2001 - Encarte do álbum "Tribute To The Gods" traduzido

“Tribute To The Gods”.

Uma das questões mais perguntadas ao longo dos últimos 11 anos sendo um artista é “Quem são suas maiores influências”?. Sejam jornalistas ou o fã mais leal do Iced Earth, sem dúvidas é a questão mais perguntada. Sendo um fã também eu entendo isso perfeitamente. Eu freqüentemente penso sobre quais foram os compositores e as fontes de inspiração das bandas que me que influenciaram. É muito interessante aprender como esse gênero evoluiu e ver como o poder dos indivíduos tem efeito final na originalidade. Apesar de tudo, a originalidade em sua definição mais verdadeira é quase impossível. Se você pesquisar bastante, encontrará que basicamente tudo já foi feito. Meu avô costumava dizer: "Nada muda sob o sol" e eu encontrei muita sabedoria nessa frase. É não somente verdadeiro na vida mas na música também. O que faz realmente algo soar original é o indivíduo e o que o esse mesmo indivíduo fez para pôr sua assinatura sobre seu tipo da arte. Conseqüentemente provando o poder e a importância da força pessoal dirigindo o indivíduo em um ato bem sucedido da gravação. Há incontáveis exemplos deste na indústria mas eu darei um que acontece comigo porque eu sou um enorme fã. Certamente, eu considero o Iron Maiden uma de minhas maiores influências, mas mais especificamente Steve Harris do Iron Maiden. Ele é sem dúvidas o visionário da banda.

O fundador, líder, principal compositor, baixista é o autor do que eu considero ser o material mais clássico e o melhor do Maiden. Eu não sou o tipo de pessoa que olha para a superfície das coisas e deixo de lado, especialmente se é algo que me emociona ou tem um efeito poderoso em mim. Então eu tive de descobrir o que fez esse cara acertar, quais foram suas influências.... Eu sempre gostei de Thin Lizzy, Jethro Tull e sabia vagamente sobre o Wishbone Ash e bandas do tipo, mas quando descobri que eram as maiores influências do Steve, eu prestei muito mais atenção. Certamente você pode escutar a influência mas você pode definitivamente escutar e sentir da força individual que é o Steve Harris quando você escuta o Maiden. Se você não percebe, você não está escutando bem o suficiente. Você vai perceber o mesmo com Gene Simmons e Paul Stantey do Kiss, Tony Iommi do Black Sabbath, James Hetfield do Metallica, Young e Scott do Ac/Dc, Donald Roeser do Blue Oyster Cult, meus bons amigos Hansi Kursch e André Olbrich do Blind Guardian e a lista continua indo alguns anos atrás, quando esses caras, Paul McCartney e John Lennon influenciaram todos os roqueiros e eles também tiveram suas influências.. Sem esses indivíduos essas bandas nunca existiriam. Isso, acredito eu, é o lance da evolução de todo tipo musical.

Possivelmente a segunda questão mais perguntada é como dar certo no mercado musical. Quando sou perguntado por fãs que são músicos batalhadores que tipo de conselho eu daria a eles, eu sempre digo individualidade. Ter uma visão junto com individualidade é necessário, dedicação e concentração para executar, não importando os custos. Liderança é absolutamente vital. Sempre existirão pessoas que não usam suas forças ou aquelas que acreditam em suas coisas e vivem num mundo de fantasias onde a negação é o combustível de sua existência. Eu encontrei todos os tipos, dos viciados e alcoólatras, de mentirosos a racistas e aqueles no meio entre ambos. E depois sempre terão os posers. Posers são os que tentam se portar da forma que não são, o que se acha líder e não é, o que se acha compositor, os que se acham rock star e não são. Um verdadeiro líder não desiste perante adversidades. Se você tiver a felicidade ou a infelicidade (dependendo da situação) de ser um líder nato, então situação como estas devem ser apenas obstáculos e nunca uma desculpa para desistir. É a diferença entre a realidade e a imitação barata. Eu estaria disposto a apostar que a maioria dos artistas citados acima teve de lidar com um monte de coisas que eu mencionei. Não há absolutamente nada de errado em não ser um líder, mas não tente ser algo que você não é. Seja honesto com si próprio e se concentre em suas forças. Sua banda alcançará novos patamares se todos aceitarem suas fraquezas e forças. O motivo do tributo é para mostrar a vocês de onde veio o Iced Earth. Alguma de minhas memórias mais remotas, voltando aos meus 4 anos de idade, são minha irmã mais velha e eu escutando Black Sabbath, Alice Cooper, Blue Oyster Cult, Deep Purple e Kiss. Eu estava viciado então. Foi um pouco assustador, especialmente Alice e Sabbath, mas era intrigante e magnético. Foi uma válvula de escape em um período muito traumático em nossas vidas. O primeiro disco que eu comprei foi o Kiss “Alive I”. Eu tinha 7 anos quando esse disco foi lançado e foi o início de tudo. Eu conversei com meu pai a respeito de me levar para ver o Kiss em 1979 quando eu tinha 11 anos. Esse foi o dia em que decidi que a música seria a minha vida. Antes do meu primeiro show do Kiss eu tinha descoberto o AC/DC e estava gostando muito deles também. A banda de abertura naquela noite do destino em 1979 foi ninguém menos que o Judas Priest. Eles não eram parecidos com nada que eu tinha visto ou escutado. Dentro de poucos dias eu consegui uma cópia do “Hell Bent For Leather” e estava se tornando mais uma de minhas influências. Alguns anos depois o Iron Maiden entrou no cenário e eles mudaram minha vida para sempre. As composições, as mudanças de tempo e a intensidade me deixaram louco. Foi quando me tornei mais sério e comecei a bolar um plano e uma visão do que seria a minha banda. Então aqui está, um tributo as bandas que influenciaram e moldaram as fundações do Iced Earth. Esperamos que vocês curtam esse disco. Foi um processo muito diferente devido ao fato de apenas ter tocado 6 ou 7 covers em minha vida toda. Algumas dessas músicas que são classificadas como “simples” e se tornaram desafios para nós e alguns de nós desenvolvemos um novo respeito pelos artistas que as gravaram originalmente. Você pode dizer que nós fomos à escola quando gravamos esse disco e foi tanto um desafio quanto um prazer.

Por quase duas décadas a visão continua a mesma, mas sem vocês, seria tudo em vão. Com sinceros agradecimentos. Jon Schaffer – 10 de outubro de 2001.

“Creatures Of The Night” – Kiss

“Alive I” do Kiss foi o primeiro disco que eu comprei com o dinheiro que eu juntei. Eu já tinha escutado algumas músicas do “Hotter Than Hell” e do “Dressed To Kill” porque minha irmã mais velha tinha ambos os discos, mas eu queria ser o primeiro a comprar o “Alive I”. O primeiro show que eu quis ir foi de fato o do Kiss. Eu tinha 11 anos e já era um fã desde que tinha 7 anos. Meu pai, fomos quase sempre muito próximos, me levou para ver eles... Eu o convenci. Ele até que se divertiu, o que foi muito legal (risos). Ele me dizia “Jon, eles não estão nem mesmo tocando suas guitarras. Eles nem mesmo tinham cabos saindo delas”... E eu: “Pai, sim, eles estavam tocando. Eles tinham um sistema sem fio”. Ele pensou que era tão fantástico que não poderia ser real, mas ele apenas não entendia. Ninguém tinha feito nada parecido até então, todos os fogos, as iluminações e os efeitos especiais. Era muito foda. Eu não acho que o Kiss me influenciou tanto musicalmente, mas eles foram a banda que me fizeram querer entra no mundo da música. Antes de conhecer o Kiss, eu queria jogar basquete, ganhar uma bolsa de estudos e ir para a faculdade de direito. Isso era basicamente o que eu tinha planejado, mas quando meu pai me levou para ver o Kiss em 1979, essa foi a noite em que me decidi. “Isso é o que eu vou fazer. Isso me parece muito mais divertido”. Foi um evento muito grande que mudou minha vida vendo eles com aquela idade.

Anos depois, eu e meu pai levamos meu irmão caçula para ver Kiss, que foi o seu primeiro concerto quando eles estavam gravando o “Alive III” em Indianápolis. Eu o coloquei em minhas costas. Eu sempre me lembrarei disso pois tinha três gerações dos Schaffers lá assistindo o Kiss.

“Creatures Of The Night” é um de meus discos preferidos. Eu estava muito, muito bravo e desapontado com eles quando eles lançaram o “Unmasked”. De fato, eu troquei minha coleção inteira de posters e lancheiras porque eu pensei que eles tinham perdido a visão. Quando eles lançaram o “Creatures Of The Night” e Eric Carr, merda, aquilo era pesado. Minha relação de fã com o Kiss tinha voltado. Eu sempre gostei da linha de bateria dessa música. Quando eu vi o Eric Carr fazer um solo na turnê desse disco com o The Plasmatics, me deixou louco.

Musicalmente, eu não acho que vocês irão perceber muito do Kiss em minhas músicas. Talvez na simplicidade de “I Died For You”. Claro, muitas pessoas dizem haver um paralelo entre a voz de Matt e de Paul Stanley, mas isso é pura coincidência, pois Matt não era um fã de Kiss e não foi influenciado por eles. No tom médio, sua voz tende a equalizar com a voz do Paul e isso te dá aquele tom semelhante, mas é apenas coincidência.

“Number Of The Beast” – Iron Maiden

Minha mãe costumava me levar a escola cristã que ia nas manhãs. Eu escutei “The Number Of The Beast” no caminho indo para a escola bíblica (risos). “Woe To You, On Earth And Sea...” . Eu alcancei o volume em ordem de aumentar e minha mãe me olhava tipo assim: “Que porra é essa”. Então os riffs começaram e o frio na barriga também. Eles então foram instantaneamente minha banda preferida e ainda são desde então.

Eles vieram a Fort Wayne na turnê desse disco, abrindo para o 38 Special, mas eu estava de castigo. Você não vai acreditar quantos shows fodas eu perdi por estar de castigo (risos). No ano seguinte, (1983), com o disco “Piece Of Mind”, eles voltaram e foram atração principal em Fort Wayne. A escola já estava em férias de verão e seja lá o que eu e meus chapas estavam fazendo, nós saímos cedo e fomos ao local do show. O Coliseu de Fort Wayne até nosso bairro era basicamente perto. Saímos pela manhã. O pessoal do suporte estava tirando um tempinho de folga, eles estavam bebendo Jack Daniels e jogando frisbee. A gente estava lá conversando com eles, tomando uns tragos de whiskey, tentando parecer da hora, legais e eu me lembro da banda chegando em seus ônibus algumas horas depois. Eles saíram todos do ônibus e eu não conseguia falar. Nesse ponto, eu era um fã gigante do Steve Harris, especialmente por causa do “Number Of The Beast” que me intrigava. Quem está escrevendo isso? Eu estava lendo as letras e as informações e vendo o nome do Steve em todos os lugares. Então eu pensava: “Esse é o cara”. Então quando chegou a hora de tentar conversar com ele, eu não conseguia. Eu tinha essa camisa caseira, em que tinha pegado uma tinta de pintar unhas e desenhei o logo do “Killers” pingando em sangue em uma camisa branca e acho ter dito algo assim: “Você poderia autografar minha camisa do “Killers”... Quero dizer, minha camisa”? Eu me senti um idiota. Eu estava tremendo. Era uma grande coisa para mim, poder estar conversando com ele por alguns segundos, apertar sua mão, pegar seu autógrafo... É algo que você lembra para sempre. Eu estava na segunda ou na terceira fileira nessa noite eu estava completamente, absolutamente vidrado por ele. O jeito que ele tocava e sua intensidade... Eu nunca mais fui o mesmo desde então.

É curioso porque eu nunca fui dessa forma com as pessoas. Eu encontrei o Bruce Dickinson, saí com ele e ele foi muito legal e tudo mais, mas tenho essa coisa com o Steve Harris. Mesmo anos depois em 2000 quando o Demons & Wizards obteve uma chance de tocar com o Maiden no Gods Of Metal Festival, nosso camarim estava exatamente do lado do camarim deles, e eu estava no fundo do palco como uma criança esperando o Steve chegar (risos). Todo mundo estava rindo de mim porque eu estava tão excitado... Ele é tão legal, gentil e um cara com o pé no chão. Até o Maiden então eu era um grande fã de Kiss, AC/DC, Sabbath, Blue Oyster Cult e do Judas Priest, mas havia algo de diferente no Maiden que me chamava atenção. “Essa é a direção musical certa para mim, independente de quando for começar a tocar”. Eu convenci meu pai a me dar uma guitarra no natal. Ele me comprou uma Gibson Les Paul. Eu não entendia nada até ser calouro no ensino médio, mas “Number Of The Beast” foi o disco que aquele fogo entrou em ignição para fazer com que as coisas acontecessem. É o divisor de águas do Maiden: tem aquela fome e intensidade nas composições e eles estavam dizendo: “Nós vamos dominar o mundo”. Eles já eram grandes na Europa, mas esse foi o primeiro disco deles nos Estados Unidos que começou a decolar.

Kiss foi a banda que me fez querer fazer música, mas o Maiden foi a banda que disse: “Schaffer, esse é teu destino”. Um de meus amigos com quem ia para a escola me mostrou como se tocava um acorde de força. Eu conseguia tirar uns riffs do Sabbath então, mas eu nunca me interessei em ficar tocando o material dos outros, então eu comecei a montar minhas próprias músicas. Mesmo nos primórdio da banda nós nunca tocamos covers. Eu senti que tinha algo a dizer e tinha esse desejo inflamado dentro de mim em externar meus sentimentos.

“Highway To Hell” – AC/DC

Minha mãe trabalhava como secretária da divisão da RCA em Indianápolis. RCA estava ligada com o clube de discos da BMG e pelo fato dela ser uma funcionária, ela podia entrar no galpão e pegar qualquer coisa que ela desejasse algumas vezes no ano. Eu e minha irmã dávamos a ela uma lista e parecia meio que Natal. Ela era muito bacana, ela não se preocupava com o que a gente escutava porque ela gostava de Rock. Minha irmã era cinco ou seis anos mais velha do que eu, e nós passamos muito tempos juntos escutando Alice Cooper, Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Como para muitos outros meninos, era nossa válvula de escape. Foi algo que nos ajudou muito e momentos muito difíceis. AC/DC veio através dos amigos dela. “If You Want Blood You’ve Got It”, o disco ao vivo deles, foi o primeiro disco que consegui deles e uma vez que comecei a os escutar, eu comprei todo o catálogo e me tornei um grande fã. AC/DC tem sido uma grande influência em mim querendo fazer parte desse estilo de vida... Eles eram a banda que a gente estava sempre escutando quando estávamos festejando. Você pode ficar muito barulhento com seus amigos tocando AC/DC (risos).

“Burnin’ For You” – Blue Oyster Cult

Há muitas músicas deles que poderíamos ter escolhido, mas se você prestar atenção na letra dessa música, é sobre como nada mais importa além da música e as turnês e fazendo o que você faz. Dizia algo em que eu podia me identificar, mas ao mesmo tempo manda uma mensagem bem obscura... Quase parece que eles venderam suas almas para fazer o que estão fazendo.

“God Of Thunder” – Kiss

Foi na verdade idéia do Matt para gravarmos essa música e me ter cantando nela, pois ele sabe que sou muito fã do Gene não só pelo seu personagem de monstro, mas porque ele é um bom compositor. Primeiro de tudo, eu sei que não conseguimos fazer melhor do que eles. Você apenas não consegue. Uma vez que uma música fica pronta, há certa magia nela. Eu os vi quando tinha 11 anos. Essa era a música onde o Gene fazia aquele lance com o sangue e voava por uma plataforma cuspindo sangue no público. Você não pode fazer algo melhor do que isso. Nós nem fomos à frente com a atitude de tentar ultrapassar a versão original, por que isso é impossível, então a gente Iced Earthzou ela. A bateria e as guitarras estão bastante diferentes. Acho que a fizemos mais pesada e mais obscura, mas obviamente ainda é “God Of Thunder”. Fizemos tudo em 20 minutos.

“Screaming For Vengeance” – Judas Priest

Meu primeiro contato com o Priest foi em 1979 quando eles abriram para o Kiss na turnê do “Hell Bent For Leather”. Mesmo tendo comprado esse disco, eu não dei muita bola até que “Screaming For Vengeance” foi lançado. As músicas estavam bem mais avançadas, os trabalhos das guitarras estavam bem melhores que os primeiros trabalhos por esforço. Não era que eles estavam tocando melhor, mas as composições estavam melhores. Tinha a fome e a raiva. “Screaming For Vengeance” e o “Defender Of The Faith” são os dois disco preferidos de todos os outros deles. Há algo misterioso na introdução desse disco (“The Hellion”) que faz seus cabelos ficar de pé.

É barra abrir para o Kiss. Na turnê do “Creatures Of The Night”, The Plasmatics abriram e eles arrasaram. Eles tinham recém feito “Coup d`Etat”, que era um disco bem metal e não aquele lance punk. Eles obtiveram uma boa resposta, mas eu tenho visto muitas bandas abrirem para o Kiss por duas décadas e é bastante complicado. As pessoas estão lá para ver o Kiss. O Priest não foi tratado tão bem. Nem mesmo o Queensryche foi na turnê do “Warning”. Eu amaria fazer uma turnê com eles, mas seria difícil. Eles ajudaram a decolar a carreira de tantas bandas... AC/DC, Maiden, Priest... Quase todas as bandas que se tornaram grandes depois abriram para o Kiss. Com o Ozzy era a mesma coisa. Se você não chamasse atenção após uma turnê desse nível – estamos falando sobre arenas – sua banda não chegaria muito longe.


“Dead Babie” – Alice Cooper

Tinha um programa na ABC chamado O Especial da Meia Noite, e foi a primeira vez que o Alice Cooper foi ao ar na tv. Eu tinha 4 ou 5 anos. Me enlouqueceu, mas eu não podia sair do quarto, pois estava assustado. Eu me escondi atrás do sofá e olhava para a televisão, mas se o Alice fazia algo muito assustador, eu tapava meu rosto. Ele era do mal, mas eu não abandonava a sala... Ele me assustava, mas eu gostava (risos). Havia certa adrenalina...

Eu não tinha ido ver o Alice Cooper por muitos anos mais tarde, até a turnê do “Trash” em 1989, que, para mim não era o real Alice Cooper. Com o “Welcome To My Nightmare”, a banda original já não mais existia e isso me decepcionou como um fã. Os caras da banda (Michael Bruce, Dennis Dunaway, Glen Buxton e Neal Smith) escreveram as música que se encaixava no estilo sombrio do Alice e uma vez que eles se separaram, Alice contratou músicos de estúdio e de turnês e as coisas começaram a mudar. Se você escutar o “Love It To Death” (1971), “Killers”(1971) e “Billion Dollar Babies”(1973), essas são as melhores merdas. Eu me lembro estar olhando para a capa do disco “Killers” sendo bem pequeno por horas a fio. Se tivesse que escolher uma música épica, teria sido “Halo Of Flies” ou “The Ballad Of Dwight Fry”, porque é uma música louca, insana e muito obscura. “Dead Babies” é muito obscura e eu me lembro de pensar quando criança: “Quanta doença”.

“Cities On Flame With Rock & Roll” – Blue Oyster Cult

Sou um fã de Blue Oyster Cult desde que posso me lembrar. O primeiro disco deles chamado “Blue Oyster Cult” lançado em 1972 era um dos que minha irmã tinha e ainda é um de meus discos favoritos. Eu ainda tenho a cópia original em vinil que era da minha irmã com a capa toda rabiscada por suas amigas. Para mim, como um garoto, o riff nessa música era cada pedaço tão forte quanto o riff de “Smoke On The Water” do Deep Purple e é por causa disso eu queria ela no disco porque eles estavam fazendo algo muito pesado naquela época. Infelizmente, eu nunca os vi ao vivo. Eles vieram na turnê do “Black And Blue”, mas eu estava de castigo, o que foi muito chato porque o Black Sabbath com o Dio estava tocando também. Eu estava querendo muito ver esse show. Eu fiquei de castigo por uma bobeira, provavelmente na escola. Eu perdi muitos bons shows por esse motivo.

“It`s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock `N` Roll)” – AC/DC

Se há uma música motor para o Iced Earth, é essa. Essa é a história da minha vida. Tinha que estar aqui por que é importante para nossos fãs saberem de onde viemos. Nós a deixamos mais pesada. Nós usamos um e-bow, que é um bow eletrônico que era popular nos anos setenta com bandas tipo Pink Floyd. Elas vibravam as cordas magneticamente e nos dá um som muito legal.

“Black Sabbath” – Black Sabbath

Esse era um dos discos que minha irmã tinha quando eu era muito pequeno. Eu me recordo olhar para a capa com a bruxa e ficar muito assustado. Foi a primeira música misteriosa que fez meu cabelo levantar a têm apenas três notas. Prova que complexidade não significa nada quando a música é boa. Você pode assustar as pessoas com poucas notas. Há uma tonelada de música que poderíamos ter feito, mas para mim essa é a marca da banda. É o nome da banda e é o nome do primeiro disco. A abertura com trovões e os sinos de igreja cria uma atmosfera. Do mal.

“Hallowed Be Thy Name” – Iron Maiden

Eu sou fã dos épicos do Steve Harris faz muito tempo. Essa é uma das músicas aonde você pode dirigir 150 milhas por hora na estrada e não perceber porque você está escutando uma sessão jam com as harmonias da guitarra e a sessão rítmica. Leva-te para longe. Minha coisa preferida no Maiden são as partes instrumentais quando você se perde nas galopadas, as linhas de baixo cortantes, a guitarra base e as harmonias. É o marco do som da banda.

Foi barra escolher uma dessas músicas. “Hallowed Be Thy Name” é uma música épica, mas não tão épico quanto “Rime Of The Ancient Mariner” ou “To Tame A Land”. Eu sabia que poderia fazer algo moderno e ainda fazer soar como um épico Eu me sentiria feliz tocando alguma coisa do “Iron Maiden” e do “Killers”, mas eu gostaria de fazer músicas que realmente tiveram uma influência particular e o “The Number Of The Beast” realmente significou muito para mim.

Ozzy

Quando eu vi o Ozzy em 1982, Randy tinha recém morrido. Ele tocou com o Randy em um show lotado em um teatro. A gente não tinha o ingresso mas nós fomos lá no dia do show e estacionamos no estacionamento. Não podíamos ver o palco, mas eu podia escutar o Randy tocando. A turnê do “Diary Of A Madman” foi a qual assisti o show.

Twisted Sister

Se você prestar atenção em muitas músicas metal, há muitas letras que nós nos identificamos muito. Uma das músicas que eu queria gravar e acabamos não gravando foi “The Price” do Twisted Sister. Para mim é uma música que diz muito sobre os sacrifícios que você está disposto a fazer para completar seu objetivo. Dee Snider era um excelente cantor e acima disso, era um bom compositor. Havia muita coisa que não tocava na radio e na MTV e eu não estou dizendo nada sobre “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”. Antes do “Stay Hungry”, havia muitas coisas boas em seus discos.

Traduzido por Alexandre X. Bongestab.