talvez
eu devesse ter acessado. Eu estava, basicamente, acessando a música a partir de
bancos de memória, daquilo que eu lembrava. Não queríamos fazer uma cópia exata
do original. Alteramos a seção de ritmo porque eu queria que a bateria ficasse
no mesmo passo do baixo. A música fica mais intensa desse jeito. E assim ficou.
É fato. Mais aguda, mais agressiva, era isso que almejávamos durante todo o
processo de produção. Isso ajudou também. Então nós nem olhamos as partes de
ritmo do original. Eu sabia desde o começo que essa seria uma versão nova,
atualizada. E esse é o resultado. E grande parte dos vocais eu gravei do mesmo
jeito que gravei na versão antiga. Na verdade, eu gravei vários vocais no "Burnt
Offerings". Talvez isso seja algo que as pessoas não saibam. Nós regravamos, mas
eu esqueci daquela parte. Foi mal (risos). Não posso fazer nada agora para mudar. Está pronta, mixada, masterizada,
pronta para ser lançada, então não há chances de voltar e arrumar. É fiz
besteira mesmo (risos). Mas eu acho que os fãs vão levar numa boa. E sabe o que mais? Não espero que
ninguém vá gostar mais da nova versão. Nós só queremos tocá-la ao vivo para os
fãs, manja? E de graça. E vamos gravar uma versão em alta qualidade, temos
conversado sobre isso, vendê-la no estande da banda durante a turnê, gravada num
CD mesmo. Porque eu sei que tem gente que ainda se preocupa com a qualidade do
som. E acontece que eu sou uma delas. Sei que muitos jovens que cresceram
ouvindo música em seus mp3 players ou computadores não ligam muito para um som
de alta qualidade, mas eu ligo. Eu sou um
cara que gosta de ter um bom equipamento de som, analógico. Gosto de poder ouvir
a música do jeito que ela foi feita para ser ouvida. E por isso vamos oferecer
isso aos fãs que quiserem. Vamos tocá-la ao vivo agora porque eu sei que grande parte dos fãs querem
ouvi-la.
Com certeza. Você se importa se eu fizer algumas perguntas enviadas pelos
fãs no Facebook? Ou tem alguma coisa que você quer comentar antes também?
JON SCHAFFER: Vejamos, acho que eu ia comentar algo.
Enquanto você pensa, tem uma pergunta que vive aparecendo: Demons and Wizards.
JON SCHAFFER: É, tem muita cobrança rolando. O Demons and Wizards é um projeto muito
bem-sucedido, sem mentiras. Sabemos disso. Eu e Hansi sabemos que existe uma
cobrança muito grande para sairmos em turnê, gravar mais um álbum. E nós faremos
isso. Mas o meu foco agora tem que ser o Iced Earth. E o Hansi está se dedicando
ao Blind Guardian. Vamos tentar fazer isso, mas a diferença dessa vez é que nós
queremos nos encontrar de verdade e escrever o álbum, e é isso que torna as
coisas complicadas, porque é difícil conciliar nossas agendas, não é como
combinar de tomar uma cerveja a qualquer hora. Precisamos de três ou quatro
semanas juntos em algum lugar, na Alemanha ou sei lá, para podermos trabalhar
nas composições. Isso é um problema. A minha agenda não me permite fazer isso
agora e, sinceramente, não sei quando vou poder. Mas vamos trabalhar com o
Demons and Wizards pelo resto de nossas vidas, sem dúvida. Só não sei mais
quantos álbuns isso significa. Espero que a gente não leve dez anos entre um
álbum e outro (risos). Mas temos que ter em mente que isso é um processo, e que precisa ser
natural. Não podemos forçá-lo. Não podemos fazer algo do tipo “Beleza, temos uma
semana. Vamos trabalhar nisso.” Aí a qualidade não fica do jeito que eu, ou
Hansi, ou os fãs querem. Tem que ser uma coisa natural, e tem que ser divertido,
porque isso sempre afeta o resultado.
Com certeza. Outras perguntas que aparecem bastante têm a ver com seu jeito
de tocar guitarra, e se você vai gravar uma vídeo-aula ou lançar um DVD sobre
isso. Como você adquiriu
essa resistência incrível para palhetar tanto dessa forma e quais técnicas,
exercício, métodos você usa?
JON SCHAFFER: Respondendo a primeira pergunta, não sei se vou gravar um DVD ou não. É algo
que está sendo discutido. O fato é que eu não conseguiria dar muitas dicas
técnicas ou teóricas porque eu não sei nada disso. Eu só sei o que faço. O que
posso dar como conselho é em relação ao que eles podem fazer para trazer
benefícios às suas carreiras. Para mim, fazer como centenas de outros
guitarristas fizeram, mostrar escalas e tal, não vai te ajudar a construir a sua
carreira. Não é a minha cara. O que eu provavelmente poderia apresentar é tudo
sobre como compor uma música até como se promover, como tomar cuidado com as
armadilhas desse ramo (risos). Sabe, seria uma coisa bem diferente, porque trabalhar com teoria musical não
é comigo. Sou um cara que em uma visão mais ampla. Não tenho tempo para isso.
Não consigo cuidar do Iced Earth e fazer todas essas coisas diferentes que
aparecem, e ainda me dedicar à teoria. Não tenho tempo, porque para aprender
tudo isso leva muito tempo. E tem muita gente por aí que sabe isso, e você pode
aprender isso com todos eles. Eu não sou um deles. Posso te ensinar muitas
outras coisas, mas não isso. E eu nem sei se existe um mercado para esse tipo de
coisa. E quanto ao meu estilo de tocar, bom, simplesmente aconteceu de ser
assim. Nem precisei trabalhar nele. Uma coisa eu digo com certeza, não tem a ver
com músculos, tem a ver com o nervo. E sim, é, você precisa adquirir alguma
resistência, mas é mais uma questão de concentração e de poder usá-la,
transportando aquilo que você ouve na sua cabeça para a sua mão. Na verdade,
cara, sei lá, queria que tivesse um jeito de explicar, muita gente me pergunta
isso. Queria que tivesse um conselho que eu pudesse dar às pessoas e que as
ajudasse, mas ao mesmo tempo eu acho que isso não é importante, e é quase
anti-produtivo alguém querer aprender a tocar guitarra como eu toco. Essa outro
coisa que eu ensinaria em uma vídeo-aula minha. Não estou aqui para vender
produtos. Sou um cara verdadeiro, e eu quero que quem me assista encontre sua
própria voz. Não voz de vocalista, mas voz de guitarrista. Encontre a sua essência. Encontre seu próprio estilo. Eu não comecei tocando
música dos outros. Eu tocava o riff principal da Iron Man, e o riff principal da
"Smoke On The Water", e assim que senti que minhas mãos me movimentavam com
conforto pelo braço da guitarra, comecei a trabalhar nas minhas próprias
composições. E eu nunca tinha feito um cover sequer até o quarto álbum do Iced
Earth ser lançado. Nunca me interessei por isso. Eu quero trazer inspiração para
as pessoas seguirem essa direção em vez de seguir o que está nas revistas,
comprar tal produto, tocar de tal jeito, fazer tal coisa. Tudo isso é besteira.
Isso não tem anda a ver com a música. A música vem da alma. E você tem que se
conectar a isso, e não àquilo que tentam te vender e te ensinar. È por isso que
acho que não sou o cara certo para esse tipo de coisa (risos). Talvez eu seja o cara certo se você quer construir uma carreira de verdade
na música, mas se você quiser ser um shredder, então não é comigo. Não me
interesso por isso. Se me interessasse, até faria e, provavelmente me sairia bem
melhor que todo mundo, porque quando me disponho a fazer algo, faço mesmo, me
dedico 100%. Mas eu penso no geral, não em uma coisa que dura 10 segundos na
música. Espero que as pessoas entendam isso. Não quero desmerecer quem faz isso.
Acho bem legal. Eu adoro assistir guitarristas que fazer isso. É incrível. No
entanto, ele nunca foram meus ídolos. Meu ídolo é um baixista, por ter sido um
visionário e ser um baixista incrível, e esse cara é o Steve Harris do Iron
Maiden. Então eu vejo tudo de uma forma bem diferente.
Jon, como você aprendeu a tocar guitarra e o que você me recomendaria para
melhorar?
JON SCHAFFER: Bom, diria para não tentar tocar como eu.
Esse é o ponto. As influências não vem do aprendizado de tocar a música do seu
herói. As influências vem quando você é jovem e está na fase de desenvolvimento,
ouvindo música, e a coisa acontece em um nível que talvez nós não entendemos.
Seu subconsciente é influenciado quando você ouve isso. Você não precisa
necessariamente analisar como se toca, basta ouvi-la. Então não se preocupe em
tocar como eu, se preocupe em descobrir quem você é. Chegue no centro da sua
alma, conecte-se com o que quer que seja a energia que nos dá a música, para nós
que a temos em nossas almas, e podemos fazer a música que dá arrepios, ou que dá
arrepios nos outros. Somos o que canaliza isso. É isso o que somos. Todos os
compositores são. Servimos como canais de algo que vem de algum lugar que não
entendemos muito bem, e isso vem em de repente. E é melhor você tirar proveito
disso quando puder. E se você tem essa capacidade, se concentre nela. Conecte-se
a ela, cara. Pense nas coisas. Pense em cada detalhe. Quando se trata de
precisão ao tocar, você tem tocar cada nota como se fosse a última. Você não
pode ignorar o que você que é fácil, quando na verdade não é. Se você tocar tudo
do jeito certo, é como eu disse para várias pessoas que estiveram na bandas
todos esse anos, você nunca se cansa. Se você toca colcheias em um baixo, e é uma
única nota, e você se cansa, você não está tocando direito. Você deve dominar
cada nota. Dominar. Faça cada nota valer, e você nunca se cansará. Se você tem a
pegada certa na bateria, e toca como gente grande, você vai dominá-la (risos). E você nunca vai se cansar. Você só se cansa se achar que é muito bom para
tocar algo simples. Bom, tenho novidades para você, os caras do AC/DC, a cozinha
do Led Zeppelin, esses caras são o que há de melhor na bateria e no baixo no
mundo, e isso é o que conta. Você tem que aplicar o mesmo tipo de timing quando
toca guitarra base. Veja, o que faz Eddie Van Halen tão incrível é o fato de ele
ser um incrível guitarrista base, e ele faz os solos no tempo certo. E aposto
que ele não se mata 50 vezes no estúdio para fazer isso. Ele acerta o tempo
porque pensa como um guitarrista base. Isso significa que cada nota, cada
palhetada conta. Tudo conta. E se você tocar assim, sua precisão vai aumentar.
Tocar com um metrônomo ajuda. Digamos que você quer toca tercinas a 220 batidas
por minuto, mas você não consegue segurar por muito tempo. O que você faz? Toque
numa velocidade que você tenha consistência. Se for 190 batidas por minuto, é aí
que você vai tocar. Não engane a si mesmo. Grave, ouça, e se você está errando,
você está errando. E você aumenta a velocidade. Vai para 200 batidas por minuto,
e toca o quanto puder e na velocidade que puder, e no ritmo que puder. E quando
começar a errar, pare. E aí você tenta de novo. Na semana seguinte, 210 batidas
por minuto, por quanto tempo puder, no ritmo que puder, com a consistência que
puder. Quando você faz isso, você melhora. É o que tive que fazer com os
bateristas ao longo do tempo, orientá-los, para que tocassem no tempo certo,
para poderem acertar a velocidade em algumas partes. Eu chamo de sprints, e não
vejo motivos para que guitarristas não possam fazer isso também. Tudo isso é
questão fazer cada nota contar. Cada detalhe conta. Se você começar a se enganar
pensando que é muito bom, você já se perdeu. Porque no mundo real, onde você é
um músico que precisa gravar, quando você entra no estúdio, esperam o melhor de
você. E você é pressionado, tem um orçamento, paga por hora e não é pouco, então
é melhor dar o seu melhor, ou então o produtor executivo vai ficar bem zangado
em ter que arrumar as suas partes e fazer você parecer um bom músico. Passei por
isso, sei do que estou falando.
Gostaria de saber se você planeja regravar mais alguma coisa com o Stu?
JON SCHAFFER: Não. Na verdade, como eu já disse, a gente ia gravar a
"Dante’s Inferno" com o Matt,
se ele ainda estivesse na banda. O que pode rolar é um álbum ao vivo. Não temos
a intenção de voltar e regravar qualquer coisa antiga. Quero dizer que não há
sentido em fazer isso. O único motivo que fiz isso no !Days of Purgatory! foi
porque a qualidade da produção era bem ruim nos primeiro álbuns, e conseguimos o
Jim para remixar um pouco do material. Foi só uma remixagem. A "Dante’s Inferno"
não foi regravada no "Days of Purgatory", ela foi remixada. Não tocamos tudo de
novo nem nada disso. São coisas diferentes, porque nós regravamos o material da
demo "Enter The Realm" com o Matt. Brent e Jimmy regravaram o baixo e a bateria.
Tem algumas músicas. Depende. Talvez um dia eu descreva os detalhes de cada
música, mas a ideia aqui era só fazer as músicas soarem melhor, com uma execução
melhor. Quando regravamos a trilogia "The Coming Curse/Prophecy/Birth of the
Wicked" antes do "Framing Armageddon", foi somente para reapresentarmos a história
e alguns dos novos elementos para onde a parte teatral do "Something Wicked"
estava indo de uma forma musical. Adicionamos aquelas percussões para dar uma
nova roupagem. Reapresentar a história, dizer “Olhem, é isso o que vai estar nos
próximos álbuns". É isso. Não estava tentando apagar o que gravamos no passado
ou fazer melhor. Na verdade, eu gosto das duas versões. Gosto do Paul Di’Anno e
do Bruce Dickinson. Gosto do Dio e do Ozzy Osbourne. Não entro nessas discussões
inúteis sobre esse vocalista é melhor, aquele vocalista é melhor, bla bla blá. É
perda de tempo (risos).
Quais são os livros mais importantes para você?
JON SCHAFFER: "The Creature from Jekyll Island" (G. Edward Griffin) é o livro mais
importante escrito até hoje, até onde eu sei. De todos que lia te hoje, é sem
dúvida o mais importante. Quero dizer, existem vários. Se você quiser saber
quais livros eu leio, entre no site do Sons of Liberty.
Qual foi o melhor e o pior momento em toda sua carreira no Iced Earth?
JON SCHAFFER: Uau, tive vários momentos bons, não sei se consigo dizer qual foi o melhor.
Acho que não consigo. Sou muito feliz, tive vários momentos bons. O pior? Bom,
depende se você está falando de coisas que dão errado durante uma turnê, ou
coisas de bastidores que acontecem e que afetam tudo. Mas foi quando eu
machuquei meu pescoço no palco em 1996, em Berlim. Esse foi um momento bem ruim.
E durante a composição e gravação dos últimos dois álbuns, também tive momentos
ruins. Perdi meu irmão, meu pai, e minha irmã no intervalo de um ano. E se você acha que coisas assim não afetam a energia e o resultado de um
álbum, você está se enganando. São coisas grandes e difíceis da vida que a gente
tem que passar, e quando você está num processo tão intenso que é a criação de
álbum, você sente o efeito. Mas eu amo esses álbuns, não estou dizendo que são
ruins. Mas eu ouço a energia, ouço os arranjos, e eu conheço a energia que está
por trás disso, e sei que ela está um pouco desligada daquilo que normalmente
faria. E aproveitando, quero dizer que muita gente me pergunta porque não
regravamos o "Framing Armageddon" com o Matt. Bom, houve conversas sobre isso,
nunca falamos que não ia acontecer, mas falamos sobre isso quando a SPV ainda
estava na ativa. Eles estão falindo. Ainda estão operando, mas numa escala muito
menor, e as coisas mudaram muito. A idéia foi levantada, mas no fim das contas,
quando chegou a hora de vermos como ia ser, não havia dinheiro. E eu não vou
investir uma pilha de dinheiro para regravar os vocais e remixar o "Framing
Armageddon" quando na verdade não tem nada de errado com ele (risos). É um bom álbum. Na verdade, é o meu favorito entre os dois. E Tim fez um
trabalho incrível. E isso é outra coisa que eu queria dizer. Quando eu digo que
não tivemos um vocalista dedicado por 10 anos, as pessoas precisam entender o
que isso significa. Da decisão do Matt, depois do 11 de setembro, de se tornar um
policial, à chegada do Tim depois que o "The Glorious Burden" tinha sido gravado, e
basicamente como um músico contratado, porque ele estava realmente pensando em
seguir sua carreira solo. E era sempre assim, ele fazia o que tinha que fazer,
mas sempre falava disso, pensava nisso, planejava, chegava com ideias para logos
e material enquanto nós trabalhávamos no material do Iced Earth. Então não
venham me dizer que isso é se dedicar à banda, não de alma. Não é. Isso é só
fazer o que tem que fazer e ser pago por isso. Mas cara, eu adoro o Tim. Ele é
um grande cara. Nos divertimos muito juntos. Talvez as coisas pudessem ter sido
resolvidas de forma diferente, não importa, agora é passado. No fim das contas,
as coisas não deram certo. Me diverti com ele, adoro as coisas que gravamos
juntos. E o respeito, a voz dele é incrível. É algo sobre-humano o que ele
consegue fazer. Mas o espírito, a energia, não eram para o Iced Earth. Só queria
deixar as coisas claras aqui. E a volta do Matt era sob condições de que fosse
por meio período, então isso também não é estar totalmente dedicado à banda. Ele
é um cara que tem outra carreira, e ele se dedicava à banda na medida do
possível. Mas não era por completo. E isso faz com que tudo fosse diferente. É
tudo o que estou dizendo. Mas agora, quando você tem um cara jovem como o Stu,
que tem aquela fome e está muito, muito, ansioso, e quer se dedicar, você
percebe, adicione isso ao fato de a minha energia e minha paixão e tudo mais
estão totalmente renovados, e aí acho que temos algo que vai surpreender as
pessoas de forma positiva, sobre como a banda está realmente voltando. Eu só
quero ter certeza de que as pessoas entendem isso.
Algum
single vai ser lançado antes do "Dystopia”?
JON SCHAFFER: Não vai. Não dessa vez. Conversamos sobre isso, mas, para ser sincero, eu só
queria terminar o álbum e mandá-lo para a gravadora para ser prensado no tempo
necessário porque a turnê já estava toda marcada antes mesmo de eu começar a
escrevê-lo (risos). Então foi tipo estar sob pressão como nunca estive antes, sério. E não tinha
lançar um single antes com tudo que estava rolando. Não era possível. E seria
bem difícil para mim e para gravadora, porque ela teria que lançá-lo um tempo
antes do álbum, o que estava fora de alcance. Então eles devem olhar para a
"Dante’s Inferno" como se fosse um single, não é um de verdade, lógico, mas é algo
para deixar as pessoas ansiosas. E fiquei bem feliz com a reação delas.