Novidade do mês de SETEMBRO de 2008

Sexta-feira, 26 // "Something Wicked" Box e novo DVD

Jon Schaffer comunicou recentemente que o tão esperado box set "Something Wicked" conterá o single “Overture of the Wicked” e álbum “Framing Armageddon", totalmente regravados e remixados com Matthew Barlow nos vocais, bem como o single "I Walk Among You", novo álbum "The Crucible Of Man", somados a algumas músicas extras (provavelmente algumas introduções previamente comentadas e gravadas como "Inject The Venom" e "The Coronation") e também um DVD com material dos festivais que a banda tocou na Europa durante o verão europeu, e bastidores da produção de gravação dos dois últimos álbuns.

Outra novidade que Jon Schaffer comentou é que em Janeiro/Fevereiro de 2009, será lançado um DVD ao vivo, cujo nome será provavelmente "Summer Slaughter", com a performance da banda no Metal Camp Festival 2008 ou Rock Hard Festival 2008, ainda a ser definida, também bastidores e entrevistas no Graspop Festival 2008 dentre outros shows.

Fonte:
Brazil Under Ice

Sexta-feira, 26 // Iced Earth em novas coletâneas em DVD

O clipe para "Ten Thousand Strong" do Iced Earth fará parte de duas novas coletâneas em DVD a saber: "Monsters Of Rock Vol.6" (já lançado no dia 12 de Setembro) e "Rock S'Cool Vol.3" (a ser lançado no dia 17 de Novembro).

Fonte: Brazil Under Ice

Quarta-feira, 24 // Entrevista legendada em vídeo com Matthew Barlow

Clique AQUI e confiram entrevista com Matthew Barlow no festival Bloodstock 2008, legendada pela equipe Brazil Under Ice.

Tradução e legendas por Cristiane MacBrain.

Fonte:
Brazil Under Ice

Terça-feira, 23 // Set-list do primeiro show da nova turnÊ

No dia 21 de Setembro, teve início a nova turnê de promoção de álbum "The Crucible Of Man - Something Wicked Part.II". O primeiro show foi no Harpo's, Detroit, MI, USA e teve o seguinte set-list:

In Sacred Flames
Behold The Wicked Child
Motivation Of Man
Setian Massacre
Burning Times
Vengeance Is Mine
Declaration Day
Ten Thousand Strong
I Walk Alone
Come What May
Watching Over Me
Stormrider
Dracula
Hold At All Costs
High Water Mark
Melancholy (Holy Martyr)
My Own Savior
Iced Earth


Confiram todas as datas agendadas abaixo:

21/09/2008 - Harpo's, Detroit, MI, USA
22/09/2008 - Phoenix Concert Theatre, Toronto, ON, Canada
23/09/2008 - Le Medley, Montreal, QC, Canada
24/09/2008 - Trocadero, Philadelphia, PA, USA
25/09/2008 - 9:30 Club, Washington, DC, USA
26/09/2008 - Amos's Southbend, Charlotte, NC, USA
27/09/2008 - ProgPower Festival IX, Center Stage, Atlanta, GA, USA
28/09/2008 - House Of Blues, Lake Buena Vista, FL, USA
29/09/2008 - The Orange Peel, Asheville, NC, USA
30/09/2008 - House Of Blues, Cleveland, OH, USA

14/10/2008 - The Norva, Norfolk, VA, USA
15/10/2008 - The Palladium, Worchester, MA, USA
16/10/2008 - Nokia Theater, New York, NY, USA
22/10/2008 - Hawthrone Theater, Portland, OR, USA
23/10/2008 - The Grand Ballroom, San Francisco, CA, USA
24/10/2008 - The Wiltern Theatre, Los Angeles, CA, USA


Fonte:
Brazil Under Ice

Sábado, 20 // Ranking de vendas do novo álbum "The Crucible Of Man"

O novo álbum do Iced Earth, "The Crucible Of Man - Something Wicked Part.II" registrou na primeira semana as seguintes posições de vendagem ao redor do mundo:

Hungria: #13
Alemanha: #28
Áustria: #34
Finlândia: #35
Suíça: #39
Suécia: #46
Noruega: #71
Holanda: #71
Bélgica: #72
Estados Unidos: #79
Estados Unidos (independente): #8
Estados Unidos (Hard Music): #17
França: #86
Inglatera: #168
Inglaterra (Heavy Metal): #19

Nos Estados Unidos, na primeira semana após o lançamento, "The Crucible Of Man" vendeu aproximadamente 6700 cópias.

Fonte:
Brazil Under Ice / Blabbermouth

Quinta-feira, 05 // Trancrição e tradução de entrevista com Jon Schaffer

Confiram um breve resumo do que Jon Schaffer comentou em uma entrevista em vídeo para o site Face Culture.

Tradução exclusiva Brazil Under Ice por Cristiane McBrain.

O início de seu interesse pelo rock:


JON SCHAFFER: Comecei a gostar com uns 3, 4 anos. Era o começo dos anos 70 e na minha casa tocava muito Black Sabbath, Deep Purple, Alice Cooper, Blue Oyster Cult. O mais legal é que minha mãe trabalhava na RCA, e um dos melhores amigos dela lá trabalhava no departamento de vinis, então basicamente podíamos pegar o que quiséssemos de graça. Foi assim que eu e minha irmã fomos expostos a essas bandas.

Então em 1979 seu pai te levou a um show do Kiss...

JON SCHAFFER: Depois de eu ter implorado a ele por anos (risos). Eu comprei o Kiss Alive quando tinha 7 anos, no dia do lançamento, e ainda está no meu “top 5” de álbuns favoritos. O impacto, a atmosfera daquele álbum.... é provavelmente o melhor álbum ao vivo de rock ‘n roll de todos os tempos. O Kiss foi a banda que me inspirou a fazer isso, mas não acho que eles me influenciaram musicalmente; talvez um pouco, mas eu realmente não percebo. Foi neste show que eu decidi que era aquilo que eu queria fazer, mas só quando o The Number Of The Beast (1982) foi lançado é que eu soube a direção em que eu queria ir.

Ainda na sua infância, você teve alguns problemas ao questionar a autoridade de algumas pessoas, certo?

JON SCHAFFER: Eu freqüentei uma escola luterana durante 5 anos, da 4ª à 8ª série, e muitas das coisas que eu vivi nessa escola realmente mudaram quem eu sou e minha visão das coisas.

Positivamente?

JON SCHAFFER: Na época, eu diria que foi negativamente. Mas agora, olhando pra trás, foram experiências que, embora muito difíceis, formaram a pessoa que eu sou hoje. E sou agradecido por isso, pois passei por experiências que a maioria das pessoas nunca passará, e acho que isso me torna um pouco mais sábio perante ao mundo, sabe? Eu vi muita hipocrisia naquele lugar. Provavelmente um dos maiores exemplos foi quando entrei em uma discussão com um dos pastores sobre “evolução x criação divina”. Eu estava na 5ª ou 6ª série, com 9 ou 10 anos de idade. E eu tinha perguntas para as quais o cara não tinha respostas, e ele aparentemente sentiu-se ameaçado. Em certo ponto, ele me agarrou pelo cabelo, me arrastou até o banheiro, pegou um sabonete e esfregou na minha boca. E isso só porque eu não queria me submeter àquelas idéias e ele não conseguia responder às perguntas, o que fez com que ele passasse vergonha em frente à classe. Havia muitas coisas abusivas como essa.

Com 16 anos você se mudou para Tampa. Foi uma época difícil?

JON SCHAFFER: Sim, bastante. Por um tempo, eu tive que dormir no carro. Mas aprendi bastante também. Nesse ponto da minha vida, falhar não era uma opção. Ou eu acabaria morto, ou numa prisão, conseguiria realizar meu sonho. É claro que eu poderia voltar pra casa e admitir a derrota diante dos meus pais, mas isso não era uma opção. Foi bastante difícil. Meu melhor amigo na época foi morto pouco antes de eu me mudar, e isso também me serviu como combustível. Eu quis sair de lá e buscar o sonho que nós tínhamos quando crianças, formar uma banda, fazê-la grande e tudo mais. Ele foi o responsável pelo nome Iced Earth, e depois que tudo isso aconteceu, realmente serviu de combustível pra mim, não desapontá-lo, não desistir do nosso sonho.

O nascimento da sua filha mudou de alguma forma o seu jeito de compor, sua criatividade?

JON SCHAFFER: Com certeza. Eu não saberia dizer exatamente a forma como mudou, mas o que eu sei é que o único modo de crescer como compositor é crescer como ser humano, e não tem nada a ver com prestar atenção na moda do momento ou no que as outras bandas estão fazendo. O único modo de um artista crescer é viver, é querer aprender sobre a vida, sobre você mesmo, sobre o que estamos fazendo aqui. E se um artista viver desse jeito, isso vai influenciar na sua arte. O que minha filha fez foi me dar perspectiva, que eu não tinha antes. E agora, em vez do Iced Earth ser a coisa mais importante do mundo, ela é a coisa mais importante do mundo, e isso me fez ver o Iced Earth com olhos diferentes.

Como você teve a idéia para o personagem Set Abominae?

JON SCHAFFER: Na verdade eu não sei como a história surgiu na minha cabeça, simplesmente surgiu. A primeira coisa que apareceu foi o Set. Mas a história mesmo provavelmente veio das minhas opiniões sobre o que a religião causou aos homens, sobre o meu interesse numa potencial conspiração do governo, esse tipo de coisas. A história tem um pouco de tudo.

Poderia nos dizer um pouco sobre a história?

JON SCHAFFER: A história é muito complexa, é meio difícil explicar, mas a primeira parte trata dos primeiros 10 mil anos, e parte da premissa de que os seres humanos na verdade são alienígenas ao planeta, e que os habitantes originais da Terra seriam um grupo de seres chamados Setians. Eles são os descendentes diretos de Deus, e têm todos os poderes imagináveis, pois sabem como o universo funciona e tudo mais.
Enfim, os anciões vêem nas profecias que os seres humanos virão invadir o Planeta Terra, em busca do conhecimento que eles possuem. Sabendo que serão destruídos, eles reúnem 10 mil seres da raça para se esconderem, enquanto a invasão – chamada O Ofuscamento - acontece. E há meio que um paralelo com a Torre de Babel, pois depois do Ofuscamento, os seres humanos acordam e não conseguem mais conversar uns com os outros, mas apenas os que compartilham a mesma cor de pele. É aí os seres humanos começam a se dividir e a se espalhar pelo planeta, mas agora aqueles 10 mil voltaram e se misturaram com os humanos, e eles têm a aparência de humanos. Eles se tornam líderes, e então podem manipular os humanos durante o período de 12 mil anos, o que, no final das contas, causa a queda da humanidade. Eles criam as religiões e estão por trás de todos os governos do mundo.
Como eu disse, é bem complexo, mas no "Framming Armageddon" são os primeiros 10 mil anos da história, e o "Crucible Of Man" começa com o nascimento de Set, que é o Anti-Cristo para a humanidade, mas o salvador de sua própria raça.

Há um paralelo talvez com a história de Jesus?

JON SCHAFFER: Sim, na verdade ele nasce 6 meses antes que Cristo, e é responsável por todas as coisas que Jesus faz, basicamente. Ele o manipula completamente e também é responsável por sua crucificação. E eles são responsáveis pelo Cristianismo, Islamismo e tudo mais.

Na história, o que é fantasia e o que não é fantasia, pra você?

JON SCHAFFER: É tudo fantasia, é tudo ficção científica. Mas o legal é que qualquer coisa pode se encaixar neste universo, no universo Something Wicked. Você pode manipular qualquer coisa que já aconteceu na história da humanidade para se encaixar neste universo.

Dentro desta teoria, como você explicaria a batalha de Gettysburg?

JON SCHAFFER: Analisando o contexto geral, este seria o momento em que os Estados Unidos continuam a ser um país unificado, e por alguma razão, isso beneficia os Setians neste ponto da história. Se os Estados Unidos se dividissem em 30 países diferentes, e isso seria ruim para os Setians. Pois tudo que eles fazem tem o objetivo de trazer a destruição à humanidade. E o modo como o "Crucible Of Man" termina na verdade não termina, mas traz a história aos tempos modernos, e a idéia é: a única maneira de a humanidade realmente evoluir, é se começarmos a aprender a sermos honestos. E se há algo das minhas crenças pessoais que está misturado no meio dessa história, é que, embora a humanidade tenha evoluído de muitas maneiras, nós morávamos em cavernas, e chegamos ao espaço, criamos a internet e todas essas coisas que inventamos – mas a natureza humana não mudou nada. Estamos fazendo as mesmas merdas que fazíamos há 20 mil anos. Esse é o grande lance.

E você acha que algum dia vamos mudar?

JON SCHAFFER: Não, duvido muito. Acho que teria que haver algo como uma invasão alienígena para fazer a humanidade mudar (risos).

Fonte:
Brazil Under Ice

Sexta-feira, 05 // Tradução de entrevista em áudio com Jon Schaffer

Confiram um breve resumo do que Jon Schaffer comentou em uma entrevista em áudio para o site FourteenG.

Trandução exclusiva Brazil Under Ice por Cristiane McBrain.

Reunião com Matthew Barlow: Quem ligou para quem primeiro?


JON SCHAFFER: Eu liguei para o Matt. Bom, na verdade nós somos cunhados, então nos encontrávamos sempre, mas nunca falávamos de música. E quando o Iced Earth estava fazendo a turnê na Europa, eu ouvi que o Matt iria gravar com o Pyramaze, então liguei para ele, pra ver como estavam as coisas. Na verdade a nossa primeira idéia foi ter algum tipo de projeto solo, pois não pensei que seria possível para ele voltar à banda e continuar sendo policial. Mas fomos discutindo durante um tempo, e no final decidimos nos reunir.

Mudança freqüente de músicos na banda: Você diria que é uma pessoa difícil de se lidar ou ocorrem situações em que os músicos não entendem sua visão sobre as coisas?

JON SCHAFFER: Eu diria que é um pouco de tudo. Eu sou um cara difícil, mas o Iced Earth não é uma banda no sentido tradicional; não são 5 caras que se juntaram e fazem o som do Iced Earth. Desde o começo, é a minha banda, sempre foi a minha visão, o veículo para minhas músicas. Eu sei que tem pessoas por aí que tem esse ideal de como as bandas são, mas a verdade é que, muitas bandas por aí que agem como se fosse assim, pois querem ser politicamente corretas e tudo mais, mas na verdade, a maioria das bandas tem uma ou talvez duas pessoas que comandam o barco. É assim que as coisas são, eu apenas sou mais honesto. Não sou um “poser” e não puxo o saco de ninguém, pois não faz a mínima diferença para mim.
Muita gente não tem idéia do que eu faço na banda, eles pensam que eu somente toco guitarra e levo o crédito por todo o resto, o que é ridículo. Eu sou o cara que toma as decisões e que faz as coisas funcionarem. E como eu sou muito honesto e muito direto, isso acaba assustando as pessoas.

"The Crucible Of Man": Você está feliz por finalmente ter acabado a história, já que ficou trabalhando nisso por mais de uma década?

JON SCHAFFER: Sim, estou muito feliz, e na verdade não faz uma década. Tudo começou em 97, com o "Something Wicked This Way Comes", no qual a única coisa a ver com a história era a trilogia. Eu planejava lançar a parte 1 logo após, mas devido a questões contratuais com a Century Media, decidi deixar o projeto suspenso. Tudo bem, começou há uma década, mas eu comecei a compor para o "Framing Armageddon" e o "The Crucible Of Man em fevereiro de 2006.

Fonte:
Brazil Under Ice