27 de
junho de 2008
Bang Your Head Festival, Balingen, Alemanha
Olá para todos vocês denovo. Bem vindos ao novo comentário no diário Road Rage
da turnê.
Começamos com um dia de folga em Balingen, Alemanha. Freddie e Matt foram
visitar um castelo da região e tiraram fotos ótimas. Eu me encontrei com Michael
Wilton e "Bonez" (guitarristas do Queensryche) no hotel na noite anterior ao
show. Os dois parecem ser bem legais. Houve um pré-festival em um clube próximo,
e alguns dos caras foram ver. Sobre o show...
Era sexta feira, 27 de junho quando tocamos no festival Bang Your Head. O show
foi ótimo, a banda tocou bem e a platéia estava ótima. Após o show, fizemos uma
sessão de autógrafos que estava programada pra durar meia hora, mas Jon insistiu
para que ficássemos até todos conseguirem um autógrafo, então acabou demorando
uma hora e meia. Os fãs adoraram isso. Ouvimos o Queensryche tocar enquanto
dávamos autógrafos aos fãs. Troy trocou uma bandana por um chapéu. Havia uma
piscina inflável nos bastidores que foi destruída por alguns caras que talvez se
esqueceram de colocar suas roupas de banho, foi algo que eu não precisava ver.
As refeições aqui foram provavelmente as melhores da turnê. Almoçamos assados e
jantamos bife. Haviam alguns balões de ar quente no lugar. Fomos visitados por
Eddie Jackson (baixista do Queensryche) em nosso camarim. Ele é um cara muito
legal. Era o aniversário de dez anos do festival Bang Your Head, como evento a
céu aberto, e sentimo-nos honrados de tocar nele. Comemoramos o aniversário de
Ronald Matthes essa noite, em que ele fazia 41 anos. Ele é o gerente, diretor e
produtor da Roax films, e tivemos o prazer de tê-lo na turnê para filmar os
shows e um documentário que está agendado para ser lançado no outono (americano)
do ano que vem.
Como sempre...
O Metal Vive
Brent Smedley
24 de
junho, 2008
Olá mais uma vez para todos vocês. Tenho o prazer
de publicar mais uma Road Rage Report de 2008.
Começamos nos reunindo em Indiana para alguns dias de ensaio. Depois, fomos para
a Europa para uma turnê por alguns festivais e 4 shows com o Judas Priest.
Chegamos em Paris, na França, na sexta, dia 20 de junho. Aqui nós nos
encontramos com a equipe, o ônibus e os motoristas. Eu acho que seria uma boa eu
apresentar os membros da banda nessa aventura.
Nosso primeiro show foi no sábado, dia 21. Foi em um festival em Clisson, na
França, chamado "Hellfest", é um festival à céu aberto com vários palcos, uma
área para feiras e o lojas especializadas em produtos referentes ao heavy metal.
Nós tocamos em um dos palcos principais. Dois palcos são montados um ao lado do
outro, enquanto uma banda toca, a outra se prepara. Tivemos que tocar durante o
dia por causa da nossa viagem de 12 horas de ônibus para o próximo show na
Holanda. O show foi legal e o público era grande e participativo. Foi melhor
fazer o aquecimento no palco enquanto o metal começava a fluir. O nosso técnico
de monitor (o infame Simon) chegou no meio do show por causa de um "problema
técnico" no vôo dele. O avião em que ele estava teve que retornar ao aeroporto,
atrapalhando a sua chegada ao festival para nos encontrar. A presença dele foi
notada imediatamente.
Saímos de lá por volta das 8 da noite e fomos para a Holanda, e para o nosso
primeiro show com o Judas Priest. Tenho que dizer que estávamos empolgados e
muito honrados em dividir o palco com esse ícone do Heavy Metal. Esse show foi
uma matinê de Metal que começou às 2 da tarde e acabou por volta das 9 da noite.
Tudo isso porque havia um campeonato europeu de futebol (não de futebol
americano), a Eurocopa, e o time da Holanda
estava participando. O show estava marcado para acabar antes de o jogo começar
porque o futebol na Europa é bem popular e muitas, muitas pessoas vão aos jogos.
O show com o Judas Priest foi legal, foi na cidade de Zwolle, em um lugar
chamado Ijsselhallen. Depois disso, fui dar um volta para ver a cidade. A
Holanda é famosa pelos seus moinhos de vento e tulipas, mas não vi nem um nem
outro nessa parte. Havia uns canais bem legais com uns barcos bonitos. Voltei
para a casa de shows a tempo de ver o Judas Priest, que está em ótima forma. A
banda tocou muito bem e Rob Halford cantou melhor ainda. Eles usam um ótimo
equipamento no palco também. Depois do show nós ficamos em um hotel perto de um
pasto, dava até para ouvir as vacas durante a noite.
No dia seguinte fomos para Dusseldorf, na Alemanha, para nosso segundo show com
o Priest, no Phillipshalle. Essa casa de shows era melhor e o público era muito
louco. Nós fizemos um grande show e eles nos mostraram a sua apreciação e
aprovação. Essa foi, de longe, a minha melhor apresentação até agora e acho que
de toda a banda também. Eu a dediquei para a minha mãe, Bonnie Smedley, por
causa do seu aniversário. Ela fez 66 anos no dia 23. Sou muito grato a ela por
todos esses anos de apoio e incentivo desde quando eu era só um aspirante de
baterista. Além disso, por todas as horas que ela teve que me ouvir praticando,
e é por causa disso que sou capaz de fazer o que faço agora.
Tive o prazer de conhecer Doro Pesch, que era do Warlock nos anos 80 (basta
lembrar do clipe da música "All We Are" na MTV). Ela tem a sua própria banda,
Doro. Ela fez um dueto com o Rob Halford na "Breaking The Law", foi muito legal.
É bom ver dois vocalistas com uma história tão rica ainda cantando tão bem. O
Judas Priest está na ativa desde os anos 70 e Doro vai comemorar seus 25 anos de
carreira no dia 13 de dezembro com um show no ISS Dome, em Dusseldorf. Ela foi
muito graciosa e carinhosa.
Agora estamos indo para Munique, ainda na Alemanha, para um show em um lugar
chamado Zenith. Acho que isso resume os primeiros dias da turnê., estamos muito
contentes de voltar à estrada e levar o Metal para as pessoas durante o Summer
Slaughter 2008. Fiquem ligados nas próximas atualizações, notícias e aventuras
da estrada. As próximas serão de algum outro membro da banda para que vocês
possam ter uma outra perspectiva da turnê.
O Metal Vive
Brent Smedley
08 de
Maio de 2008
Olá novamente, meus amigos, sejam bem-vindos à primeira edição de 2008 dos
diários Road Rage.
Como muitos de vocês já estão sabendo, ocorreram grandes mudanças desde o último
diário, em 2007. Demos às boas-vindas ao vocalista Matt Barlow, que está de
volta a banda. É ótimo ter Matt de volta e poder ouvir sua voz novamente. Também
adicionamos Freddie Vidales no baixo, um baixista incrível e um cara muito
legal. Acho que ele irá se encaixar na banda de forma esplêndida.
O novo single será lançado em 13 de junho e consiste em uma nova música chamada
“I Walk Alone”, assim como novas versões de "A Charge to Keep", "The Clouding",
e "Setian Massacre”, todas com Matt no vocal. Os ensaios para os festivais
vindouros foram bons e todos nós estamos muito empolgados por tocar para os fãs
mais uma vez.
O primeiro show da temporada de 2008 foi em um lugar em Chicago chamado “The
Pearl Room". Os produtores aqui foram muito prestativos e atenciosos. A mobília
do camarim parecia ter saído direto de um filme do Austin Powers, tinha até
cadeiras rosas e cortinas franzidas em rosa e roxo, adornando a parede.
Depois da passagem de som, houve uma sessão de autógrafos com um grupo de fãs e
patrocinadores. Alguns fãs vieram de longe: Seattle, Nova York, Michigan, e
outros lugares distantes.
Há muita empolgação e expectativa para a turnê de 2008. Essa é a primeira vez
que o Iced Earth tocou nos Estados Unidos em mais de 3 anos. Muitos fãs ficaram
agradecidos por terem tido a chance de conhecer a banda, autografar seus cds e
tirar fotos conosco. Um fã em particular (Rafael, que é da Guarda Costeira dos
EUA), trouxe presentes para todos nós. Ele deu a Jon um relógio oficial da GC; a
Matt uma réplica de um navio da Guarda Costeira; a mim uma camiseta, um boné e
uma garrafa de vodka, ao Troy uma garrafa de vodka e uma caneca, e a Freddie,
uma caneca. Foi um gesto muito gentil, gostamos muito.
Então, ao show!. O público estava absolutamente fantástico!. Nos disseram que
foi o recorde de público daqui. A banda tocou extremamente bem e a audiência
parecia devorar cada nota. Foi um ótimo show de retorno para Matt, e um primeiro
show fantástico para Freddie. Várias vezes os fãs começavam a fazer coros de
“Welcome Matt” (“Bem-vindo, Matt”). Todo mundo parecia estar muito feliz com o
retorno de Matt aos vocais.
Depois da primeira parte do set, retornamos ao palco para o bis e fechamos com a
tradicional “Iced Earth”. Quando o show terminou, ficamos ali no local com
vários velhos amigos, até a hora de fechar. Um em particular, que ficamos muito
felizes em ver foi Scott Davidson, o dono da Rebel Radio, um bom amigo que nos
ajudou muito, no passado.
Também fiquei feliz em conhecer um representante da Trick Percussion, que me
mostrou seus fantásticos pedais de bumbo. Depois que a casa de shows fechou,
alguns de nós fomos a uma grande festa que foi dada em nossa homenagem, em um
hotel ali por perto. É ótimo tocar novamente nos Estados Unidos, e Chicago foi
uma escolha excelente para o nosso retorno!
Então, fiquem ligados para mais atualizações vindas do Canadá e Alemanha, no
próximo fim de semana.
ESTAMOS DE VOLTA COM FORÇA TOTAL!!!.
O METAL VIVE
Brent Smedley
30
de Novembro de 2007
Bem-vindos á 11ª e última parte do diário Road Rage.
The Worldwide Wicked Tour, Capítulo 2: O Reino Unido, com o Heaven and Hell e
Lamb of God.
A turnê no Reino Unido finalmente acabou. Primeiramente, gostaria de agradecer
ao Heaven and Hell novamente por ter nos dado a oportunidade e a honra de abrir
para eles. Muito obrigado aos caras do Lamb Of God também, que viraram nossos
amigos. Eu gostaria também de agradecer a todos os meus companheiros de banda;
Jon, Tim, Troy, e Dennis, com quem eu tive a honra de ter tocado junto toda
noite. Acredito que crescemos muito como banda, como amigos, e como irmãos no
Metal. Esforçamos-nos ao máximo toda noite e acho que atraímos muitos novos fãs
e satisfizemos muitos fãs antigos também.
Obrigado novamente á equipe fenomenal que tornou nosso trabalho muito mais fácil
e gratificante (para a relação deles, veja o diário nº7). Foi um prazer trazer
nossa música de volta á Europa e também difundir nosso metal pelo Reino Unido.
Espero vê-los novamente nos festivais de verão. Vamos então para os dois últimos
shows.
O penúltimo show foi em Plymouth, num lugar chamado Pavilions. Plymouth é uma
grande cidade portuária localizada na água e foi o ponto de partida do Mayflower
(NT: famoso navio que transportou ingleses separatistas para os Estados Unidos,
em 1620). Nesse dia estávamos com um fotógrafo da Metal Hammer (NT: revista
britânica de heavy metal) que veio ao show e tirou fotos nossas. Usamos três
locais para as fotos: fora do local do show (com nuvens de tempestade no fundo),
dentro do clube, entre as caixas e equipamentos, e atrás do ônibus (o que nos
deu um bom motivo para limpá-lo). A platéia estava simplesmente espetacular, tão
boa quanto ou até mais do que em Wembley. Fizemos um grande show, a banda estava
muito entrosada e nossa energia e intensidade estava no nível máximo. Jon
encontrou uma pistola da época de Napoleão na cidade e comprou-a para sua
coleção.
Algumas vezes, no fim da turnê, algumas pessoas podem pegar "turnetite", que é
uma doença em que você começa a ficar meio doido, louco, besta ou algo assim.
Tim começou a demonstrar isso, especialmente depois de tomar remédios para
dormir, quando ele pegou o controle com a bunda. Sim, com a bunda.
Tive um tratamento especial nessa noite já que o Chris Adler do Lamb of God
deixou que eu me sentasse bem atrás dele durante o show do Lamb of God. Ele é
muito talentoso e um cara muito legal. O ultimo show da turnê foi em Bournemouth,
no The International Centre. Outra platéia muito boa e obviamente outro belo
desempenho da banda. É sempre bom terminar com um serviço bem feito. Então nossa
passagem pelo Reino Unido foi ótima. Acredito que apresentamos o Iced
Earth a muitos novos fãs e satisfizemos muitos fãs de longa data que estavam
esperando para nos ver por muito tempo. E é claro, a turnê Européia foi ótima
também, é sempre bom ver nossos irmãos europeus. Isso encerra o diário Road Rage
por enquanto, mas fiquem ligados no site para datas de shows futuros,
atualizações empolgantes e novidades futuras. Esperem-nos em turnê provavelmente
perto de março, com mais diários Road Rage. Foi um prazer trazer para vocês
todas as notícias da estrada.
Uma correção do diário nº6, O nome da namorada do motorista do ônibus estava
escrito errado. É Jutte e não Ute. Desejamos ao Guido e Jutte muitas felicidades
e sucesso em suas vidas juntos.
O METAL VIVE
Brent Smedley
18
de Novembro de 2007
Sejam bem-vindos à 10ª parte do diário Road Rage da Worldwide Wicked Tour,
Capítulo 2: Reino Unido, com Heaven And Hell e Lamb of God.
Começaremos então falando de Birmingham. Esta é uma cidade muito importante para
o Heavy Metal, pois é o local de nascimento do Black Sabbath e do Judas Priest.
Esta noite tivemos a sorte de ter os dois no local do show. O Sabbath no palco,
como Heaven and Hell, e o Priest representado por Glenn Tipton e K.K. Downing,
que vieram assistir. Ficamos muito honrados de tê-los passeando pelo backstage,
no nosso camarim.
Esse foi o maior local de show da turnê. O público era grande e nós demos a eles
um ótimo show. Recebi uma boa notícia essa noite. O responsável da DW (NT: marca
americana de baterias) pelo relacionamento com os artistas veio ao show e me
disse que eles me aceitaram como “endorser”. Estou muito empolado, por que a DW
foi realmente minha primeira escolha de bateria. Tanto o Overture of the Wicked
quanto o Framing Armageddon foram gravados com baterias da Drum Workshop. Vinnie
Appice também é patrocinado pela DW, é ótimo estar em sua companhia. Fiquei
surpreso em ver pessoas vendendo camisetas falsificadas depois do show lá fora.
Eu não esperava ver esse tipo de coisa no Reino Unido.
O próximo show foi em Cardiff (País de Gales), no The International Arena, onde
há camarins bem espaçosos e ótimas acomodações. O público respondeu bem, e demos
a eles uma performance fantástica. Tenho certeza de que muitos novos recrutas
foram trazidos ao rebanho do Iced Earth, e sem dúvida também havia muitos fãs
antigos na audiência, julgando pela quantidade de camisas nossas que estavam
usando. Houve inclusive um coro de “Iced Earth” quando entramos no palco. Foi um
tanto quanto diferente ouvir isso no começo do show, ao invés de no final.
Houve um evento especial essa noite, Iced Earth x Lamb of God em um jogo “Family
Feud", sim, Family Feud. (NT: programa originalmente da TV americana no qual
duas famílias se enfrentam, respondendo perguntas e disputando prêmios). Não é a
atividade normal pós-show, mas foi bem divertido, teve até um apresentador, e
foi inclusive filmado, para o próximo DVD deles. Os resultados do jogo foram
meio duvidosos, mas eu acho que infelizmente eles levaram a melhor.
Na noite seguinte tocamos em Nottingham, na Inglaterra, no The Nottingham Ice
Arena. Nottingham é famosa por ser o lar de Robin Hood. Muitos dos shows nessa
parte da turnê foram em espaços utilizados para patinação no gelo. Eles são bem
grandes, mas muito frios. Hoje foi um show muito bom – a banda se apresentou
extremamente bem e convenceu muitas pessoas de que elas precisam do Iced Earth
nas suas vidas e nas suas coleções de CD. Fiquei muito honrado por Chris Adler
do Lamb of God ter ficado assistindo o show.
Havia um local pra jogar boliche próximo ao local do show, havia uma conversa
sobre um desafio de boliche entre Iced Earth e Lamb of God após a apresentação,
mas não tivemos tempo suficiente. Então agora temos apenas mais dois shows nesta
turnê, ainda haverá mais uma atualização, então fiquem ligados, meus amigos.
O METAL VIVE
Brent Smedley
17 de Novembro de 2007
Sejam bem-vindos à 9ª parte do diário Road Rage da Worldwide Wicked Tour,
Capítulo 2: Reino Unido, com Heaven and Hell e Lamb of God.
Hoje é um dia de folga em Northwich, na Inglaterra. Fomos a um pequeno
bar/taverna bastante singular, convenientemente chamado The Slow And Easy. O
dono deste bar é um grande amigo do nosso responsável pelo som, Chris.
Escolhemos uma boa noite pra ir lá, pois era uma noite de jams. Chris B., Troy,
Dennis, Simon e Dominik foram todos pro palco agitar um pouco com os caras
locais. Vários dos amigos do Chris B. vieram e foi um prazer conhecer também sua
mãe e seu pai – pessoas muito legais, e um bar muito legal. Se um dia você
estiver em Northwich, vá ao The Slow and Easy, na Estrada de Manchester.
No dia seguinte nós viajamos para Manchester pra tocar no M.E.N., que é a sigla
para The Manchester Evening News. Outra casa de shows bem grande, como eu achei
que todas seriam nesse resto da turnê. O pai de Chris (o cara do som) esteve
presente. O local do show é localizado na mesma rua de um Hard Rock Café, que
alguns dos caras visitaram depois do show. A vida noturna é bem ativa nessa
área, e há um outro clube de rock por ali, que supostamente ficou aberto até às
7 das manhã, e tinha 5 dependências com bandas ao vivo. Nenhum de nós pôde se
aventurar nesse lugar, talvez na próxima vez. O show foi bom pra nós, novamente
aumentando o número de fãs do Iced Earth no Reino Unido. Biff Byford do Saxon
estava lá e apareceu no backstage.
No dia seguinte nós tocamos em Londres na histórica e bastante famosa Wembley
Arena. Foi uma enorme honra e um privilégio tocar nesse lugar que tantas das
grandes bandas já tocaram. A esposa e a filha de Jon estavam presentes nessa
noite. Foi um primeiro show bem legal pra filha dele assistir, aos 2 anos de
idade. A banda tocou excepcionalmente bem, fazendo um show impecável com muita
energia, intensidade e emoção. Devo dizer que esse foi o melhor show dessa parte
da turnê, tanto da parte da banda quanto da audiência. Foi provavelmente o maior
público até agora, e definitivamente o mais entusiasmado. Depois que deixamos o
palco, eles continuaram pedindo mais, havia alguns convidados especiais extras,
presentes essa noite – Bruce Dickinson e Adrian Smith, do Iron Maiden. Que
grande noite pra fazermos nosso melhor show!
No dia seguinte tocamos em Brighton, no Brighton Centre; um local interessante
localizado dentro de um centro de conferências, que por sua vez fica apenas a
uma quadra do mar; do Canal da Mancha, pra ser mais exato. Fui dar uma caminhada
no calçadão e na beira-mar, e pude dar uma olhada nos lugares e tirar muitas
fotos. Há o Brighton Píer, que é um pequeno parque de diversões, com vários
jogos eletrônicos, carrossel, carrinhos bate e volta, uma casa mal assombrada, e
muitos, muitos dos brinquedos comuns em parques de diversão. Também havia vários
cartomantes e adivinhos pelo calçadão. Por quarteirões e quarteirões havia todo
tipo de lojas. Parece que é um lugar legal pra passar umas férias.
Mas sobre o show... nesta noite fomos amaldiçoados por dificuldades técnicas. Eu
quebrei a pele da parte de baixo da caixa (o que é extremamente raro de
acontecer); tivemos problemas com os transmissores sem-fio, e muitas outras
coisas. Às vezes isso acontece, é incrível como tanta coisa consegue dar errada
em meia hora. Mas com créditos à banda e a equipe nós persistimos e demos o
nosso melhor. Acho que apesar de tudo foi um ótimo show e nos guiou um passo
adiante no nosso objetivo de ganhar novos fãs e expor mais pessoas à música do
Iced Earth.
O próximo show é em Birmingham. Essa é a “casa” de Tony Iommi e Geezer Butler,
do Black Sabbath, então este deve ser novamente um grande show. Gostaria de
aproveitar essa oportunidade para dizer que, pessoalmente, este é um privilégio
e uma honra compartilhar o palco com os outros bateristas desta turnê. Vinnie
Appice é um antigo mestre, e Chris Adler é um baterista absolutamente brilhante
que está na liderança de uma nova safra de virtuosos. Pois é, a turnê está
caminhando para um final, restando ainda 5 shows. Mas fiquem ligados, ainda
haverá mais atualizações antes de terminarmos.
O METAL VIVE
Brent Smedley
08
de Novembro de 2007
Bem vindos a oitava parte do Diário Road Rage. A
turnê mundial Wicked Tour entrou no capítulo 2: Inglaterra com o Heaven & Hell e
Lamb Of God.
O primeiro show dessa parte da turnê começou em Newcastle, Inglaterra num lugar
simplesmente chamado "The Arena". Nós fomos tratados com muito respeito e
consideração por ambas as bandas e suas equipes. Nós fomos tivemos sorte de
começarmos a passagem de som nesse dia (provavelmente o único nessa parte da
turnê).
Os camarins eram bem espaçosos, mas tinha muitas escadas e uma considerável
distância até o palco. "The Arena" é um lugar gigante. Agora, de volta ao show,
o som estava poderoso e com muita pressão. A platéia esta impressionante e eu
acredito que nessa noite o Iced Earth fez muitos novos fãs.
A banda estava em ótima forma e se ajustou bem à mudança (antes éramos
headliners e agora somos banda de abertura), assim como a mudança de set list.
Devo dizer que a segurança estava excelente e extremamente cordial. O próximo
show foi em Glasgow, Escócia em um lugar chamado "The Secc", (eu acredito que
seja "The Scotland Entertainment Conference Center"). Esse lugar estava tão
cheio que fez com que o "The Arena" em Newcaslte parecesse pequeno.
Era localizado dentro de um shopping center. Fora era uma estrutura peculiar
cortada como um Tatú. Essa noite nós tivemos pequenos problemas antes de
começarmos o show, o monitor da mesa de som quebrou completamente faltando 20
minutos antes de entrarmos no palco. Isso deveria significar que nós entraríamos
no palco sem poder ouvir nada. Mas graças ao nosso responsável pelo monitor,
Simon, ele conseguiu arrumar a tempo de chegarmos ao palco. Acredito que ele
conseguiu resolver no momento que começamos.
A platéia em Glasgow estava muito particularmente intensa e mais uma vez o Iced
Earth conseguiu trazer mais fãs para a banda. As pessoas na Escócia tem um
grande sotaque e sempre que eles falam em inglês é muito difícil de entender o
que eles estão falando. Eu mesmo pedia a eles que repetissem o que eles estavam
dizendo muitas vezes. Nós tivemos sorte de ter Chris Mermod (nosso iluminador
original) de volta nesse dia para a turnê.
O terceiro show foi em Sheffield, Inglaterra, em mais um lugar chamado também de
"The Arena". Outra casa de shows grande, assim como penso que todas elas serão
até o fim da tour. Outro grande show, com uma platéia maravilhosa.
A banda estava em ótima forma de novo. E mais uma vez, novos "soldados" foram
integrados a família Iced Earth. A resposta dos fãs no Reino Unidos foi
absolutamente fenomenal, que todos vocês sejam abençoados!!!. Nós estamos muito
honrados em fazer parte do show, tocando com o Heaven & Hell e Lamb Of God, com
a chance de toda noite apresentar nossa música para novos fãs, Metal Heads e
apaixonados por música. Oito shows restam, então fiquem ligados para mais
notíciais excitantes da estrada.
O METAL VIVE
Brent Smedley
07 de Novembro de 2007
Meus amigos, sejam bem-vindos à sétima e especial edição do Diário Road Rage:
uma saudação à uma equipe matadora, e momentos memoráveis na estrada. Aqui
iremos tirar um tempo para agradecer a mais fantástica das equipes de produção
com a qual já trabalhamos, na parte já concluída da turnê européia como atrações
principais, e também vamos relembrar alguns dos melhores momentos na estrada...
Então, primeiramente a equipe: começaremos de “cima”, com Dave Price, o
empresário da turnê (que faz um excelente trabalho cuidando de nós); Chris
Buckley, que cuida do som (o melhor “sound man” com o qual já tivemos o prazer
de trabalhar), Simon Effemey – que comanda o palco/retornos (um gênio). Esses
dois juntos (Chris e Simon) são um time imbatível; Chris Mermod – técnico de
iluminação (um iluminador fantástico, que sempre tem uma história pra contar),
Shawn Erbland – técnico de guitarra (camarada muito inteligente), Greg Winn –
técnico de guitarra (sujeito legal que parece sempre estar de bom humor), e por
último mas não menos importante Dominik Schrieber – técnico de bateria (que
sempre me deixa confiante e tranqüilo quando está presente). Também os
motoristas Guido e Ute, que formam um ótimo time e cuidam de nós, sempre nos
levando aos shows sem atrasos e limpando o ônibus diariamente pra fazer nosso
lar longe de casa ser o mais confortável possível.
Não podemos nos esquecer daqueles que já se foram: Stony, do merchandising (um
absoluto profissional), Udo – fisioterapeuta (o homem dos dedos mágicos), e Paul
– técnico de iluminação durante a ausência de Chris (iluminador muito bom, tem
muitas boas idéias). Glórias a todos da equipe!
E agora alguns momentos memoráveis da primeira parte da nossa turnê européia
como atrações principais... o primeiro que me vem à mente é o show em Estocolmo,
num local chamado Tyrol. Simon achou atrás do palco o que parecia ser um dos
antigos trajes do Liberace (NT: artista americano muito popular principalmente
nas décadas de 50 e 60, que era conhecido por usar roupas extravagantes) e os
vestiu para o show... alguém deveria ter tirado fotos. O próximo momento que eu
me lembro foi uma noite, em uma parada de caminhões, quando Jeff Waters, do
Annihilator, e seu técnico de guitarra Jakob Paubel ficaram zoando pela noite
com suas roupas íntimas coloridas e brilhantes. O ultimo momento que me vem à
mente foi o último show dessa parte da turnê: entre muitas palhaçadas, a mais
memorável foi a performance de Chris Buckley, personificando um gigante Viking
voador durante o show do Turisas. Também não podemos esquecer das muitas sessões
de karaokê no ônibus, com Chris Buckley na guitarra e vocais, ajudado por Simon,
também no vocal. Esses são apenas alguns dos melhores momentos na estrada,
fiquem ligados para mais.
O METAL VIVE
Brent Smedley
06 de Novembro de 2007
Olá novamente, amigos e companheiros do metal. Sejam bem-vindos ao 6º diário
Road Rage da Worldwide Wicked Tour, Capítulo 1: Europa.
Depois dos shows escandinavos nós viajamos de volta para Hamburgo, na Alemanha,
pra tocar no The Markthalle. Essa casa de show tem uma importância histórica e
muito especial pra banda, pois foi o primeiro lugar da Europa no qual o Iced
Earth tocou. A banda esteve lá em todas as turnês, e os shows sempre foram
maravilhosos. Essa noite não foi diferente, o show foi absolutamente fantástico.
A banda estava em ótima forma e o público estava enérgico e entusiasmado por
cada nota. Havia algumas pessoas da gravadora e alguns velhos amigos presentes
lá. A opinião de todos foi que o show foi totalmente foda. O The Markthalle fica
em uma parte bem limpa da cidade, a apenas alguns metros de uma grande estação
de trens, a qual eu fui visitar.
O show seguinte, em Stuttgart, foi o último na Alemanha. A casa de shows na qual
tocamos é chamada The Longhorn, um lugar bem peculiar. As paredes são decoradas
com grandes pinturas, num estilo meio que “Michelangelo encontra o Heavy Metal”.
Há também um pequeno cyber café que fica na parte superior do backstage, que foi
utilizado por mim e por vários caras da nossa equipe. Esse dia teve um
significado especial para o Iced Earth e nossa equipe. Hoje (30 de outubro de
2007), nosso motorista Guido pediu sua namorada Ute (que está na turnê e se
preparando pra ser motorista de ônibus também) em casamento, depois da passagem
de som. Ele veio no palco e, no microfone, pediu pra ela ser sua esposa, na
frente de todos nós e da mãe e amigos de Ute. Ela veio no palco e alegremente
aceitou uma rosa de Guido, e claro, disse SIM. Mais tarde, fizemos um brinde com
champagne, para celebrar a ocasião. Ficamos muito honrados de ter feito parte
disso.
Mas sobre o show, o público foi ótimo e estava muito interessado, a banda tocou
muito bem novamente. Larry Grohman, o criador da Larry Amplification, estava
presente. Ele trouxe pra Jon uma guitarra recentemente modificada, pois eles
estão trabalhando em um modelo “Jon Schaffer Signature”, que vai estar
disponível brevemente. No dia seguinte viajamos para Paris (França), pra tocar
no The Elysee Montmarte. Feliz Halloween!. Esse show foi daqueles do tipo
pé-no-saco pra equipe, pois foi um show “vai-e-volta”, o que significa que,
quando chegamos no local, o equipamento tem que ser descarregado o mais rápido
possível, e então o ônibus deve sair e só retornar quando estivermos prontos pra
ir embora. O trânsito em Paris é horrível e é por isso que ocorre essa situação
(o fato do ônibus não poder ficar lá). A casa de shows era um tanto grande, e
nós fomos abençoados/amaldiçoados com um dos menores camarins da turnê, com
direito a um vaso sanitário quebrado e um chuveiro que vazava pela parede (o
primeiro da turnê).
Tiramos uma foto antes de entrar pro palco, o público foi absolutamente
fenomenal. Esse clube fica numa parte bem vibrante da cidade, com todo tipo de
lojas ao longo das ruas. O show seguinte foi em Tilburg, na Holanda, num local
simplesmente chamado 013. Era um lugar muito legal, com camarins espaçosos,
ótima comida e até mesmo uma mesa de pebolim no backstage. O público foi
definitivamente um dos melhores até agora. A pista era bem grande e estava
lotada até o final, assim como os camarotes. Foi outro ótimo show pra banda.
Devo dizer que o povo da Holanda é um dos mais gentis da Europa. Nós ficamos
hospedados lá com algumas pessoas depois do show, e agradecemos muito pela
hospitalidade. Havia algumas estátuas bem legais e uma catedral gótica no
caminho quando saímos do clube, e eu fiquei muito feliz por ter tido a chance de
tirar algumas fotos delas, assim como tirei umas ótimas fotos do público. O show
foi novamente maravilhoso, com o público simplesmente “comendo” cada nota, e
implorando por mais.
Na noite seguinte tocamos na Antuérpia (Bélgica) o ultimo show dessa parte da
turnê como atração principal. A casa estava lotava novamente, foi um ótimo jeito
de terminar esse pedaço da turnê. A banda tocou excepcionalmente bem, e o
público também estava maravilhoso.
Eu dediquei minha performance naquela noite para o meu pai (Jack Richard Smedley),
que morreu neste mesmo dia, 2 de novembro, em 1975. Foi como se eu pudesse
sentir a presença dele, cuidando de mim durante o show. Várias vezes eu senti
calafrios na espinha. Foi triste nos separar das bandas de abertura, Turisas e
Annihalator, e de suas equipes. Tivemos algumas despedidas na nossa equipe
também: Udo (fisioterapeuta), Stony (nosso “marqueteiro”) e Paul (da
iluminação). Tudo de bom pra todos eles.
Agora estamos indo para o Reino Unido, pra abrir 11 shows pro Heaven and Hell,
junto com o Lamb Of God. Fiquem ligados para mais notícias e atualizaçõe, a
turnê deve ter um final monumental. Fico feliz em dizer que as costelas do Jon
estão praticamente curadas e a bronquite com a qual ele esteve lutando também
parece ter melhorado.
O METAL VIVE
Brent Smedley
30 de Outubro de 2007
Olá
novamente, amigos e companheiros do Metal. Sejam bem-vindos ao 5º diário Road
Rage da “Worldwide Wicked Tour, Capítulo 1: Europa”.
Chegamos à parte escandinava da turnê e começamos em Malmo, na Suécia. Essa foi
a primeira vez do Iced Earth em Malmo. Tocamos num lugar chamado Kulturbolaget,
que pareceu ser um clube bem velho, julgando pelo aspecto da memorabília nas
paredes e no camarim, que ficava num andar superior. Tivemos um pequeno
infortúnio com a cortina de fundo (ela caiu), mas nosso técnico de bateria
Dominik estava lá pra me salvar de ser encoberto. O público estava animado e o
show foi ótimo, a certa altura do set (na Declaration Day), eles agitaram uma
bandeira Americana enorme, é sempre legal ver isso fora dos EUA.
No dia seguinte nós viajamos pra Oslo, na Noruega, pra tocar num lugar chamado
Rockefeller. É um local fantástico com um ótimo palco, iluminação maravilhosa e
um teto bem alto. Essa foi a primeira vez da banda tocando na Noruega – é sempre
ótimo poder difundir o metal em novos lugares. Então nós viajamos de volta pra
Suécia, pra tocar em Gotemburgo num local chamado Tradgarn. A banda tocou aqui
na turnê do Horrow Show, mais ou menos cinco anos atrás. O show foi fantástico,
um dos meus favoritos. Alguns velhos amigos vieram assistir: Roger (o diretor do
vídeo de Ten Thousand Strong, entre outros) e alguns dos caras do Evergrey
também estavam presentes.
Hoje o dia foi marcado pelo afastamento do nosso responsável pela iluminação (Chris
Mermod), ele também toca baixo no Samaeland. Eles tem alguns shows pra fazer,
mas Chris irá retornar para o segundo show no Reino Unido. Boa sorte, Chris! E
boas-vindas ao novo responsável pela iluminação Paul, enquanto Chris estiver
fora.
Depois disso tivemos um dia de folga em Estocolmo (Suécia), com um show no dia
seguinte num local chamado Tyrol. Estou feliz em dizer que minha gripe se foi,
mas infelizmente alguns dos caras parece que ficaram doentes. É um tanto quanto
difícil não transmitir essas coisas quando todo mundo viaja no mesmo ônibus. No
dia seguinte fizemos o show em Estocolmo. Tyrol é localizado em um área bem
pitoresca da cidade, que fica sobre a água (NT: Estocolmo é uma
“cidade-arquipélago”, pois se localiza no encontro do Lago Mälaren com o Mar
Báltico. A parte central da cidade é formada por 14 principais ilhas) e também
bem ao lado de uma área onde se realizam muitas festas. Alguns dos habitantes
locais nos disseram que é um lugar bastante movimentado durante o verão.
Consegui tirar umas fotos bem legais de algumas estátuas esplêndidas e da
arquitetura local. Havia fãs lá desde o momento em que chegamos, o que foi bem
cedo, até o momento que fomos embora, o que foi obviamente bastante tarde. Um
grupo em particular parecia ser uma mãe com seus filhos, e um outro parecia ser
dois irmãos, com esse show sendo o primeiro do caçula... não tem como não amar
isto. A casa de shows era bem peculiar, com paisagens do interior do país
pintadas nas paredes, incluindo o fundo do palco. Nos disseram que só agora eles
começaram a ter shows de metal aqui, e é fácil de acreditar nisso.
No dia seguinte fomos pra Copenhaguem (Dinamarca), e tocamos num lugar chamado
Pumphuset. O palco era bem pequeno e o camarim mais ainda. Novamente tivemos que
tomar um banho “de uma mão só” (ah, o glamour disso tudo). O público foi
fantástico. O lugar estava lotado e a temperatura no palco estava alta… você
conseguia sentir o fluxo do Metal derretido. (acho que perdi 2kg nessa noite).
Foi um show maravilhoso, e o público continuou gritando por mais mesmo depois de
um bis de três músicas. Com esse show nós oficialmente chegamos à metade da
turnê. Temos mais 5 shows na Europa e então seguimos para o Reino Unido para
abrir 11 shows pro Heaven And Hell.
Finalmente tivemos nosso ônibus original de volta, lembrem-se de que ele quebrou
bem no começo da turnê. Assim que o trailer foi consertado (sim, ele também
quebrou, várias vezes na verdade) nós começamos a viagem para Hamburgo
(Alemanha) para um show no The Markthalle.
Fique ligado para mais notícias da estrada!
O METAL VIVE
Brent Smedley
21 de Outubro de 2007
Olá
novamente, amigos e companheiros do Metal. Sejam bem-vindos ao 4º relatório da
“Worldwide Wicked Tour”, Capítulo 1: Europa.
Deixamos Graz e fomos para Viena, na Áustria, onde tocamos num lugar chamado
Planet Music, que nos é bem familiar... o Iced Earth toca aqui desde a primeira
turnê européia. O Planet Music tem várias coisas peculiares como por exemplo a
saída do palco, que é muito baixa (há rumores de que alguns ex-integrantes
descobriram isso da maneira mais difícil) e uma fita adesiva fixando o chuveiro
(vocês já tentaram tomar banho com uma mão só?). Falando da parte legal da
coisa, dentro do clube tem o Marshall Café, onde tudo é Marshall. O clube vai se
mudar em dezembro... lá se vai a história.
O show foi ótimo. Bom público, ótimo set. No dia seguinte nós viajamos para Brno,
na República Tcheca, onde fomos acordados no meio da noite para checagem de
passaportes na fronteira. Essa foi a primeira vez que o Iced Earth tocou na
República Tcheca, é sempre interessante e empolgante viajar para novos países. A
casa de shows chamava-se Fleda. É obviamente um clube muito velho, com um dos
menores palcos da turnê, que é inclusive emendado em alguns lugares com fita
adesiva (é, aquela fita novamente). O público foi incrível, eles tem muita
paixão e empolgação com o Metal. Ver novos fãs em novas terras é sempre
inspirador e nos dá força para levar nossa música para o mundo.
No dia seguinte nós viajamos para Berlim (Alemanha), uma cidade que tem os pés
fincados na história. Tocamos em um local chamado The Columbia Club. Foi a
primeira vez da banda nesse lugar, já tocamos em diversos outros locais em
Berlim anteriormente… muitos deles presenciaram inúmeras histórias, mas são
histórias para outra oportunidade. De volta à turnê. A comida aqui foi
provavelmente a melhor até agora, vivas ao cozinheiro (desculpe, não consegui
entender o nome dele). O show foi muito bom, apesar de alguns pequenos
problemas, o sistema de iluminação não estava funcionando direito (Swiss Chris
conseguiu dar um jeito) e estava bem gelado no palco, até que o Metal começou a
fluir e esquentou o lugar. Alguns dos caras foram para um “pós-festa” no Clube
Halford (que é gerenciado por um cara parecido com o Rob Halford), onde eles
tocaram uns vídeos antigos do Iced Earth e todos tiveram bons momentos. Com esse
show completamos 1/3 do Capítulo 1 (Europa) da “Worldwide Wicked Tour.”
O que nos traz a hoje, dia de viagem. Viajamos por mais ou menos 8 horas e meia
e fizemos uma travessia de uma hora de balsa até a Suécia. Fiquei feliz de ter
dormindo durante toda a travessia, pois sinto enjôos. Agora estamos em Malmo,
que fica bem no sul da Suécia. Fiquem ligados para a próxima atualização.
Ficaremos na Escandinávia por uma semana, então isso deve ser muito empolgante.
Só espero que não seja muito gelado, pois estou com uma gripe violenta. Mas como
dizem, o show deve continuar.
O METAL VIVE
Brent Smedley
19 de Outubro de 2007
Olá
amigos e companheiros do Metal. Sejam bem-vindos ao terceiro diário da
“Worldwide Wicked Tour Chapter 1”.
Começamos essa parte da turnê com um show no Z7 em Pratteln, na Suiça. Os shows
lá são sempre espetaculares. O público foi um dos melhores até agora. Tivemos um
efeito pirotécnico inesperado quando uma luz do chão explodiu no palco,
queimando um fusível e nos deixando no escuro. Nosso grande técnico de
iluminação, Swiss Chris, consertou o problema em questão de segundos.
Pessoalmente, esse foi meu melhor show até agora, talvez em parte por causa da
minha história pessoal com este lugar. Essa foi a primeira casa de shows na qual
toquei na Europa e é o lugar onde toquei mais vezes aqui. O Metal parece que
escorre de cada uma das paredes do prédio.
O show seguinte foi em Graz, na Áustria, num lugar muito legal chamado The
Orpheum. É um teatro muito bonito, com camarotes, seguranças engravatados e tudo
mais. Na entrada há um braço de guitarra de 3 metros, e as paredes são
rabiscadas por várias pessoas famosas que tocaram lá. Alguns de nós ficamos
felizes em ter encontrado uma máquina de lavar e uma secadora, pois estávamos
precisando muito lavar umas roupas (Obrigado ao Chris, o técnico de som, por ter
consertado a secadora!).
Também havia um Cyber Café/Call Center perto da esquina, onde nós pudemos ligar
pra casa por uma tarifa ridiculamente barata (1 hora por 1,5 Euros). O público
em Graz foi espetacular, eles foram ao delírio no final do show, parecendo estar
querendo sempre mais.
Agora estamos a caminho de Viena, na Áustria…é uma viagem curta (quatro horas),
se comparada às outras que fizemos até agora. A banda e a equipe parecem estar
acertando tudo conforme a turnê vai prosseguindo.
Aconteceram alguns acidentes na turnê até agora, principalmente Jon Schaffer,
que feriu algumas costelas, o que limitou sua movimentação de palco, mas como
dizem, o show deve continuar… mesmo com dor. Muito obrigado ao fisioterapeuta
Udo por ter trabalhado conosco e ajudado a turnê a continuar.
Fique ligado nas próximas atualizações e novidades, pois a “Worldwide Wicked
Tour Chapter 1” continua.
O METAL VIVE
Brent Smedley
15 de Outubro de 2007
Olá amigos e companheiros do metal. Aqui vai a segunda parte do diário da
"Something Wicked Tour".
Bem, conseguimos chegar em Zaragoza, antes tarde do que nunca... ônibus quebrado
e tudo mais. Glórias para nossa sensacional equipe. Tocamos num festival lá, foi
o maior público até agora. O show foi fantástico apesar de termos nos organizado
apressadamente, e apesar do horário extremamente tarde. Acho que tocamos da 1h
às 2:45 da madrugada.
Depois do show a área do festival se tornou no maior “pós-festa” que eu já vi.
Os espanhóis certamente sabem como fazer uma festa. No dia seguinte tocamos em
Barcelona, no Razzmatazz. Esse foi o primeiro show no qual pudemos utilizar
nossa cortina de fundo integralmente (é imensa).. os shows na Espanha são sempre
incríveis, parece que as pessoas tem o sangue quente e uma imensa paixão pelo
Metal. É ótimo estar de volta na estrada, levando o metal para as multidões.
Agora nós temos um dia de folga em Beaune (França), que é uma cidade bem
pitoresca com prédios e arquitetura bem antigos, várias muralhas de castelos e
esse tipo de coisa. Tirei umas fotos legais.
Amanhã nós tocamos no Z7, na Suiça, que foi o primeiro lugar que eu toquei na
Europa na minha vida (no Summer Metal Meetings, em 1996) e também o lugar que eu
mais toquei por aqui. Fique ligado para mais notícias e informações, pois a
turnê continua....
O METAL VIVE
Brent Smedley
11 de
Outubro de 2007
Olá amigos e companheiros do metal. Este é o primeiro de muitos diários da turnê
que estão por vir.
É tão bom estar de volta na estrada e ver todos os nossos irmãos e irmãs
europeus... faz tanto tempo. Começamos com ensaios em Essen (Alemanha), no
Captured Live (NT: empresa que aluga equipamentos para turnês, presta serviço em
eventos, dispõe de salas de ensaio para bandas, etc). É um lugar de primeira
linha e tem um estoque fantástico de instrumentos musicais e equipamentos.
Os ensaios foram longos e intensos para que pudéssemos colocar a máquina do
metal em funcionamento. O primeiro show da turnê foi na segunda-feira, 8 de
outubro, no Live Music Hall em Colônia (Alemanha). Um lugar muito legal, já
tocamos aqui muitas vezes antes. Os fãs foram incríveis como sempre; o show é
sempre ótimo em Colônia, apesar de que a temperatura no palco estava
extremamente alta.
O segundo show foi em Munique (Alemanha), num lugar chamado Backstage Werk. Foi
a primeira vez que toquei lá.
Meus pratos novos chegaram hoje, estou muito empolgado com isso, muito obrigado
à Sabian. O show foi ótimo.
Para o terceiro show nós viajamos para Milão (Itália), pra tocar num lugar
chamado Alcatraz. É uma casa de shows bem grande. A platéia lá foi simplesmente
incrível, com muitos fãs cantando todas as letras de todas as músicas. Havia
dúzias de fãs esperando lá fora durante muitas horas, pra pegar autógrafos e
tirar fotos com a banda... tal dedicação e paixão pelo metal é o que nos dá
força e energia pra continuar. Depois desse show o nosso ônibus quebrou, muito
obrigado à nossa banda de abertura Turisas por terem salvo o dia e deixado nos
amontoar no ônibus deles, foi uma viagem aconchegante, pra dizer o mínimo. A
notícia boa é que tivemos um dia de folga na França pra consertar o problema do
ônibus.
Agora estamos a caminho do quarto show da turnê, que vai ser num festival de
Zaragoza, na Espanha. É uma longa viagem da Itália até a Espanha, mas teremos
muitas paisagens com montanhas e vilas em cima de colinas.
Com isso eu termino o primeiro diário da turnê, volte depois para saber sobre o
show em Zaragoza e para se manter informado sobre tudo que está rolando na
“Something Wicked Part 1 tour”.
O METAL VIVE
Brent Smedley