ÁLBUM:
Night Of The Stormrider
Review por Antonio Neto
Sinos e corais dão início ao disco e á faixa
Angels Holocaust, canção com várias passagens,
narrando as desventuras de nosso protagonista, que
com sua alma dominada pelo ódio que nutriu pelo
mundo depois de sofrer tanto, decidiu retribuir,
tornando-se uma pessoa terrivelmente maligna. Uma música
bem trabalhada tanto na parte instrumental quanto na
parte vocal, mostrando boa versatilidade de Greely e
excelente técnica de Randy.
Após o sofrimento narrado, uma curta passagem,
acompanhada de trovões, chuva e vento liga a
primeira canção á segunda, Stormrider, cantada
integralmente por Jon Schaffer. O personagem do
disco se entrega ao caminho do mal, tornando-se uma
nova pessoa. Assim como todo o álbum, essa música
tem vários riffs, refrões cativantes, solos e
mudanças de ritmos.
O caminho que nosso personagem seguiu continua em
The Path I Choose, que começa bem rápida e com um
riff muito rápido e cortante, a marca mais característica
de Schaffer. Milhares de outros riffs completam a música,
o que talvez seja o maior atrativo do disco. Tendo
demonstrado grande sucesso em espalhar o mal, a força
mais escura da natureza tenta atrair o cavaleiro da
tempestade e unir forças.
Em seguida, temos Before The Vision, curta passagem
acústica cantada que nos remete ao Black Sabbath,
importante influência da banda.
Mystical End, composição que a banda já tocava em
sua primeira turnê (assim como Stormrider), não
traz muitas novidades, mas mesmo assim se mantêm
como uma ótima música, com riffs bem variados e
Greely demonstrando boa técnica.
A introdução da música seguinte nos transmite um
clima bem tenso, preparando o ouvinte para uma música
bem pesada, e Desert Rain nos traz, mais uma vez,
Jon Schaffer cantando, mas dessa vez apenas em
alguns versos, revezando com Greely. Desert Rain,
assim como Colors (do primeiro disco), ganhou um vídeo
promocional. É uma música que consegue misturar várias
passagens com velocidades diferentes de maneira
muito natural, algo muito comum no Iced Earth.
Pure Evil, excelente música, narra uma batalha
entre o céu e as trevas. Não é fácil comentar
essa música, basta dizer que mesmo entre tantas canções
excelentes, ela consegue se destacar muito bem.
Riffs, refrão, solos, tudo foi composto com muita
maestria, transmitindo muita energia.
Reaching The End segue a mesma linha de Before The
Vision, tendo o herói consciente de seu destino e
pronto para completar sua jornada.
O cavaleiro, em Travel In Stygian, agora é um
enviado do inferno, e se lembra de sua vida antes
dela mudar. Mas ele sabe que não há mais retorno.
Uma música bem épica, uma das maiores obras do
Iced Earth (nos dois sentidos, pois é a mais longa
do disco, com mais de 9 minutos), com passagens
pesadas, outras mais cadenciadas, e outras cheias de
emoção (um prato cheio para Barlow mais tarde), e
acaba por encerrar o disco com uma passagem em piano
e violão.
Night Of The Stormrider é um marco na discografia
da banda, teve muitas músicas escolhidas para ser
regravadas no Days Of Purgatory e para serem tocadas
no Alive In Athens É um dos três favoritos de Jon
Schaffer. Apenas duas músicas nunca foram tocadas
ao vivo: as introduções/passagens Before The
Vision e Reaching The End.
É quase impossível destacar apenas algumas músicas,
dado que o disco todo é bem homogêneo, mantendo o
altíssimo nível de qualidade do começo ao fim.
Realmente, é uma obra de arte.
Foi o único disco onde John Greely (vindo da
desconhecida banda chamada Quasimoto) participou
cantando no Iced Earth, substituindo Gene Adam (que
foi demitido por Jon por sua voz não se encaixar
nas composições do segundo disco), pois foi
despedido devido a desentendimentos pessoais com Jon
Schaffer. Muitos acreditam que poderia ter se
tornado um excelente vocal se continuasse evoluindo.
Seu substituto foi o lendário Matthew Barlow.
Com a entrada de Tim Owens em 2004, muitos fãs
desse disco esperam que ele tenha muitas músicas
resgatadas nas futuras turnês da banda, devido ao
estilo de cantar de Greely se assemelhar ao de
Owens..