2007 -
Jon Schaffer e sua aparelhagem
Com Jon Schaffer, líder
do Iced Earth e o produtor Jim Morris trancafiados no estúdio Morrisound em
Tampa, Eua, nesta semana para mixar o próximo disco da banda, “Framing
Armageddon”, conversamos com Jon Schaffer antes dele entrar em exílio
temporário na Flórida para questionar qual o equipamento ele tem e estará usando
para gravar o novo material, começando com o lançamento do novo single "Overture
of the Wicked" (4 de Junho na Europa e 5 de Junho nos Estados Unidos). Aqui está
o que o Jon tem a dizer:
"Eu uso as guitarras da Gibson, principalmente a Les Paul, mas qualquer Gibson
Explorer, SG, 135, 335 também serve. Todas elas comandam. Eu também usei uma
guitarra feita por David Thomas McNaught chamada "Phoenix Rising" por quase
todas as linhas principais no novo disco. É um instrumento fantástico e
possivelmente a melhor guitarra elétrica que eu já toquei. Eu normalmente uso
Fender Stratocasters nas passagens limpas no estúdio, mas usei minha '"Red
Baron" Gretsch em diversas passagens limpas dessa vez. Eu toco as acústicas da
Taylor exclusivamente, elas são guitarras simplesmente fantásticas e dentre as
melhores já produzidas.”
"Eu tenho usado amplificadores personalizados feitos para mim pelo Larry
Grohmann nos últimos 15 anos. Esse é e sempre será meus amplificadores, pois o
Larry os desenvolveu em cima do meu estilo de tocar e é de longe o melhor
amplificador com que toquei e eu já toquei com muitos amplificadores diferentes.
Meus amplificadores Larry e os gabinetes da Marshall tem sido meus equipamentos
principais durante as turnês e durante as gravações. No entanto, eu usei
diferentes amplificadores nas duas partes do épico "Something Wicked" porque eu
queria dinâmicas diferenciadas e formatos de tons diferenciados para contar as
estórias. Eu usei um amplificador muito bom para todas as minhas linhas
principais chamado Splawn Quick Rod. Eu também gosto muito dos amplificadores da
Divided By 13, Orange, Engl, Roccaforte, Vox, Voodoo, VHT, Trainwreck e claro,
da Marshall e Fender e todos estão presentes no novo disco, em um determinado
ponto ou em outro.”
"Outro elemento muito importante são as escolhas dos captadores das minhas
guitarras. Além da Gibson, que geralmente são excelentes, eu amo os captadores
do Jim Wagner, especialmente o jogo da Goodwood e o jogo da Bet, mas todos eles
detonam. Eu também gosto muito dos diversos jogos desenvolvidos pelo Tim Mills
da Bare Knuckle Pickups chamados Black Dog e Riff Raff, sendo esses os meus
favoritos, mas todos eles são muito bons. Depende muito do que você está
procurando. No entanto, claro, eu tenho alguns Seymour Duncan e também SG
Supreme com Dimebucker”.
"Eu tenho usado cordas D'Addarrio por 20 anos. Eu uso as 12’s para minhas linhas
principais e 11’s nas Stratocasters. Nas linhas de baixo eu gravei usando a Gene
Simmons Punisher Bass, uma Ibanez de cinco cordas e um baixo especial do Steve
Harris Fender Precision Bass. Eu liguei eles no Ampeg SVT head e em gabinetes
8x10 junto do Marshall VBA 400. Eu também usei um pedal Fulltone Bass Drive na
frente dos amplificadores para ter um pouquinho de força e funcionou muito bem.
Para as músicas que o Dennis gravou, ele usou o baixo Warmick dele na mesma
aparelhagem, mas mudou um pouquinho para complementar seu estilo”.
"Eu comprei uma bateria Drum Workshop preta com hardware escuro para o Brent
usar nessa gravação. Vai ser o kit de gravação original do Iced Earth. O som é
muito bom. Eu adoraria levar na turnê, mas iria ser toda destruída e eu não
posso a perder. Nós temos um kit da Pearl excelente que usamos nas turnês”.
"Eu gosto de aparelhagem, mas não sou uma prostituta. Uma prostituta de
aparelhagem são aquelas pessoas que usam a condição de celebridade, não
importando o quão insignificante são, para ir a eventos tipo o show do NAMM e
tentar conseguir aparelhagem de graça. Essas pessoas vem do mesmo lugar, são
perdedores. Não sejam como eles”.
"Há algumas empresas que eu apoio profundamente e possuem arranjos especiais,
mas apenas tratamos com as empresas nas quais eu realmente acredito. Eu prefiro
minha integridade do que merdas de graça, mas esse sou eu. Me chame de louco”.
Jon Schaffer