“Do ponto de vista da profissional, a flexibilidade da teleconsulta em saúde mental se encaixa perfeitamente na minha vida e me permite atender melhor às necessidades dos meus pacientes”, diz ela. “Não estou em um momento da minha vida em que queira ir a um consultório às 20h30, mas posso ir com prazer ao meu escritório em casa, trancar a porta e atender um paciente nesse horário.”
O trabalho em empresas de terapia online não se limita a fornecer terapia aos clientes. As oportunidades são abundantes e continuarão a crescer em funções de supervisão e treinamento, bem como em cargos de pesquisa em tempo integral nessas empresas de tecnologia da saúde mental, afirma Jones.
É claro que o atendimento online não é adequado para todos os pacientes ou profissionais. Pacientes com doenças mentais ou dependências mais graves provavelmente precisam de mais tratamento do que a terapia digital pode oferecer. E alguns profissionais podem ter dificuldades com certas modalidades de telemedicina, afirma Barlevy.
“Sou uma pessoa muito sociável, então foi difícil para mim sentir uma conexão real quando só trocava mensagens com as pessoas”, diz ela. “Além disso, muitas pessoas simplesmente pararam de responder, e eu senti que não havia tempo suficiente para realmente construir um relacionamento. Na verdade, acabou sendo mais difícil do que eu imaginava.”
Além disso, algumas empresas de terapia online não possuem diretrizes claras para lidar com situações de risco, como um paciente que possa parecer suicida em suas respostas por mensagens, afirma Lynn Bufka, PhD, diretora executiva associada de pesquisa e política de prática da APA.